Primeiro-ministro Kishida Fumio afirma que o Japão e o Brasil são parceiros estratégicos e globais

Crédito: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto.

Nesta semana, quarta-feira, 10 de janeiro de 2024, o primeiro-ministro Kishida Fumio realizou uma conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Embaixada do Japão no Brasil, o primeiro-ministro Kishida afirmou que o Japão e o Brasil são “parceiros estratégicos e globais” que compartilham valores fundamentais.

Ele ainda expressou sua vontade de trabalhar em estreita colaboração para manter e fortalecer uma ordem internacional livre e aberta, baseada no Estado de Direito, e garantir um mundo onde a dignidade humana seja protegida. Ele também expressou agradecimento pela solidariedade do Brasil em relação aos danos causados pelo terremoto na Península de Noto neste ano.

O primeiro-ministro japonês também declarou que em relação à Cúpula do G20 que o Brasil vai sediar este ano, o Japão fortalecerá a cooperação com o país sul-americano, com base nos resultados da Presidência japonesa do G7 no ano passado e cooperará para o sucesso da Cúpula do G20 no Rio de Janeiro. O presidente Lula explicou as prioridades para o ano da presidência do G20 no Brasil e expressou suas expectativas em relação à cooperação do Japão.

Os dois líderes concordaram em cooperar nas áreas de meio ambiente, mudanças climáticas e combate à fome e à pobreza. Eles também confirmaram que considerarão várias formas de fortalecer as relações econômicas, incluindo uma maior promoção do comércio e do investimento. Além disso, ambos trocaram opiniões sobre a cooperação na arena internacional, como em trabalhar em estreita colaboração na busca pela reforma do Conselho de Segurança da ONU.

Já o Palácio do Planalto, em nota, informou que foi manifestada a intenção de que se realize, oportunamente, uma visita do líder japonês ao Brasil, no intuito de promover conversações para um acordo comercial entre Mercosul e Japão. De acordo com o Planalto, ambos líderes concordaram sobre a importância do fortalecimento das instâncias multilaterais para que guerras como a da Faixa de Gaza e a da Ucrânia não venham a se repetir.

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