Fascismo, mal estar da modernidade de ontem e hoje

Crédito: Nossa Ciência.

Acreditou-se ao longo de toda a segunda metade do século XX que o fascismo era uma ideologia retrógada, que havia sido derrotada ao final da Segunda Guerra Mundial. Algumas interpretações mesmo mais pejorativas buscavam pôr em um mesmo patamar fascismo e qualquer ditadura, uma interpretação que hoje está em reconstrução, pois recentemente se chegou a conclusão que poucas foram as lideranças fascistas que implantaram ditaduras sem o consenso da sociedade. Nasce daí a pergunta: o fascismo pode chegar ao poder pela democracia? Aliás, o regime democrático nega aspectos autoritários? Essas são apenas algumas perguntas que permeiam a atual configuração de luta política existente.

A definição do que é fascismo é um dos temas mais controversos e debatidos pelos historiadores ao longo das últimas décadas. Não é simples explicar como foi que na sociedade da Belle Époque desenvolveu-se um dos males mais traumáticos da história da humanidade. Muitos historiadores, especialmente aqueles ligados a psicanálise, atribuem à Primeira Guerra Mundial o papel de destruição do que conhecemos como Era Vitoriana, buscando evidenciar ali aspectos que se expandiram na Segunda Guerra Mundial.

Livro “O Manisfesto Italiano da Belle Époque ao Fascismo” do jornalista, ensaista que juntou-se ao movimento partisan italiano contra o nazi-fascismo Giorgio Bocca. Crédito: AbeBooks.

Descrever o fenômeno fascista como restrito a países “culturalmente autoritários”, assim como um fenômeno que aparece nas crises do liberalismo são erros grosseiros. Da mesma forma, interpretar o fascismo como um fenômeno imutável e permanente congelado também é um equivoco. Sua explicação e análise deve ser acima de tudo materialista e observando suas relações materiais. Como qualquer movimento político, o fascismo perpassa por contradições materiais derivadas historicamente de suas condições locais e regionais. Portanto, não se pode encarar o movimento fascista como uma coisa só, ainda que seus objetivos tenham traços comuns e partam de perspectivas semelhantes que definem seu verniz ideológico.

Luiz Alberto Moniz Bandeira, pouco antes de nos deixar, em um dos seus últimos livros trouxe uma leitura interessante sobre o fascismo, e que é compartilhada por outros historiadores como Francisco Carlos Teixeira da Silva, que encaram o fascismo como um mal da modernidade que busca sempre se manifestar. Nas suas palavras, mesmo em regimes democráticos é possível que ocorra a transmutação deste estado de um regime republicano para tirânico- resgatando o termo de MaquiavelMutazzionne dello statto– algo que ocorreu com a Alemanha na primeira metade do século XX e que pode vir a acontecer com qualquer Estado de tradição liberal. No mundo todo, os germânicos eram considerados como um dos exemplos mais avançados da modernidade junto a Grã-Bretanha.

Importante é saber que a característica principal da modernidade liberal era o Estado nacional baseado na lógica da homogeneidade racial, a partir da existência de uma determinada comunidade de pessoas que “mereciam” ser “livres”. Haviam leis de segregação e que delimitavam casamentos inter-raciais em diversos países, assim como leis tratando determinados povos como “crianças a serem tuteladas”. O historiador e filósofo Domenico Losurdo lembra oportunamente que nos EUA, no fim do século XIX e início do século XX, usa-se muito a expressão herrenvolk democracie (Democracia dos Senhores) para descrever o regime considerado ideal para a República. Mas isso não foi considerado fascismo durante muito tempo, embora se encontrem elementos próximos e que permeiam o vocabulário fascista como “cidadãos de bem” e “regime de tutela” sobre os mais frágeis da sociedade, pois a pedra angular da modernidade é o liberalismo ancorado na ideia de proteção dos direitos da comunidade dos livres, que por sua vez somente poderiam ser as pessoas auto esclarecidas (Aufklärung) no sentido kantiano iluminista.

