Brasil e Vietnã discutem parceria em semicondutores

O ministro vietnamita da Ciência e Tecnologia, Huynh Thanh Dat, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Crédito: Ministério da Ciência e Tecnologia do Vietnã.

Uma parceria na área de semicondutores entre Brasil e Vietnã foi discutida na segunda-feira do dia 27 de novembro de 2023, pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, com o ministro vietnamita da Ciência e Tecnologia, Huynh Thanh Dat, em Hanoi. A cooperação bilateral, que inclui a formação de recursos humanos, deve se estender para outras áreas da transformação digital, como Inteligência Artificial e tecnologias quânticas.

Em viagem oficial ao país asiático, a ministra defendeu que a ciência e tecnologia seja um dos pilares da relação com o Vietnã. “O Brasil tem implementado um conjunto de ações no sentido de dominar o conhecimento científico, tecnológico e produtivo que poucos países do mundo possuem em um setor estratégico como o dos semicondutores”, afirmou a ministra. Ela destacou a retomada do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada – Ceitec, empresa pública de desenvolvimento e fabricação de chips, que vai operar nas rotas tecnológicas da transição energética e do setor automotivo. “A retomada da Ceitec foi incluída no projeto nacional de superação do atraso produtivo e tecnológico do nosso governo”, acrescentou.

Para o ministro Huynh Thanh Dat, a visita oficial da ministra Luciana Santos é uma “valiosa oportunidade” para o fortalecimento da cooperação científica e tecnológica. Ele lembrou que o Vietnã possui 5 mil engenheiros, mas quer intensificar a formação de recursos humanos, inclusive em parceria com empresas internacionais que atuam no país, para alcançar 50 mil profissionais. “Brasil e Vietnã possuem desafios comuns, e a ciência, tecnologia e inovação desempenham papel cada vez mais importante nas relações bilaterais. Com esforço e determinação, vamos concretizar a cooperação entre nossos países”, disse.

Segundo a ministra Luciana Santos, será realizada, em 2024, a 1ª Reunião do Comitê Conjunto Brasil-Vietnã de Ciência, Tecnologia e Inovação. Na ocasião, deve ser discutida a abertura de chamadas conjuntas bilaterais para o intercâmbio de pesquisadores. O chefe da assessoria especial para assuntos internacionais do MCTI, Carlos Matsumoto, lembrou a relevância da ciência e tecnologia na política externa do governo do presidente Lula. “O Brasil assume a presidência do G20 no próximo dia 1º de dezembro e, pela primeira vez, o fórum terá um Grupo de Trabalho sobre ciência e tecnologia”, destacou.

Estratégico e transversal

O coordenador de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do MCTI, André Rafael Costa e Silva, lembrou que o Brasil possui o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis), que reúne um conjunto de instrumentos de estímulo ao setor. “A indústria de semicondutores é estratégica e transversal. Nosso objetivo é inserir o Brasil nas cadeias globais, de modo que este é um momento muito oportuno para fortalecer a cooperação com o Vietnã”, defendeu. Já o diretor de Programas de Inovação do MCTI, Osório Coelho, apresentou o ecossistema brasileiro de startups e os instrumentos de fomento à inovação, como a Lei do Bem e o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Fonte: Texto originalmente publicado no site do Portal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Link direto: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2023/11/brasil-e-vietna-discutem-parceria-em-semicondutores#:~:text=Uma%20parceria%20na%20%C3%A1rea%20de,Huynh%20Thanh%20Dat%2C%20em%20Hanoi.

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