Jessé Souza vai debater o Brasil em palestra a ser realizada na Fetrafi-RS

Crédito: Sindbancários de Porto Alegre e Regiões

No dia 12 de dezembro, às 18h30, no auditório da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS) será ministrada a palestra “Brasil: Raízes Sócio-históricas e Econômicas, Conjuntura Atual e Perspectivas Futuras”, com o sociólogo, professor universitário e pesquisador brasileiro Jessé Souza. A iniciativa é uma organização da Fetrafi-RS e do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região. A inscrição é gratuita, mas as vagas são limitadas. Para mais informações e participação da palestra acesse o site do Sindbancários de Porto Alegre e Regiões.

Jessé José Freire de Souza nasceu em Natal, em 29 de março de 1960. Atualmente suas áreas de pesquisa são: teoria social, pensamento social brasileiro e estudos, tanto empíricos, quanto teóricos sobre desigualdade e classes sociais no Brasil contemporâneo. Especificamente, o intelectual engloba o corpo docente da Universidade Federal Fluminense. Em 2015, ele foi nomeado ao cargo de presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Porém, ele pediu demissão em maio de 2016, quando Michel Temer assumiu interinamente a Presidência. Souza escreve frequentemente para a Carta Capital.

Crédito: Revista Cult.

Com relação às ideias que desenvolve, em 2005, em um artigo intitulado “Subcidadania e Naturalização da Desigualdade”, ele salienta que em países de desenvolvimento tardio, a exemplo do Brasil, o modelo de instituições modernas é trazido pronto de nações em que o capitalismo desenvolveu-se naturalmente, como Estados Unidos e países da Europa Ocidental. Este processo promove na estrutura social dos países em desenvolvimento as desigualdades sociais. Tais modelos são caracterizados como exemplares e que devem ser implementados em etapas em sociedade pré-modernas como a brasileira.

Desta forma, ele refuta parte das ideias implementadas por pensadores como Sérgio Buarque de Holanda, Raimundo Faoro e Simon Schwartzman, que, a partir de bases weberianas, introduziram na história do pensamento econômico brasileiro noções como o do “homem cordial” e patrimonialismo, que resultam na reprodução de um preconceito de classe. No texto “Max Weber e a ideologia do atraso brasileiro”, publicado em 1998, na Revista Brasileira de Ciências Sociais, ele coloca que é importante:  “rejeitarmos modelos societários exemplares e absolutos. As escolhas culturais, assim como as individuais, implicam perdas e ganhos. Perceber aonde temos a aprender com outros povos e sociedades é uma reflexão que deve ser simultânea àquilo que devemos rejeitar”

Recentemente, no dia 12 de novembro deste ano, ele lançou “A  classe média no espelho: sua história, seus sonhos e ilusões, sua realidade”. Neste trabalho, o autor faz uma reconstrução histórica e social da classe média brasileira, onde traça as origens dos seus valores morais para também desvendar a estrutura e os mecanismos de poder invisíveis que por anos a manipulam e a tornam um fantoche explorado pela elite.

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