Resgatando um dos clássicos do liberalismo, o Sr. Adam Smith, é possível ver que ditaduras são justificáveis desde que sejam para proteger a comunidade dos livres, pois como ele mesmo diz, a liberdade do homem livre é a condição de opressão do escravo, do contrário haveria uma tirania que “oprimiria” os privilégios dos esclarecidos. Aqui chegamos a um impasse do liberalismo que não vale apena estender para não ficar grande demais esta análise, mas tem um ponto importante, onde para a modernidade liberal ditaduras são justificáveis desde que protejam a comunidade dos livres e garantam o progresso daqueles que ainda não atingiram a maior idade.

A comparação aqui não é somente proposital, como tem objetivo de instigar, pois até que ponto liberalismo e fascismo não bebem de uma mesma fonte ideológica? Desde a década de 1920, todos os principais movimentos fascistas não somente se reivindicam enquanto os liberais mais puros, como também aqueles que podem salvar a civilização do que seriam as distorções do sistema que corrompiam as pessoas desvirtuando-as de seu verdadeiro destino. Disto é que o fascismo retira o seu verniz revolucionário e anti sistêmico, pois todo o fascista alicia um vocabulário que parece ser novo, mas que na verdade é velho e retrógrado. Não é por acaso que o historiador Eric Hobsbawn premiou a estes com o título de revolucionários da contrarrevolução.

O historiador marxista britânico reconhecido como um importante nome da intelectualidade do século XX Eric Hobsbawn. Crédito: Coffee House – The Spectator.

Essa interpretação extremamente conservadora no sentido de manter uma sociedade do século XIX baseada em uma democracia tutelar ou uma ditadura que fornecesse os instrumentos para o progresso- foi o que guiou países em toda a Europa para movimentos fascistas. Entretanto, tem que se fazer uma grande diferenciação entre o liberalismo que surge na década de 1930, fundado no Keynesianismo, e no modelo produtivo fordista para o fascismo, no que diz respeito ao tratamento com o diferente na sociedade. Enquanto no primeiro a diferença é vista como o marginalizado que está fora do padrão, devendo ser corrigido no sentido kantiano de ser posto no caminho do progresso; no fascismo, esse é visto de maneira biologicamente impossibilitado de tal feito, sendo, portanto uma “dádiva da natureza” a sua inferioridade. Isso demonstra também a diferença nas soluções de ambos os sistemas com o diverso, onde o liberal tende a homogeneizar e padronizar, enquanto que o fascista tende a excluir os que não se encaixam no padrão por meio da eliminação.

Cartaz eleitoral nazista da década de 1930. Nele pode-se ler: Acabe com a corrupção, escolha o Nacional Socialismo! Vote 4. Crédito: avmalgin.livejournal.com.

O Darwinismo social, que foi ao longo da primeira metade do século XX uma das ideologias mais fortes dentro do liberalismo, era ao mesmo tempo parte deste mal-estar da modernidade. A explicação da pobreza, doença, miserabilidade, crimes por meio de uma biologização social que era fundamentalmente corroborada pela ciência, até mesmo a área de humanas, tanto na academia, quanto nas salas de aula com suas histórias sobre os heróis fundadores da nação. Não é por acaso que grande parte dos membros da organização paramilitar, ligada ao partido nazista alemão, Schutzstaffel, popularmente conhecida como SS eram doutores e cientistas formados nas universidades e que haviam absorvido este discurso em sua prática considerada cientifica na época.

Ao mesmo tempo, a frustração social por parte da população em geral levava para um caminho potencialmente revolucionário que se observou em toda a Europa, a partir das frustrações com a Primeira Guerra Mundial. Isso fez com que as elites destes países também buscassem outras formas de culpabilidade que não passassem por elas. A exploração do trabalhador, a derrota do país na guerra, a existência de crianças órfãs, a fome e o desemprego passaram por uma reformulação de discurso, pois os grupos mais retrógrados que não aceitavam os mínimos avanços do liberalismo após a Primeira Guerra Mundial passam a se articular no sentido de manterem os privilégios dessa elite decadente do antigo regime que recentemente estava se dissolvendo.

