BTS: tudo o que você precisa saber sobre o impressionante sucesso da banda K-Pop favorita do mundo (texto bilíngue)

O BTS foi convidado para discursar na 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Crédito: The Washington Post.

BTS: everything you need to know about the astounding success of the world’s favourite K-Pop band 

BTS: tudo o que você precisa saber sobre o impressionante sucesso da banda K-Pop favorita do mundo

South Korean boy band BTS are in the middle of a sell-out world tour, performing to tens of thousands of people in the United States, Canada, United Kingdom, the Netherlands, Germany and France. But in case you’ve missed their meteoric rise, here’s what you need to know about the latest K-Pop phenomenon.

A banda sul-coreana BTS está no meio de uma turnê mundial com venda de ingressos esgotadas, tocando para dezenas de milhares de pessoas nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Holanda, Alemanha e França. Mas no caso de você ter perdido sua ascensão meteórica, aqui está o que você precisa saber sobre o mais recente fenômeno K-Pop.

Simply put: BTS are huge. Jimmy Fallon recently introduced them on The Tonight Show as “the biggest boy band on the planet”, and he might be right. In May this year, they became the first Korean band to top the US Billboard charts with their album Love Yourself: Tear. They have sold more than 2.5m copies of the follow-up compilation album Love Yourself: Answer since its release in August – that’s twice as many sales as One Direction’s last album.

Simplificando: BTS são enormes. Jimmy Fallon recentemente os apresentou no programa The Tonight Show como “a maior boyband do planeta”, e ele pode estar certo. Em maio deste ano, eles se tornaram a primeira banda coreana a liderar as paradas da Billboard americana com o álbum “Love Yourself: Tear”. Eles venderam mais de 2,5 milhões de cópias da compilação seguinte, “Love Yourself: Answer” desde o seu lançamento em agosto, o que é o dobro de vendas do último álbum “One Direction”.

BTS broke onto the scene in Korea with the hit song I Need U in 2015, gradually building momentum through album sales and endless public appearances. Since then, they have bagged all of the most sought-after awards at home: Mnet Asian Music AwardsSeoul Music Awards and the Golden Disk Awards.

O BTS entrou para o mercado na Coréia com o hit “I Need U” em 2015, construindo gradualmente sua ascensão com vendas de álbuns e intermináveis aparições públicas. Desde então, eles conseguiram todos os prêmios nacionais mais visados: o “Mnet Asian Music Awards”, o “Seoul Music Awards” e o “Golden Disk Awards”.

Japan can’t get enough of them – there, they’ve played sell-out stadium tours and their albums have achieved double-platinum status. This is an impressive achievement, considering how lucrative the Japanese market is, how it has its own homegrown pop movement (J-Pop) and given the historical tensions and mutual suspicion between the two countries.

O Japão não se cansa dos meninos sul-coreanos  – lá, eles fizeram turnês com ingressos esgotados em estádios e seus álbuns alcançaram a certificação de platina duplo. Esta é uma conquista impressionante, considerando o quão lucrativo é o mercado japonês, com seu próprio movimento pop local (J-Pop) e dadas as tensões históricas e a desconfiança mútua entre os dois países.

BTS no Music Choice, 22 de março de 2017 em Nova York. Crédito: Santiago Felipe/Getty Images

Slick and polished – Astutos e refinados

Like all K-Pop bands (or “idols”, as they are known), they look good, move well and know how to sing. They are groomed, micro-managed, slickly packaged and unmistakably K-Pop in look and sound, combining soft masculinity with US-inspired pop genres. They will have endured the usual gruelling training programme before being “debuted” in 2013.

Como todas as bandas de K-Pop (ou “ídolos”, como são conhecidas), elas têm boa aparência, movem-se bem e sabem cantar. Eles são preparados e treinados, microgerenciados, embalados de forma elegante e inconfundivelmente K-Pop em aparência e som, combinando masculinidade suave com gêneros pop inspirados nos Estados Unidos. Eles suportaram o programa de treinamento habitual antes de serem “debutados” em 2013.

