
Em 7 de janeiro, o renomado baixo Luiz-Ottavio Faria esteve em Seul, na Coreia do Sul, para interpretar Timur, da ópera Turandot de Puccini. O personagem é um rei da Tartária desaparecido, que está velho e cego. Ele dividiu o palco com grandes cantores Ewa Plonka, Maria Guleghina, Yusif Eyvazov and Brian Jagde. Três regentes se dividiram nas récitas: José Cura, Paolo Carignani e Plácido Domingo. O espaço foi o Coex, um gigante centro de espetáculos. Essa foi a segunda vez que Luiz-Ottavio Faria canta no pais. A primeira vez cantou com o seu grupo, The Harlem Spiritual Ensemble, Negro Spirituals, e agora a ópera Turandot.
Esse personagem é marcante na carreira de Luiz-Ottavio Faria, que foi interpretado várias vezes em grandes teatros como na Ópera de Toulon, na França, na Arena de Verona, na Itália, no Teatro Real de Madri, na Espanha, Palm Beach Opera, nos Estados Unidos e nos Teatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, no Brasil. Em abril o baixo estará no Brasil para cantar a única ópera de Beethoven, Fidélio, com regência de Cláudio Cruz e direção cênica de William Pereira, no Teatro São Pedro. Em setembro, será Porgy, da ópera Porgy and Bess de Gershwin, no Teatro Municipal de São Paulo, com regência de Roberto Minczuk e direção cênica de Grace Passô. E em outubro, canta Réquiem de Verdi em Nuremberg, na Alemanha. Outra prioridade de Luiz-Ottavio Faria é ministrar master classes pelo mundo para alunos talentosos e dedicados.

O baixo brasileiro Luiz-Ottavio Faria é natural de Bonsucesso, no Rio de Janeiro. Estudou canto com professores consagrados no mundo lírico, tais como Fernando Teixeira, Nilze Mirian Vianna, Mario Bertolino, Benjamin Mathews e os maestros Riccardo Frizza e Massimiliano Bullo. Formado pela prestigiada The Juilliard School of Music, de Nova Iorque, com o barítono grego Charles Kellis, também foi aluno da Escola de Música Villa-Lobos, do Conservatório Brasileiro de Música e da UNIRIO do Rio de Janeiro, além de frequentar o American Institute of Music Studies, AIMS, na Áustria.
A estreia mundial de Luiz-Ottavio Faria se deu na ópera Un Ballo in Maschera, de Verdi, no papel de Tommaso, ao lado do legendário tenor Carlo Bergonzi e do grande barítono brasileiro Fernando Teixeira, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com temporada estendida para o Teatro Municipal de São Paulo. Mais tarde, interpretou Commendatore (Don Giovanni), Ramfis (Aida), Sparafucile (Rigoletto), Sarastro (A Flauta Mágica), Colline (La Boheme), Banquo (Macbeth), Oroveso (Norma), Zaccaria (Nabucco) e Timur (Turandot).
Recentemente Luiz-Ottavio Faria e o maestro Matheus França criaram o grupo The Black Roots Brazilian Ensemble, que interpreta músicas de origem africana, spirituals, canções brasileiras e caribenhas, com grandes cantores brasileiros, Marly Montoni, Taiane Ferreira Gomes, Jean William, Toninho Brito, Sebastião Teixeira, Luiz-Ottavio Faria e do Maestro Matheus Franca. Como pianistas colaboradores Maestro Anderson Brenner e Professora Olga Bakali. A estreia foi na Sala Cecília Meireles. Outras apresentações aconteceram no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro e no Teatro Municipal de Niterói.

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