Isso é importante ser lembrado, pois o antigo regime na Europa não havia acabado ao longo do século XIX, com revoluções no melhor estilo francês. O modelo prussiano havia assentado no continente diversos regimes que eram uma fusão do modelo liberal com as ideias elitistas dos nobres. As monarquias constitucionais que cederam alguns direitos políticos não dissolveram completamente o velho aparelho monárquico, que foi apenas reformado. Somente com a derrota de Alemanha e Austria-Hungria, junto com a queda dos Romanov na Rússia, os resquícios do antigo regime foram destruídos, determinando o fim do longo século XIX– termo usado pelo historiador Rene Remond, que serve de referência na história política europeia iniciada com a Revolução Francesa de 1789 e terminada com a Primeira Guerra Mundial com a queda de várias casas monárquicas europeias.

Compreender isso é essencial, pois explica o porquê de durante mais da metade do século XX, muitos países europeus não possuírem sufrágio universal e porque pessoas como Vilfredo Paretto e Mosca faziam sucesso, seduzindo figuras como Luigi Einaudi e mesmo o filósofo Benedetto Croce e Heidegger. No entanto isso não significava que o liberalismo estivesse ausente desses países, pelo contrário, ele se inseria a partir das relações e estruturas históricas destes países profundamente marcadas pela forma como se constituíram estes Estados nação.

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Entretanto, diferenciando-se do liberalismo, o fascismo é capaz de mobilizar a população a partir de uma ideia de guerra permanente contra um inimigo que estaria impedindo a consolidação do Estado nacional e destruindo as boas tradições daquele país. Este inimigo como já colocado, foge ao padrão social da modernidade liberal, e passa a não ter direito de existir dentro de um Estado que se considera em um sentido político, em uma lógica orgânica. A base um Estado, uma nação e um líder, é essencial na compreensão da organização da lógica fascista baseada na guerra permanente.

Hoje, a nova maré fascista, tão forte como nas décadas de 1920 e 1930, em diversos países do mundo, não pode ser ignorada. Entretanto, este mal-estar da modernidade nunca se ausentou completamente. Nas últimas quatro décadas, este mal da modernidade voltou a assombrar o mundo por ocasião de diversas ditaduras no terceiro mundo. O mestre Theotônio dos Santos em Socialismo ou fascismo- O novo caráter da dependência e o dilema latino americano põe sobre a mesa a questão já no calor das ditaduras latino americanas nas décadas de 1960 e 1970, onde o Chile principalmente se tornou um modelo adorável ao novo modelo de liberalismo baseado na “terapia de choque” e mobilização permanente contra agentes internos. Da mesma forma, na Europa do leste, nos anos de 1980 e 1990, observou-se o fenômeno que foi ainda mais ignorado por se tratar da desestruturação das democracias populares.

O neoliberalismo, que na década de 1990 absorve a agenda mesmo de setores da esquerda mundial que ficaram órfãos da Guerra Fria e caíram em desilusão graças a propaganda triunfante liberal, levou a construção praticamente de uma plataforma única na maior parte das eleições mundiais. John Railway e sua ideia de sustentar um liberalismo social ecoou na reformulação da própria ideia keynisiana de Estado que estava sendo afetada pela Terceira Revolução Industrial que não permitia mais que esses países agissem no sentido de minimizar as contradições capital-trabalho. Isso gerou uma onda de pobreza e frustrações neste período que podem mesmo ser comparadas com a Primeira Guerra Mundial, pois as cruzadas dos estadunidenses junto com sua corja da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em nome da democracia no Panamá, Iraque, Yoguslávia, Afeganistão e por fim na Líbia foram encontrando limites cada vez maiores.

