Mostra “Um Emaranhado de Ruínas ao Revés” inicia amanhã no Sesc São João de Meriti

Ana Raylander. Crédito: Divulgação da artista.

De 12 de julho a 12 de outubro de 2025, na Galeria do Sesc São João de Meriti (Avenida Automóvel Clube, 66), de terça a sábado, das 10h às 17h, com entrada gratuita, acontece a exposição de artes visuais coletiva “Um Emaranhado de Ruínas ao Revés”. A iniciativa reúne os trabalhos de Ana Raylander Mártir dos Anjos, Ana Rorras, Loren Minzú, Marcelo Venzon e Rafael Amorim. Selecionada no Edital Sesc Pulsar, ela baseia-se no interesse compartilhado dos artistas pelos materiais pouco convencionais e em seus olhares apurados para as estruturas e formas do cotidiano. Além de trabalhos já conhecidos, cada artista preparou algo inédito especialmente para a exposição. Amanhã, dia 12 de julho, às 14h, ocorre a abertura com fala dos artistas e tradução para libras. A entrada também é franca.

Trata-se de um convite para olharmos de forma nova para o que consideramos descartável,
precário, compreendendo suas potencialidades e beleza. Os belos trabalhos de Rafael Amorim e Ana Rorras, por exemplo, são elaborados a partir de materiais encontrados em ruínas da arquitetura urbana. A artista recolhe fragmentos de antigas construções, articulando-os com plantas que crescem durante o período expositivo. Já Amorim parte do colecionismo, recolhendo materiais encontrados na rua.

As esculturas de Loren Minzú sustentam-se em equilíbrios delicados, ameaçando ruir a qualquer lufada de vento, fenômeno que, por sua vez, é protagonista do seu trabalho em vídeo. As “Fôrmas” de Marcelo Venzon inspiram-se em elementos reais da arquitetura de pontes, viadutos e edifícios. Já Ana Raylander Mártis dos Anjos, artista confirmada na 36ª Bienal de São Paulo, debruça-se sobre a violência das estruturas sociais, revisitando memórias individuais e coletivas, dialogando com imagens, canções e gestos de nossa cultura.

Segundo os idealizadores da mostra, “Um Emaranhado de Ruínas ao Revés” aponta para
diferentes abordagens do campo artístico. “Vamos apresentar um verdadeiro emaranhado
transcultural de poéticas, espaços, narrativas, experiências, materialidades e subjetividades
que convivem em um mesmo espaço, constituindo uma experiência sensorial única”, comenta
André Torres, articulador da exposição. Torres, que acompanhou de maneira crítica o
desenvolvimento dos trabalhos inéditos, assina o texto da exposição e mais um ensaio para
o catálogo, que será lançado durante a mostra.

A publicação, além de imagens dos trabalhos e da montagem, também contará com texto de Julia Baker. A distribuição será gratuita e o material também estará disponível para download. Outra característica da iniciativa foi a escolha de artistas que têm em comum uma percepção apurada das estruturas e formas que nos rodeiam no cotidiano. Nesse sentido, a exposição convoca o corpo a estar presente no espaço, já que as obras expandem o limite bidimensional das telas.

Deixe seu comentário

Acima ↑

Descubra mais sobre Revista Intertelas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading