
Futebol e política? Sim, tudo a ver. A conexão entre ambos é a proposta de um canal no YouTube conduzido pelas jornalistas Milly Lacombe e Alicia Klein, o “Jogou Onde?”. São programas semanais, sempre às segundas, 17h. Entrevistas, análises e comentários compõem os vídeos. Nessa relação entre futebol e política, entre futebol e sociedade, “Jogou Onde?” tem se sobressaído por escancarar como misoginia, machismo e lgbtfobia persistem no futebol.

E quando dizemos futebol não estamos nos referindo só às disputas dentro de campo, nem apenas nas arquibancadas. O problema se expande para elencos, comissões técnicas, administrações de clubes e federações. Persiste na mídia que cobre esporte – e futebol, especialmente.
Como Milly Lacombe pontuou em vídeo recente, nem a mínima preocupação por equilíbrio de gênero nas transmissões e mesas redondas, que chegou a vigorar tempos destes, se faz mais presente. Pelo contrário, apontam ela e Alicia Klein. Os dois canais “moderninhos”, como chamam, de maior audiência na internet, a Cazé TV e a GE TV, parecem ignorar a necessidade de representatividade.
Neste e em outros vídeos em que comentam machismo e misoginia no futebol, as duas comunicadoras explicam como esse comportamento se relaciona com uma cultura que leva a casos de feminicídio. “O machismo na cobertura da Libertadores” é um desses programas do canal que são didáticos em mostrar como o problema não só permanece como se agrava no futebol:
Racismo e falta de posicionamento de clubes e atletas diante de mazelas sociais graves (como a chacina no Rio de Janeiro sob argumento de combate ao crime) também estão em pauta. Análises do futebol praticado em campo compõem os conteúdos, igualmente. A diferença é que não são análises alheias ao entorno, as interrelações entre esporte e sociedade. Vão fundo, à raiz do que vemos na superfície das quatro linhas (e fora delas).
Enfim, vale conferir: https://www.youtube.com/@CanalJogouOnde.

Deixe seu comentário