
Especialistas agrícolas africanos buscam aproveitar a tecnologia Juncao, uma inovação chinesa usada no cultivo de cogumelos e na alimentação de animais, para melhorar os meios de subsistência e aumentar a renda em comunidades rurais em todo o continente. “A tecnologia Juncao oferece muito mais do que o cultivo de cogumelos, é uma inovação abrangente que envolve culturas agrícolas, produção pecuária, proteção ambiental, nutrição e fortalecimento econômico“, disse Telesphore Ndabamenye, diretor-geral do Conselho de Desenvolvimento Agrícola e Recursos Animais de Ruanda.
Ele fez a declaração na cerimônia de encerramento de um workshop sobre a tecnologia Juncao, realizada na quarta-feira em Kigali, capital de Ruanda. Ressaltando a importância da tecnologia Juncao para o avanço da transformação agrícola, Ndabamenye afirmou que a participação de estagiários de diversas economias destacou a ampla aplicabilidade da tecnologia, particularmente nos desafios socioeconômicos enfrentados pelos pequenos agricultores. “A tecnologia Juncao é considerada em Ruanda uma contribuição essencial para a transformação da agricultura inclusiva do país. Ela apoia nossa visão nacional de um setor agrícola profissionalizado e comercializado, com a participação ativa de homens e mulheres, conforme estabelecido na Visão 2050 de Ruanda“, afirmou ele.
Ele reafirmou o compromisso de Ruanda em integrar a tecnologia Juncao à estratégia do país de segurança alimentar e nutricional, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento econômico, em total alinhamento com as agendas de desenvolvimento continental e global. Desde que a Juncao foi introduzida em Ruanda, em 2006, mais de 35.000 agricultores locais receberam treinamento e mais de 4.000 famílias, juntamente com 50 empresas e cooperativas, foram apoiadas em atividades relacionadas a essa tecnologia.
O workshop Juncao, realizado de 16 a 23 de julho no Centro de Demonstração de Tecnologia Agrícola China-Ruanda, organizado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, pelo Ministério da Agricultura e Recursos Animais de Ruanda e pela Universidade Agrícola e Florestal de Fujian, na China. Como parte do treinamento, os participantes visitaram diversos projetos em Huye e Nyanza, adquiriram experiência prática e fortaleceram sua compreensão sobre o potencial da tecnologia Juncao.
Innocent Shayamano, especialista chefe em extensão agrícola e coordenador de projetos do Ministério de Terras, Agricultura, Pesca, Água e Desenvolvimento Rural do Zimbábue, afirmou que o workshop abrangeu áreas críticas, como o manejo do cultivo do capim-Juncao, incluindo todos os seus aspectos agronômicos. “Este curso foi relevante e significativo para nosso país. Vimos as oportunidades que o uso da tecnologia Juncao proporciona, principalmente ao usar capim-Juncao como substituto de ração animal. Essa tecnologia veio para transformar os meios de subsistência e garantir que as comunidades rurais tenham renda suficiente“, disse ele.
O especialista chinês em Juncao, Lin Hui, destacou que o envolvimento ativo dos participantes, suas perguntas ponderadas e o entusiasmo em usar esse conhecimento foram muito inspiradores. De acordo com Lin, a Universidade Agrícola e Florestal de Fujian, na China, já organizou 388 cursos de treinamento ao longo dos anos, beneficiando mais de 16.000 pessoas em todo o mundo. De acordo com Li Jiahui, representante da Embaixada da China em Ruanda, a tecnologia beneficiou mais de 100 países desde 2001, ajudando famílias a saírem da pobreza e alcançarem a prosperidade. “Está provado que Juncao não é apenas uma tecnologia, mas um instrumento de prosperidade e bem-estar. A China tem muito orgulho de compartilhar essa tecnologia como parte de seu compromisso com a cooperação Sul-Sul“, acrescentou Li.
Fontes: Copyright Xinhua. Proibida a reprodução.
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