“Alien(nada)”, monólogo da dramaturga Lívia Machado, investiga a possibilidade de autodestruição da humanidade a partir do imaginário extraterrestre

Crédito: Helena Wolfenson.

Entre 9 e 11 de outubro, o Instituto Capobianco recebe “Alien(nada): a Terra é uma adolescente e o Grande Filtro pode ser a autodestruição da humanidade, monólogo da dramaturga e ufóloga Lívia Machado” que parte do Paradoxo de Fermi para investigar nossa própria possibilidade de sobrevivência no cosmos. Em formato de palestra-performance-sampler-audiovisual, a obra combina teatro, pesquisa científica e fabulação especulativa para investigar o imaginário alienígena como campo estético, político e poético. A iniciativa tem direção de Bruna Betito e interlocução cênica e dramaturgismo de Janaina Leite.

Criado em parceria com o Núcleo do Olho, o trabalho integra a pesquisa continuada de Lívia Machado sobre as relações entre arte, tecnologia, comunicação e imaginários extraterrestres, presente em trabalhos como “O Museu Voador”, “O Sol Desapareceu”, “Ainda Sopra” e “Crônicas Marcianas”. A montagem também é uma extensão do laboratório Sinestesia Alienígena, realizado em setembro no Instituto Capobianco, que propõe uma investigação artística a partir dos conceitos de “sinestesia” e “alienígena”, explorando hibridismos entre linguagens e materialidades, além de diferentes perspectivas sensoriais para refletir sobre temas como morte, permanência do corpo, tecnologia e digitalidade.

Crédito: Helena Wolfenson.

Sobre o Instituto Capobianco e Café Capô

O Instituto Capobianco é um espaço cultural dedicado à pesquisa, criação, formação e difusão das artes. Instalado em um casarão centenário no centro de São Paulo, oferece tempo, estrutura e continuidade para o desenvolvimento de trabalhos em teatro, dança e música, propiciando processos imersivos que fomentam pesquisas aprofundadas de linguagem e a criação de obras inéditas. Por meio de seus programas de Residências Artísticas, o Instituto se firma como polo vivo da arte contemporânea, onde apresentação, formação e pesquisa se articulam em uma programação contínua e acessível.

Localizado no subsolo do Instituto Capobianco, o Café Capô amplia a experiência para além da sala de espetáculo, criando um espaço de encontro entre artistas, equipes e espectadores antes e depois das apresentações. Operado pela cozinheira Ariana Turca, à frente do Dasturca, o café oferece um cardápio autoral, fazendo da gastronomia, da convivência e da permanência uma extensão da programação artística. O espaço também conta com uma programação independente do teatro, que inclui pocket shows, encontros e outros eventos.

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