O baixo Luiz-Ottavio Faria interpreta Stromminger da ópera La Wally no Teatro São Carlos de Lisboa

O baixo Luiz-Ottavio Faria. Crédito: Facebook de Luiz-Ottavio Faria.

Nos dias 16 e 18 de outubroLuiz-Ottavio Faria interpreta Stromminger da ópera La Wally no Teatro São Carlos de Lisboa. A Direção Musical é de António Pirolli. A música da ópera é de Alfredo Catalani, com libreto de Luigi IllicaLa Wally é um drama musical em quatro atos que será executado em forma de concerto e seu enredo traz a história da paixão de uma jovem pelo filho do inimigo do pai (Stromminger) e a recusa de aceitar um casamento arranjado.

O baixo brasileiro Luiz-Ottavio Faria, natural de Bom Sucesso, no Rio de Janeiro, estudou canto com professores consagrados no mundo lírico, tais como Fernando Teixeira, Nilze Mirian Vianna, Simon Estes e Benjamin Mathews.  Formado pela prestigiada ‘The Juilliard School of Music’, de Nova Iorque, também foi aluno da ‘Escola de Música Villa-Lobos’, do ‘Conservatorio Brasileiro de Música’ e da ‘Universidade do Rio de Janeiro’, além de frequentar o ‘American Institute of Music Studies’ (AIMS) na Áustria.

A estreia mundial de Luiz-Ottavio Faria se deu na ópera “Un Ballo in Maschera”, de Giuseppe Verdi, no papel de Tommaso, ao lado do legendário tenor Carlo Bergonzi e do grande barítono brasileiro Fernando Teixeira, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com temporada estendida para o Theatro Municipal de São Paulo. Mais tarde, Commendatore (Don Giovanni), Ramfis (Aida), Sparafucile (Rigoletto), Sarastro (Die Zauberflute), Colline (La Boheme), Banquo (Macbeth), Oroveso (Norma), Zaccaria (Nabucco) e Timur (Turandot). Em 2018, interpretou Jacopo Fiesco, da ópera Simon Boccanera, no Teatro Comunale di Bologna, na Itália. E em maio de 2018, foi Zaccaria na ópera Nabucco, no Teatro Montpellier, na França.

A última vez que o baixo brasileiro, radicado nos Estados Unidos, esteve no Brasil foi em julho do ano passado para interpretar Sparafucile, na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, sob a regência de Roberto Minczuk e a direção de Jorge Takla, no Theatro Municipal em São Paulo. Essa montagem foi realizada em outubro, no Teatro Solis de Montevideo, no Uruguai, sob regência do maestro uruguaio Martin Jorge.

Em janeiro de deste ano esteve em Omã, na Península Arábica, interpretando Sarastro, personagem da ópera A Flauta Mágica de Mozart. A direção musical e regência  foi do suíço Diego Fasolis e a direção cênica, do italiano Davide Livermore, assessorado pelo brasileiro Allex Aguilera.

O baixo Luiz-Ottavio Faria. Crédito: Devon Cass cirt.

Em setembro de 2019 cantou Don Carlo no Teatro Cólon, na CoruñaEspanha, com um dos maiores baixos da atualidade, o italiano Ferruccio FurlanettoEm abril de 2019 esteve no XXII Festival Amazonas de Ópera, interpretando Don Ruy Gomes na versão em forma de concerto da ópera Ernani de Giuseppe Verdi, no Teatro Amazonas, sob regência do maestro Luiz Fernando Malheiro. Em janeiro de 2019, foi Timur, em Turandot na Ópera de Toulon, na França.

Em 2021, Luiz-Ottavio Faria vai cantar a Missa Solemnis opus 123 de Beethoven com a Sinfônica de Lahti na Finlândia, regência do maestro Dima Slobodeniuk. Será Trinity Moses, na ópera Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, de Kurt Weill, com texto de Bertold Bretcht, sob a regência do americano Christopher Franklin e direção do alemão Henning Brockhaus em dois teatros na Itália: Regio de Parma Reggio Emilia. E estará na ópera Simon Boccanegra no Festival de Opera A Coruña, na Galícia, Espanha.

Anna Bolena by G. Donizetti, Luiz-Ottavio Faria, R. Rinaldi, Duetto, Oh! qual parlar fu il suo!

Don Carlo, Ferruccio Furlanetto & Luiz-Ottavio Faria, Duetto Filippo II e il Grande Inquisitore

Don Carlo, Duet Filippo II e Il Grande Inquisitore, Dmitry Belossesky e Luiz-Ottavio Faria

Don Carlo Duet Filippo II e Il Grande Inquisitore Roberto Scandiuzzi e Luiz Ottavio Faria

 Felipe Bou, Luiz Ottavio Faria, Don Carlo, Filippo II e il Grande inquisitore duet

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