Like other bands, BTS make creative use of social media to communicate with fans in a seemingly more intimate way – from starring in good-humoured “variety shows” on their YouTube channel, to sending positive messages about the need for self-care on Twitter, BTS are so big on social media that Twitter created an emoji just for them. On September 25 they addressed the UN Assembly to launch a campaign to encourage young people to speak up about bullying and abuse.

Como outras bandas, a BTS faz uso criativo das mídias sociais para comunicar-se com os fãs de uma forma aparentemente mais íntima – ao estrelar “shows de variedades” bem-humorados em seu canal no YouTube, até enviar mensagens positivas sobre a necessidade de autocuidado no Twitter. O BTS é tão grande nas mídias sociais que o Twitter criou um emoji só para eles. Em 25 de setembro, eles se dirigiram à Assembleia da ONU para lançar uma campanha de incentivo aos jovens a falar livremente sobre bullying e abuso.

BTS have built on the success of more established K-Pop bands such as Super Junior and Girls Generation, extending beyond the East Asian market into the US and now, tentatively, into Europe. News, gossip and video footage of the band is sought out and shared on social media, much of it translated and subtitled by K-Pop fans into Mandarin, English and even Portuguese (K-Pop artists regularly perform in Brazil, one of their largest markets outside East Asia).

O BTS construiu seu sucesso na “onda” de bandas de K-Pop mais estabelecidas, como “Super Junior” e “Girls Generation”, estendendo-se além do mercado do Leste Asiático para os EUA e agora, timidamente, para a Europa. Notícias, fofocas e vídeos da banda são procurados e compartilhados nas mídias sociais, muitos deles traduzidos e legendados por fãs do K-Pop em mandarim, inglês e até mesmo em português (os artistas K-Pop apresentam-se regularmente no Brasil, um dos maiores mercados fora da Ásia Oriental).

But above all, BTS are big because they are “different”. Managed by Big Hit Entertainment, BTS are reportedly allowed to contribute creatively to the band’s style and sound – a freedom not always afforded to successful K-Pop acts. Big Hit has a relatively good reputation, in an industry known for its ruthless treatment of pop stars. With their well-publicised focus on mental health issues in songs, tweets and their work with UNICEF, BTS seem to have struck a chord with Western audiences.

Mas acima de tudo, os membros do BTS são grandes porque são “diferentes”. Gerenciado pela Big Hit Entertainment, é permitido que os BTS contribuam criativamente para o estilo e o som da banda – uma liberdade que nem sempre é oferecida a artistas de sucesso do K-Pop. A Big Hit tem uma reputação relativamente boa, em um setor conhecido por seu tratamento implacável às estrelas pop. Com seu foco bem divulgado em questões de saúde mental em músicas, tweets e seu trabalho com o UNICEF, o BTS parece ter atingido o público ocidental.

Crédito: Kpoplove

Fan army – Exército de fãs

Not a fan club: an ARMY. The word ARMY is the acronym of the rather clumsy “Adorable Representative MC for Youth”, a term chosen by managers Big Hit and readily embraced by the fan base. Like the Beliebers and Swifties, the ARMY is an essential part of their band’s marketing machine.

Não se trata de um fã-clube: é um EXÉRCITO. A palavra EXÉRCITO é o acrônimo do bastante desajeitado “Representante Adorável MC para a Juventude”, um termo escolhido pelos gerentes do Big Hit e prontamente adotado pela base de fãs. Como as “Beliebers”” e os “Swifties”, o “ARMY” é uma parte essencial da máquina de marketing da banda.

Their recent success in the US was partly driven by the three million votes accrued through a fan-driven campaign on social media to ensure their success at the Billboard Music Awards. Members of the ARMY are active on social media and have been instrumental in spreading awareness of the band’s UNICEF-sponsored “Love Myself” campaign.

Seu recente sucesso nos EUA foi parcialmente impulsionado pelos três milhões de votos acumulados por meio de uma campanha baseada em fãs nas redes sociais, para garantir seu sucesso no Billboard Music Awards. Os membros do “ARMY” são ativos nas mídias sociais e têm contribuído para disseminar a conscientização sobre a campanha “Love Myself” patrocinada pela UNICEF.

Groups of anonymous fans have also set up support groups on Twitter to help anyone struggling with mental health issues: the biggest account of this type is @BTS_ArmyHelpCentre, where anyone can DM to access mutual support and help regardless of gender, age and nationality.