A população em geral afetada diretamente pela “terapia de choque”, ou as invasões externas encontrava-se completamente “desprotegida” de mecanismos que anteriormente garantiam o mínimo de direitos previstos pelas Nações Unidas. A violência destes Estados que, embora alguns adquirissem faces abertamente autoritárias como foi o caso do Chile e Peru, ou Estados de exceção na democracia como foi o caso da Argentina e Venezuela, causou uma verdadeira politica binomial, baseada na ausência social e repressão política. Um princípio liberal que resgatava aspectos autoritários desta ideologia que haviam sido postos em cheque durante os primeiros anos do após Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, como demonstra Francisco Carlos Teixeira da Silva, a forma com a qual as relações sociais foram se dando dentro deste novo espaço geográfico marcado pela globalização universalista causou estranhamentos.

O neoliberalismo! Crédito: Ceramics tiles.

Como já discutido, o liberalismo, diferente do fascismo, absorve e padroniza a diferença dentro de um modelo homogêneo civilizatório, onde podemos por como exemplo concreto a própria formação da União Europeia. Este modelo, no entanto, apesar de aparentar ser menos violento por não prever o extermínio físico do diferente, possui a perversidade de imposição aos outros povos de um modelo civilizatório que é considerado o correto, neste sentido o novo modelo liberal. Não por acaso a ideia de intervenções e cruzadas humanitárias que objetivam derrubar as tiranias e levar a democracia foi constantemente utilizada neste período como um discurso vernizado de uma ideologia universalista globalizante

No entanto, a imposição deste modelo a pessoas que não são ou nem mesmo tem as condições históricas de fazer parte deste, promovendo a negação sobre outros por manter uma falsa homogeneização, causa reações. Essas reações podem ser as mais diversas, onde no mundo árabe, por exemplo, frente ao universalismo globalizante neoliberal ocidental, surgiram alternativas extremamente radicais que alimentadas pela mesma violência civilizacional imposta, desenvolvem uma ideologia radical vinculada com a ideia de reforçar as tradições culturais, religiosas e sociais por meio de um ódio canalizado para o terror e fundamentalismo. Estes sintomas já existiam pelo menos desde o surgimento do grupo terrorista Mujihadin, na década de 1970, no Afeganistão.

O grupo talibã Mujahidin. Crédito: Pinterest.

O ódio enquanto categoria que move estes grupos, diferente do ideário liberal de homogeneizar as diferenças, não admite nem a existência destas por destoarem da sua lógica organicista. A união em torno do inimigo comum e a guerra contra agentes internos é o que move essa ideologia enquanto uma espécie de morfina, pois o lado mais reacionário e antipopular do fascismo é mascarado por um descarrego de angústias e frustrações pessoais e coletivas em torno de grupos marginalizados socialmente. A causa da eficiência deste discurso frente ao modelo liberal é porque ao invés de compor a diversidade sob a bandeira homogenea vazia, acaba por criar estranhamentos. Os que não se reconhecem naquele modelo sentem-se indiferentes. Esta alienação é que mais perigosamente assenta o campo para o fascismo, pois também tenta recriar uma comunidade de vivência social que o capitalismo liberal o tempo todo impede de forma material devido a alienação humana. O resultado do fortalecimento dos laços dessa comunidade sobre bases tradicionalistas acaba por se tornar um discurso extremamente eficiente, não somente de biologização das relações, como também, ganha um fetiche anti sistêmico.

Nos países centrais do capitalismo, uma série de ideias retomando estes discursos por fora do universalismo globalizante foram reforçadas, conforme ocorria o desgaste do modelo neoliberal, muitas vezes logo no seu início quando já se manifestam péssimas condições de vivencia. Os italianos e franceses ao longo da década de 1990 e primeira metade de 2000 viram-se frente a movimentos fascistas reorganizados que buscavam retomar o discurso sob nova roupagem. A biologização das relações sociais também é algo que cresceu nas últimas décadas. O fenômeno terrorista associado com o fanatismo religioso de determinados grupos árabes tornou-se o estopim para uma verdadeira enxurrada de matérias de cunho orientalista que relacionavam essas práticas com uma cultura árabe de forma estereotipada e racista.

