Anita Schwartz Galeria de Arte segue com programa especial de verão até março

Performance: “Mão – translação da casa sobre a paisagem”. Crédito: Renato Mangoli.

Anita Schwartz Galeria de Arte realiza o Projeto Verão #1, com uma programação intensa: performances diversas com música, poesia, acrobacia, instalações sonoras, exposições-cápsulas, cinema, aula de modelo vivo e bar temático. As atividades serão realizadas até dia 14 de março de 2020, das 19h às 22h. A entrada é gratuita.

O projeto tem de mais de 20 artistas, como Alexandre Vogler e Cadu, representados pela galeria, Botika, Paulo Tiefenthaler, Amora Pera, Guga Ferraz e outros artistas visuais, bailarinos, músicos, poetas e cineastas. O escritor Nilton Bonder fará uma conversa aberta após a exibição do documentário “A Alma Imoral”, de Silvio Tendler e, durante todas as noites do período, o Bar Pinkontolgy, de Gabriela Davies, curadora da Vila Aymoré, estará aberto, no terraço, e terá drinques criados especialmente para o Projeto Verão #1.

Enquanto o “cubão branco” no térreo, com seus sete metros de altura, receberá às quartas-feiras uma programação de performances. O último andar abrigará duas exposições: “Bebendo Água no Saara”, com trabalhos de Laís Amaral  e “Milanesa”, de Felipe Barsuglia.

As performances que vão ocupar o grande espaço térreo

5 de fevereiro, das 19h às 21h – Aplique de Carne, de Alexandre Vogler, Botika, Paulo Tiefenthaler, Guga Ferraz, Nana Carneiro da Cunha, Amora Pêra, Flavia Belchior e Emiliano 7.

Projeto multidisciplinar que reúne artes plásticas, cinema, performance e rock and roll, construído sob estrutura literária – a fábula de Aplique de Carne.

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12 de fevereiro, das 19h às 20h – “Repertório N.1”, com Davi Pontes e Wallace Ferreira – Indicação etária: 18 anos

A obra nomeia uma trilogia de práticas coreográficas que investem na ideia de dança enquanto um treino de autodefesa. O movimento pode ativar a memória dos corpos subalternos que foram enterrados sob códigos hegemônico? O movimento visto como um dilema da modernidade, de que maneira se pode reivindicar uma outra temporalidade dançada, menos contaminada pelos cacos da “história da dança”? A assistência de dramaturgia é de Bruno Reis

19 de fevereiro, das 19h às 21h – Aula aberta de modelo vivo, com Cadu.

Para participar o material sugerido são bloco de papel e lápis. As inscrições prévias devem ser realizadas pelo email: galeria@anitaschwartz.com.br ou pelo telefone: 2540.6446.

Crédito: anitaschwartz.

7 de março (sábado), às 15h – “Mão – translação da casa sobre a paisagem” (75’), com os bailarinos Adelly Costantini, Camila Moura, Carolina Cony, Fernando Nicolini, Daniel Poittevin e Fábio Freitas.

Performance de rua em que se construirá na frente do público uma estrutura de sete metros de altura, em ferro e madeira. Movimentos ordinários de uma construção, tais como aparafusar, carregar e encaixar, se misturam aos equilíbrios em pêndulo, às escorregadas acrobáticas em uma enorme rampa de madeira, aos saltos e giros durante a edificação da própria estrutura.

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Inspirado na mão de obra de construções no espaço público e na força de trabalho que ergue lonas e estruturas de circo, “Mão” é a sua própria construção. A direção é de Renato Linhares; cenografia do Estúdio Chão, com Adriano Carneiro de Mendonça e Antonio Pedro Coutinho, músicos participantes são Ricardo Dias Gomes (este também assina a trilha sonora) e Marcelo Callado; e direção técnica é de Daniel Elias.

11 de março, das 19h às 21h – Exibição do documentário “A Alma Imoral” (1h58’), de Silvio Tendler, seguida de conversa aberta com Nilton Bonder, autor do livro homônimo – Indicação etária: maiores de 14 anos

Silvio Tendler aborda questões sobre a possibilidade de se impulsionar a própria vida; as diferenças entre a concepção científica e a concepção bíblica na interpretação da vida; o que é alma e corpo? O filme propõe uma conexão entre as, não importando suas crenças. Apoio: LZ Studio (móveis)

Para Nilton Bonder, a “transgressão é o elemento capaz de renovar a vida, de impulsioná-la a um novo horizonte de possibilidades”. “Essa transgressão está localizada na alma”. “Alma Imoral” é um projeto instigador, poético e filosófico, com a direção de Silvio Tendler, trazendo o best-seller do Rabino Nilton Bonder para as telas.

Bonder, personagem condutor, partirá em uma jornada na busca da Alma Imoral pelo Brasil, EUA e Israel, entrevistando destacados transgressores do pensamento e da atualidade em sua própria “tribo”. Tratando o particular como modelo para o universal, como o fez no sucesso da obra teatral, Bonder parte de seu próprio mundo e tribo para abordar adultério, ateísmo, homossexualidade, traição, rompimento e inovação na diversidade da política, religião, arte e ciência. As entrevistas são entremeadas por coreografias da Cia de Danças Debora Colker.

Passagens e mitos bíblicos revelam a arte de transitar no território da interdição e da transgressão e trazem uma nova reflexão sobre o que é lícito e apropriado, sobre o tabu e sua quebra. Um filme sobre a importância da transgressão para impulsionar a vida. Entre os entrevistados estão: Frans Krajcberg, Michael Lerner, Rebbeca Goldstein, EtgarKeret, Uri Avneri, Reb Zalman Schachter, Rabino Steven Greenberg, Noam Chomsky, e irmãos Rosenberg.

Exposições-Cápsulas

No espaço expositivo do segundo andar, ao lado do terraço, foi inaugurada no dia 22 de janeiro “Bebendo Água no Saara”, com seis pinturas de Laís Amaral (1993, São Gonçalo, Rio de Janeiro), que ficará em cartaz até 08 de fevereiro. O texto que acompanha a exposição é de Agrippina Manhattan. A artista parte de processos de desertificação e embranquecimento da natureza para fazer um paralelo com o ser humano, “dada a imposição de um sistema de organização de mundo moderno-colonial”. Para ela, “Bebendo água no Saara” revela-se como uma busca de expandir possibilidades de existir e comunicar, um processo de fertilização subjetiva, onde umedecer acontece pelo gesto da manifestação plástica”. “Tal experiência está diretamente conectada a mistérios de uma realidade sensível que permeia a memória e o agora”, afirma.

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No dia 12 de fevereiro, às 19h, será aberta no segundo andar a exposição “Milanesa”, com seis pinturas de Felipe Barsuglia (1989, Rio de Janeiro), artista conhecido por transitar por várias mídias. O texto que acompanhará a mostra é de Germano Dushá, e a exposição fica até 14 de março.

Informações gerais 

Anita Schwartz Galeria de Arte – Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, 22470-100, Rio de Janeiro.

Até 14 de março de 2020

Das 19h às 22h

Exposições: das 10h às 20h, de segunda a sexta, e das 12h às 18h, aos sábados Apoio: Granado e LZ Studio

Telefones: 21.2274.3873 e 2540.6446

Horário: 10h às 20h, de segunda a sexta, e das 12h às 18h, aos sábados

galeria@anitaschwartz.com.br

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