A traição do ocidente foi foco de análise em evento sobre o Pacto de Munique

O Primeiro Ministro britânico Arthur Neville Chamberlain aperta a mão de Adolf Hitler ao estabelecer um acordo em Munique que visava dividir a Europa e avançar sobre a União Soviética. Crédito: ABC de la Semana.

Nesta quarta-feira passada, dia 10 de outubro, foi realizado um debate na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) sobre os 80 anos do Pacto de Munique. A iniciativa foi uma realização do Núcleo de Estudos das Américas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NUCLEAS-UERJ), com o apoio da Revista Intertelas. O evento contou com participação expressiva do público e dos professores e especialistas em Segunda Guerra Mundial, a maioria deles colaboradores e colunistas desta publicação online: Eden Pereira, João Claudio Platenik, Luis Eduardo Mergulhão, Lucas Rubio e Ricardo Quiroga. Eles apresentaram e debateram o Pacto no qual Inglaterra e França entregaram à Alemanha nazista a região dos Sudetos da então Tchecoslováquia, na política de apaziguamento em relação a Hitler.

Os palestrantes da esquerda para a direita: Luis Eduardo Mergulhão, Eden Pereira, Ricardo Quiroga e João Claudio Platenik. Crédito: Lucas Rubio.

Platenik explicou o contexto político na Europa e inclusive no Brasil, trazendo informações inéditas sobre a atuação brasileira na Guerra, por meio de documentos que acessou recentemente. Mergulhão explicou o histórico da negociação que levou ao Pacto de Munique e a intenção do ocidente de incitar Hitler a avançar sobre o Leste para atacar a União Soviética. Já Quiroga falou da formação da Tchecoslováquia, o contexto no qual se permitiu o avanço da Alemanha nazista e a entrega dos Sudetos e depois do país a Hitler. Ele também destacou o papel da URSS que buscou impedir as manobras que pavimentaram o caminho para a Segunda Guerra Mundial. 

Rubio fez uma analogia com a questão da Coreia, explicando a ocupação japonesa e a guerra causada pelos EUA. Ele ainda abordou o fato de a Coreia não ter sido convidada para a reunião da ONU e aprofundou também o debate sobre a complexidade das relações internacionais, que acabou resultando na necessidade de Pactos como Molotov Ribbentrop, ou na aproximação entre Estados Unidos e República Popular Democrática da Coreia.  Por fim, Eden Pereira analisou a ideologia e a constituição dos Estados do Leste Europeu no final da primeira guerra mundial, ressaltando o campo assentado pela modernidade liberal para a ação de teorias fascistas que tomaram conta desses governos no período entre guerras. Assim, expôs ainda que tais idéias afetavam as relações entre estes países e que estiveram presentes no jogo acordado em Munique.

Em torno de 50 participantes prolongaram o debate com perguntas e colocações sobre ideologia, fatos históricos e políticas implementadas na época. Crédito: Lucas Rubio.

O público presente reagiu positivamente, fazendo várias intervenções e perguntas que ampliaram o debate sobre a Segunda Guerra Mundial como um todo, promovendo inclusive uma discussão sobre socialismo, anarquismo e caráter ideológico do nazismo. Para ampliar o seu conhecimento sobre estas temáticas e ficar sabendo de outros futuros eventos como este  continue acompanhando a Revista Intertelas. 

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