A bandeira do Estado Islâmico que diz: “Não há deus além de Allah. Muhammad é o mensageiro de Allah”. Crédito: wikipedia.

Essa tendência toma o mundo em geral especialmente a partir de 2008, como uma maneira de canalizar a decadência do ocidente em torno de uma invasão cultural de diversos povos do terceiro mundo. Esse tom já é parcialmente hegemônico nas relações internacionais em determinados discursos, associando determinados povos a um destino histórico traçado desde a antiguidade tardia ou clássica na Europa por exemplo. O fenômeno de lideranças bonapartistas que já se fortalecia paulatinamente desde a década de 1990 torna-se uma regra geral nos últimos dez anos, onde “salvadores da pátria”, junto com “soluções mágicas”, indicam caminhos extremamente tendentes ao fascismo. A ideia de Estado orgânico fundindo líder, povo e Estado tornou-se a bola da vez.

Isso se deu em uma conjuntura especial como essa, devido a contradições na própria constituição deste mundo globalizado baseado na lógica universalista, nas últimas três décadas pelo menos, inserindo-se isso também dentro do auge liberal da Pax Americana. Nessa conjuntura, assim como foi no auge liberal anterior da Belle Époque, as condições para o fascismo estavam postas, pois um dos paradigmas da modernidade é o binômio existente entre o sagrado e o profano, o civilizado e o bárbaro, que se tornam duas faces do mesmo movimento, e que não é negado por nenhum liberal clássico. Povos desenvolvidos somente continuam existindo, à medida que existam os não desenvolvidos também, assim como a democracia e a ditadura, todos encarados como instrumentos da lógica liberal.

A maior questão com se que depararam os historiadores durante muito tempo foi como ocorreu a transformação da República de Weimar na Alemanha Nazista. Nos últimos tempos; no entanto, a pergunta que tem sido feita, e que reflete um aprofundamento reflexivo sobre o assunto, é como a modernidade permitiu o afloramento do fascismo, onde apenas acrescentaria que, até que medida o liberalismo, enquanto a ideologia fundante da modernidade não contem dentro de si um mal estar próprio de suas contradições que potencialmente desenvolve elementos do fascismo?

Eden Pereira Lopes da Silva

Professor de História da UERJ, pesquisador de história contemporânea com ênfase na União Soviética, estuda o desempenho econômico e militar do país durante a Segunda Guerra Mundial.

“A Neo-Nazi Cloud is Building Over Europe”, documentário por Journeyman Pictures (com narração e legendas em inglês)

“Rise of the Right: Marching in Europe’s Largest Nationalist Event”, reportagem feita pela Vice. (narração e legendas em inglês)

“Noam Chomsky on Fascism: Could It Happen Here?”, entrevista para o Democracy Now. (em inglês)

“A Onda” (2008), dirigido por Dennis Gansel.

Recomendações de leitura

DA SILVA, Francisco Carlos Teixeira. Revoluções Conservadoras, Terror e Fundamentalismo: Regressões do indivíduo na modernidade. In: O Século sombrio- Uma História Geral do Século XX. Editora Campus, Rio de Janeiro, 2004, pp. 123-190

DOS SANTOS, Theotonio. Socialismo o fascismo- El nuovo carácter de la dependencia y el dilema latino americano.  Editora Edicol, México, 1978

LOSURDO, Domênico. Contra-História do Liberalismo. Editora Ideias & Letras, São Paulo, 2006

______. Democracia ou bonapartismo- Triunfo e decadência do sufrágio universal. Editora UNESP, São Paulo, 2004

MONIZ BANDEIRA, Luiz Alberto. A Desordem Mundial- O espectro da total dominação. Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2016

 

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