NC Curadorias oferece curso “Manual da Corte Heian”, sobre os aspectos culturais da corte japonesa durante este período

Clique na imagem para mais informações sobre o curso e realizar a sua inscrição. Crédito: NC Curadoria.

De 7 a 28 de outubro, quartas-feiras, sempre das 19h às 20h, a Nélida Capela Curadorias oferece o curso “Manual da Corte Heian ou Sei Shonagon e o Livro do Travesseiro”, que será ministrado pela especialista e professora Luiza Vieira, bacharel em design de moda pelo SENAI/CETIQIT, pesquisadora especializada em estudos sobre indumentária japonesa, membro efetiva do Grupo de Estudos Japoneses da Universidade Federal Fluminense e coordenadora da Área de Estética & Moda da Academia Nipo Brasileira de Estudos de História & Cultura Japonesa do Instituto Cultural Brasil-Japão (ICBJ).

O curso Manual da Corte Heian tem como objetivo explorar os principais aspectos culturais da corte Heian através de um dos diários mais famosos da literatura japonesa, “O Livro do Travesseiro”, escrito por Sei Shonagon, a principal dama da corte da Imperatriz Teishi. Dentro da obra encontramos desde regras de vestimenta e comportamento, até impressões estéticas da época e comentários da própria autora sobre o cotidiano da corte.

Aulas serão online e ao vivo com a mediadora. Link de acesso é enviado no e-mail de confirmação da inscrição (R$ 120,00), sendo o mesmo para todos os encontros. Guarde seu e-mail com essa informação. Material parcial das aulas e gravações serão disponibilizados no Google Drive, que os alunos terão acesso por link. O minicurso terá emissão de certificado e . Para outras informações e realizar a sua inscrição, acesse o site do Sympla.

Sei Shonagon. Crédito: Globo.

Um pouco mais sobre o livro

Um dos efeitos da quarentena foi o de conferir novas dimensões à palavra “cotidiano” e dar uma visão bem mais concreta dos trabalhos do dia a dia necessários para manter uma casa funcionando. Para quem quiser ter a experiência de um outro cotidiano recomendo, entre uma faxina e outra, a leitura de “O livro do travesseiro”, escrito por Sei Shônagon, uma dama da corte de Quioto, no Japão, no final do século X, início do século XI.

Para adquirir e ter outras informações sobre o livro clique na imagem. Crédito: Facebook NC Curadorias.

Não vou falar do quanto Borges adorava esse livro (ele traduziu várias passagens para o espanhol), nem da adaptação que Peter Greenaway fez para o cinema. O que guardo de sua leitura são, paralelamente ao relato de seus amores com o capitão Tadonobu, a concretude e agudeza de suas enumerações. Por exemplo: “Coisas que são repugnantes: lesmas. As pontas da vassoura usada em assoalho de tábuas toscas. As tigelas com tampas, no aposento dos nobres do Palácio Imperial.”

São mais de trezentos textos; alguns de várias páginas, outros de uma única linha — como este que tem a concisão de um poema moderno: “Quanto a cabanas, a de sapé. A de Azuma”. Em 2020, completam-se exatamente mil anos da morte de Sei Shônagon (c. 966-1020). É impressionante como sua voz consegue soar tão fresca, tão próxima, mesmo descrevendo um cotidiano tão distante no espaço e no tempo.

Fonte: Texto originalmente publicado no site do Facebook NC Curadorias.
Link direto: http://bit.ly/NCCuradorias-Olivrodotravesseiro

Alberto Martins
Escritor e artista plástico

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