Grupos de fãs anônimos também criaram grupos de apoio no Twitter para ajudar qualquer um que esteja enfrentando problemas de saúde mental: a maior conta desse tipo é o @BTS_ArmyHelpCenter, onde qualquer pessoa pode ter acesso mútuo ao suporte e ajuda independente de sexo, idade e nacionalidade.

So, what can you expect from a BTS concert? A tightly choreographed, energetic performance with pitch-perfect harmonies and very fast rapping. Expect the fans to know all the dance moves to their hit songs: they will have been rehearsing too. The noise will be deafening: as well as the music, you’ll hear famous fan chants, in which all the band members get a name check in time to the rhythm of the songs.

Então, o que você pode esperar de um show da BTS? Um desempenho enérgico e coreografado com harmonias perfeitas e raps muito rápidos. Espere que os fãs saibam todos os movimentos de dança para suas canções de sucesso: eles estarão ensaiando também. O barulho será ensurdecedor: assim como a música, você ouvirá os famosos cantos de fãs, em que todos os membros da banda incitam a cantar, fazendo uma checagem ao ritmo das músicas.

Crédito: BTS Diary.

Most fans, regardless of nationality, will know all the words of the songs (sung mostly in Korean) and what they mean. They’ll all have a BTS light stick, used to keep rhythm and to create complicated light-based choreography. And expect screaming, plenty of tears, exhaustion and the odd fainting incident. There will likely be a crowd of enthusiastic fans (mostly teenage girls) outside the venue: the concerts sold out in minutes and not many could afford the four-figure resale prices on e-Bay.

A maioria dos fãs, independentemente da nacionalidade, saberá todas as palavras das canções (cantadas principalmente em coreano) e o que elas significam. Todos eles terão um bastão de luz do BTS, usado para manter o ritmo e criar coreografias complicadas baseadas em luz. E espere gritos, muitas lágrimas, exaustão e o estranho incidente de desmaio. Provavelmente haverá uma multidão de fãs entusiasmados (a maioria adolescentes) do lado de fora do local: os shows esgotaram em minutos e muitos não puderam pagar os preços de revenda de quatro dígitos no e-Bay.

Fonte: Texto originalmente publicado no site The Conversation
Link direto: https://theconversation.com/bts-everything-you-need-to-know-about-the-astounding-success-of-the-worlds-favourite-k-pop-band-104742

Autoras:

Stefania Pozzi

Candidata a PhD na Universidade de Leeds, conduzindo uma pesquisa sobre o impacto sociocultural da promoção da música coreana no Japão. Tem interesse na comunicação intercultural e na relação cultural entre o Japão e a Coréia do Sul, com especial atenção ao consumo japonês de produtos da cultura pop coreana, como música, drama de TV e filmes. Depois de um bacharelado em estudos de comunicação com uma especialização em estudos japoneses, continuou pesquisando tal conexão e interação com culturas vizinhas, em seu bacharelado em Estudos do Leste Asiático. Sentindo que precisava expandir mais o seu conhecimento, fez mestrado em estudos japoneses, o que possibilitou estabelecer as bases para sua pesquisa atual.

Stephanie Dennison

Natural da Irlanda do Norte, viveu no Rio de Janeiro e hoje mora em Yorkshire e leciona na Universidade de Leeds, onde vem desevolvendo pesquisas nos últimos 20 anos. É professora de estudos brasileiros e membro fundadora do Center for World Cinemas and Digital Cultures. Ela é co-autora com Lisa Shaw de dois livros sobre cinema brasileiro e editou publicações sobre cinema latino-americano e cultura popular. Ainda co-editou juntamente com Song Hwee Lim, o trabalho “Remapping World Cinema” e lidera uma rede internacional de pesquisa que examina o cinema como um recurso de soft power nos países do BRICS.

Tradução:

Alessandra Scangarelli

Jornalista (PUCRS), roteirista, pesquisadora e tradutora. Especialista em Politica Internacional (PUCRS) e Mestre em Estudos Estratégicos Internacionais (UFRGS). Foco de análise e atuação: relações internacionais e estudos do audiovisual russo e asiático.

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