Che: o guerrilheiro das ideias

Uma bandeira com a imagem de Ernesto “Che” Guevara durante a inauguração em junho da Conferência Popular Mundial na Bolívia, onde muitos ainda reverenciam o líder revolucionário. Crédito: Reuters/straitstimes.

Assassinado pelo imperialismo estadunidense e as forças armadas da Bolívia, Che Guevara passou a ser um símbolo de intransigência diante das injustiças, rebeldia e sacrifício pessoal em nome de um mundo novo. A foto clássica de Che, pelas lentes do cubano Aberto Korda, correu todo o continente  e esteve presente em várias manifestações por todo o mundo, durante décadas. Sua imagem ganhou tanta força simbólica que foi recortada de várias maneiras, chegando a estar em bandeiras de clubes de futebol, nas carteiras dos soldados de organizações de direita como no Afeganistão e até em bolsas e biquínis de modelos.

Essa tentativa permanente de esvaziar a referência desse argentino, cubano, latino-americano como revolucionário marxista tem que ser combatida. Para além de um líder corajoso e despojado, Che foi um teórico da revolução e da construção do socialismo, um autêntico guerrilheiro das ideias sempre realimentadas por uma prática coerente. Vamos, a seguir, tentar mostrar alguns pontos do seu rico pensamento.

As viagens pela América Latina amadureceram a visão política do jovem argentino que já escolhera a defesa dos trabalhadores como trincheira de luta. Sem uma formação marxista partidária, o leitor voraz e plural teve nas suas observações e vivências a base de sua formação como rebelde e depois como revolucionário. Na Guatemala de 1954, quando da derrubada sem resistência  do governo nacionalista do coronel Jacob Arbenz, foi convencido da necessidade de uma conquista efetiva do poder político com a presença de um exército popular, na defesa e avanço das reformas sociais.  Um exército rebelde atuando com um povo armado e consciente, tendo papel destacado a vanguarda revolucionária que não deveria tecer esperanças acerca de um papel protagonista das burguesias nacionais.

Jacob Arbenz Guzmán, presidente da Guatemala de 1951 a 1954. Ao tentar realizar a reforma agrária entrou em choque com as forças econômicas empresariais estadunidenses presentes em seu pais. Em razão disso é deposto pela CIA e uma ditadura militar capitalista, parceira dos EUA instala-se no lugar. Crédito: Vermelho.

Quando participou como médico da expedição do Granma, Che já tinha essas certezas,  ainda não totalmente sistematizadas e organizadas por escrito. Eram visões cada vez mais enraizadas, porém pouco mediadas pela teoria, dificultando seu entendimento, por exemplo, da particularidade da tática política desenvolvida por Fidel Castro, quando buscava aliar-se a setores da burguesia cubana contra o inimigo comum,  a ditadura de Fulgencio Batista. Mais tarde, Che confessou que esse foi um dos seus erros. Não tinha claro como Castro salientou e garantiu que o exército rebelde não seria desmanchado, e parte da direção revolucionária aplicaria o projeto de reforma agrária e nacionalizações sem estancar o processo por conta de articulações da burguesia aliada ao imperialismo.

E assim se deu após a derrota de Batista, com os revolucionários cubanos apontando a ruptura com a ordem e a orientação socialista como desdobramento do projeto nacional, democrático e popular, onde o  apoio da URSS tornou-se central no campo econômico e político diplomático contra o imperialismo  estadunidense. É neste período de intensas transformações que Che, agora ministro de Estado e, portanto, um revolucionário no poder, contribuiu  decisivamente com o marxismo cubano e latino-americano.

Primeiro, teorizando sobre a efetividade da Guerra de Guerrilhas como método de luta contra um exercito profissional poderosos. Em que pese as diferenças, onde a deflagração da guerrilha devesse obedecer a uma série de condições históricas e políticas, os revolucionários nunca deveriam abdicar da conquista do poder e deixar de defender, com o povo armado, as mudanças estruturais, afinal a burguesia era incapaz de levar à frente um processo de mudanças profundas.

