CAIXA Belas Artes apresenta “Semana Andrei Tarkovski”

Crédito: CAIXA Belas Artes.

O CAIXA Belas Artes em São Paulo irá apresentar três de sete longas-metragens do cineasta Andrei Tarkovski (1932-1986). De 10 a 16 de janeiro, as obras: “Andrei Rublev”(1966), “Solaris” (1971) e “Stalker” (1979) serão exibidas. Tarkovski, antes de se tornar um dos maiores nomes do cinema soviético, formou-se em Geologia e estudou música e pintura.

Tarkovski e a mãe Maria Vishniakova, durante as filmagens de outra obra prima do diretor “O Espelho” (1975). Crédito: Pinterest Jelena Pavlica.

A vida difícil do pós-Segunda Guerra Mundial, em uma União Soviética que foi duramente atingida pela invasão nazista e começava a reconstruir-se, serviu de base inspiradora para uma série de verdadeiras obras primas que o realizador criaria. O próprio cineasta, em diversas entrevistas, chegou a contar sobre a sua importante relação com a mãe e como ela, em um contexto bastante dificil, o influênciou e possibilitou que ele tivesse experiências únicas ao estudar música. O período que passou na Sibéria, como estudante de Geologia, também contribuiram muito para a a estética e o conteúdo existencialista e metafisico de seus filmes.

Cena de “Andrei Rublev” (1966). Crédito: BFI.

Ainda na juventude, Tarkovski teve contato com o Neo-Realismo italiano, a Nouvelle Vague francesa, e com obras de diretores a exemplo de Akira Kurosawa, Luis Buñuel, Ingmar Bergman, Robert Bresson, Kenji Mizoguchi e Andrzej Wajda, cujo filme “Cinzas e Diamantes” (1958) foi de grande influência para ele. Contudo, o diretor logo desenvolveria um estilo próprio que incluiria também questões referentes ao sentido da vida, transcendência espiritual e busca pela verdade.

Cenas de “Solaris” (1972). Crédito: Zona Curva.

O filme “Andrei Rublev” venceu o prêmio FIPRESCI no Festival de Cannes, com roteiro coescrito pelo também russo Andrei Kontchalovskii, outro grande nome do cinema russo-soviético. “Solaris”, também vencedor do prêmio FIPRESCI e do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, é uma ficção científica e filosófica, considerada uma resposta de Tarkovski a “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), de Stanley Kubrick.

Cenas de “Stalker” (1979). Crédito: Vox.

Por fim, “Stalker”, vencedor do Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Cannes, foi a última obra do cineasta realizada na Rússia. Após diversas discordâncias com produtores russos, Tarkovski decide deixar de filmar em seu país, passando a produzir seus últimos trabalhos entre a Itália e a Suécia. Para mais detalhes sobre a programação da mostra acesse o site da Caixa Belas Artes SP.

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