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Exposição Mundial Itinerante “Histórias da China” promove o intercâmbio cultural sino-brasileiro através da fotografia

Exposição Mundial Itinerante de Fotografia “Histórias da China”. Crédito: Associação de Arte e Cultura RioMont.

No intuito de celebrar as relações sino-brasileiras, a Exposição Mundial Itinerante de Fotografia “Histórias da China”, lançada na quinta-feira passada, 14 de dezembro de 2023, no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro, permanece aberta ao público até o dia 14 de janeiro de 2024. Segundo Márcia Melchior, presidente da Associação de Arte e Cultura RioMont, o evento inaugurou o calendário de atividades que irão comemorar o aniversário de meio século do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e o Brasil ao longo de todo o ano de 2024.

Márcia Melchior, presidente da Associação de Arte e Cultura RioMont. Crédito: Associação de Arte e Cultura RioMont.

A cerimônia de inauguração contou com a presença do comandante do Forte de Copacabana e diretor do Museu Histórico do Exército, coronel Alexandre Roberto da Silva, da cônsul geral da República Popular da China, Tian Min, do cônsul comercial da China, Xu Yenshang, e demais representantes da sociedade carioca e da comunidade chinesa do Rio. A exposição teve a organização da Associação de Arte e Cultura RioMont, do Consulado da República Popular da China no Rio de Janeiro e da Associação de Fotógrafos da China. A RioMont é organização não-governamental, sem fins lucrativos, de natureza eminentemente cultural, que tem a missão de incentivar o fortalecimento de vínculos entre Brasil e China, sob o viés do desenvolvimento social.

O comandante do Forte de Copacabana e diretor do Museu Histórico do Exército coronel Alexandre Roberto da Silva, Crédito: Associação de Arte e Cultura RioMont.

Após a execução dos hinos brasileiro e chinês, realizada pelos integrantes da Orquestra Violões do Forte de Copacabana e Shalom, Samuel Simões e Michelly Gondim, a cônsul geral da China, Tian Min, comentou um pouco sobre a exposição: “Há um total de 40 trabalhos profissionais nesta exposição, incluindo belas paisagens como montanhas, rios, pastagens e desertos na China, bem como culturas únicas, como ópera chinesa, Tai Chi, chá e caligrafia. Acredito que através desta exposição, os amigos brasileiros podem ter uma visão mais intuitiva da China mais autêntica”.

Os integrantes da Orquestra Violões do Forte de Copacabana e Shalom, Michelly Gondim e Samuel Simões. Crédito: Associação de Arte e Cultura RioMont.

Segundo a diplomata, a Associação dos Fotógrafos da China, a maior organização profissional na área fotográfica do país asiático, tem empenhado esforços na promoção de intercâmbio cultural internacional em fotografia popular por um longo tempo, para expandir intercâmbios amigáveis e contar ao Mundo a História da China.

A amizade entre as nações reside na afinidade mútua entre as pessoas, e a afinidade mútua entre as pessoas reside na compreensão mútua. Nos últimos anos, cada vez mais amigos brasileiros têm mostrado um interesse crescente em explorar e compreender a cultura chinesa. Com os esforços conjuntos das duas partes, uma onda de ‘entusiasmo pela cultural chinesa’ surgiu no Rio”, salientou a diplomata.

A cônsul geral da República Popular da China, Tian Min. Crédito: Associação de Arte e Cultura RioMont.

Para o vice-presidente da Associação dos Fotógrafos da China, Zheng Zhengsheng, a China e o Brasil, como os maiores países em desenvolvimento dos hemisférios oriental e ocidental, têm continuado a desenvolver relações saudáveis desde o estabelecimento das relações diplomáticas. “A Associação de Fotógrafos da China (CPA, em inglês) há muito que se empenha na realização de intercâmbios artísticos ricos e coloridos com organizações fotográficas e culturais de vários países. Com os esforços conjuntos de todas as partes, o intercâmbio cultural fotográfico entre a China e o Brasil alcançou resultados frutíferos. No 5.º Simpósio Internacional de Fotografia e no Festival de Fotografia de Lishui, realizados em novembro, ouvimos os maravilhosos discursos dos fotógrafos brasileiros; a nossa Exposição Internacional de Arte Fotográfica da China, realizada de dois em dois anos, também acolheu a participação entusiástica dos fotógrafos brasileiros, que nos trouxeram obras maravilhosas para partilhar ideias criativas únicas”, explicou.

Representando a Confederação Brasileira de Fotografia, o presidente da instituição, Carlos Gandara, comentou sobre o encontro de ambos os países na área da fotografia. “No mês passado, a convite da CPA, estive em Lishui na China. Apesar da longa distância que nos separa, pude sentir que temos muito em comum quando o assunto é fotografia. Participei de um festival e de um simpósio vibrantes, discutindo assuntos importantes da fotografia moderna. Tudo isso emoldurada pelas belas cidades chinesas e por um povo gentil e hospitaleiro. Brasil e China tem muito para trocar em experiências de fotografia. Senti a mesma paixão nos colegas chineses, que sinto nos fotógrafos brasileiros. Ontem em um momento único, a Confederação Brasileira de Fotografia se uniu à Associação de Fotógrafos da China para iniciar uma jornada de cooperação e intercâmbio”, concluiu Gandara.

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