O Festival de Cinema de Colombo e a janela para o audiovisual brasileiro

Crédito: Wagner de Alcântara Aragão.

O audiovisual brasileiro pulsa. Precisa apenas de mais janelas para ser visto, de mais portas para ser acessado. Uma dessas oportunidades de se ter contato com que artistas do vídeo fazem de norte a sul, de leste a oeste do país foi o Festival de Cinema de Colombo, ocorrido entre os dias 9 e 17 de agosto. Tratou-se do primeiro evento cinematográfico realizado no município, que fica na região metropolitana de Curitiba e abriga em torno de 245 mil habitantes.

Além de possibilitar à população local contato com a experiência cinematográfica, o Fecico, como foi batizado, catalisou produções audiovisuais de vários cantos, de diversas temáticas. Foram quase 50 filmes, a maioria curtas-metragens, inclusive animações. Obras paranaenses, algumas de realizadores da própria cidade de Colombo, estiveram em destaque na telona. Mas o público também conferiu paisagens, sons, sotaques, histórias do Centro Oeste, do Norte, do Nordeste, de Minas Gerais, do litoral de São Paulo, e de outras partes da região Sul do Brasil.

Crédito: Wagner de Alcântara Aragão.

A parteira do Maranhão, lendas do sertão, histórias caiçaras, o caos urbano do Rio de Janeiro, infâncias, conflitos existenciais, declarações de amor, paixões platônicas, sonhos – teve tudo sendo abordado e apresentado na tela. O Fecico contou com duas mostras competitivas – uma de curtas (de fora do Paraná), outra de longas. Acessando o perfil do festival no Instagram (@fecico) é possível conferir a relação dos filmes ganhadores em cada categoria, e por ali ter uma noção da diversidade reunida no evento.

O Festival de Cinema de Colombo é fruto da Lei Paulo Gustavo. Evidencia, portanto, a importância de mecanismos estatais de incentivo financeiro à cultura. A programação (além de sessões, houve atividades formativas) se desenvolveu no CEU das Artes de Colombo – um dos tantos Centros das Artes e Esportes Unificados erguidos pelo Brasil nos anos 2010 em bairros populares, principalmente. Ou seja, políticas públicas na veia. Entre os e as participantes do festival – trabalhadores e trabalhadoras do audiovisual, estudantes, espectadores em geral – o recado foi uníssono: vida longo ao Fecico. Fazemos coro, e acrescentamos: por mais e mais eventos assim, em todos os rincões do país.

 

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