
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarou nesta quinta-feira, 22 de fevereiro, que o país defende a expansão do Conselho de Segurança da ONU, mas somente para países da África, Ásia e América Latina. A fala ocorreu durante entrevista coletiva à imprensa russa na reunião de chanceleres do G20, no Rio de Janeiro. De acordo com o chanceler, o Conselho de Segurança precisa ser reformado, eliminando a “sub-representação dos Estados em desenvolvimento“.
“Em conexão com a reforma das estruturas de governança global, muitos participantes abordaram a reforma do Conselho de Segurança. Também expressamos a nossa posição, que é a de que o Conselho de Segurança precisa ser reformado, eliminando a principal injustiça: a sub-representação dos países em desenvolvimento“, disse o ministro.
“Atualmente, dos 15 membros do Conselho de Segurança, seis representam aliados dos EUA, quase todos atuam a partir das posições ditadas por Washington. Portanto, quando decidirmos, no plano prático, sobre a questão da expansão do Conselho de Segurança da ONU, apoiaremos exclusivamente representantes da Ásia, África e América Latina“, acrescentou.
O ministro russo, Serguei Lavrov, disse também que a mesma posição é assumida por muitos outros países, “que compreendem a inaceitabilidade de não só manter, mas também expandir a super-representação dos países ocidentais desproporcional à sua contribuição real para a política mundial“. “Como já observei, toda a política do Ocidente é determinada por Washington, todos os demais a executam obedientemente, o que observamos em diversas direções“, completou o chanceler. A reforma da governança global é um dos temas prioritários da presidência brasileira no G20, junto com o combate à mudanças climáticas e a criação de uma aliança global contra a fome e a pobreza.
Fonte: Texto originalmente publicado no site do Brasil de Fato.
Link direto: https://www.brasildefato.com.br/2024/02/22/g20-russia-quer-expansao-do-conselho-de-seguranca-da-onu-so-para-paises-em-desenvolvimento
Serguei Monin
Formado em Relações Internacionais pela Puc-rio e mestre em filosofia política pela UERJ, atua há mais de dois anos como correspondente internacional da Rússia para o Brasil de Fato
Edição: Rodrigo Durão Coelho

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