… Recordando minha vida passada, acho que trabalhei com suficiente integridade e dedicação para consolidar o triunfo revolucionário. Minha única deficiência grave foi não ter tido mais confiança em você desde os primeiros momentos na Sierra Maestra e não ter percebido com devida rapidez suas qualidades de líder revolucionário“ Carta de Despedida de Che a Fidel, em Marxists.org

A solidariedade entre os povos no caminho da libertação era uma necessidade fundamental da luta dos povos e um princípio da Revolução Cubana. A Ilha do caribe tornou-se o abrigo dos revolucionários perseguidos e um centro de irradiação de lutas revolucionárias contra as ditaduras e o colonialismo. E Cuba era, também, o mais novo laboratório de construção de novas relações sociais, um socialismo caribenho com características próprias, mas, inevitavelmente, influenciado pelo modelo socialista hegemônico soviético que parecia vigoroso e permanente.

Che já há muito era um admirador das revoluções de orientação marxista do século XX, estando convencido do papel positivo que os países integrantes desse campo jogavam na ordem mundial, servindo como contra peso ao bloco capitalista das mais variadas formas, auxiliando movimentos e governos anti-imperialistas e socialistas como Cuba. A visita aos países do Leste, à URSS e à Coreia do Norte, em sua atuação como construtor do socialismo em Cuba, contribuíram na formulação de suas reflexões sobre a transição comunista.

Cabe destacar que Guevara percebia os imensos desafios dessa transição nos países chamados periféricos, notadamente em Cuba, que com a sua república neocolonial montara toda estrutura produtiva direcionada às necessidades estadunidenses, sem parque industrial autônomo e com poucos recursos naturais. Havia baixa qualidade de mão de obra e vários técnicos já tinham imigrado, os poucos que ficaram desconfiavam da revolução. Che e toda a direção do governo revolucionário rapidamente perceberam que a industrialização rápida, livrando-se da condição agrícola e da monocultura exportadora de cana era algo irrealizável, mesmo com o apoio do bloco socialista.

O processo seria mais lento, mas a meta permaneceria a mesma, cabendo o desafio de como realizá-lo através da agroindústria, com um diálogo entre trabalhadores do campo e da cidade, sem maiores tensões, haja vista a imensa base camponesa da revolução. Como construir esse avanço produtivo tão necessário nos marcos do socialismo, combinando igualdade com eficiência econômica diante das duras condições cubanas? A visita aos países socialistas, muito mais que a defasagem técnica frente à maquinaria capitalista, ou as dificuldades operativas em Cuba demostradas até nas diferenças do sistema elétrico, reforçou  o convencimento de Che que Cuba deveria construir um outro socialismo, tentando superar qualitativamente aquele que teve contato in loco.

Já tendo em sua formação marxista todo uma ênfase na ação do sujeito coletivo na história, produzindo consciência e sendo capaz de escarçar, na medida da possível, as condições históricas e econômicas dadas, o socialismo cubano  deveria já nessa fase estar voltado para o combate à alienação e à construção de uma nova moral, uma nova humanidade. Portanto, relações sociais distantes das desenvolvidas pelo capitalismo e muitas vezes vinculadas à posterior etapa comunista. Em razão disso, Che viu com muita preocupação a dinâmica econômica e produtiva dos países socialistas, onde a autonomia das empresas, tendo como base a prioridade ao estimulo material, estaria criando poucas diferenças da realidade das fábricas capitalistas, criando competição entre trabalhadores e debilitando a indispensável formação da consciência social socialista.

Na raiz de tudo isso, a crítica à vigência por completo da Lei do valor na transição comunista, notadamente entre unidades de produção do Estado, às aberturas excessivas aos “sinais do mercado”, que estariam fechando os espaços a processos coletivistas tanto no campo, quanto na cidade, reproduzindo mecanismos produtivos e ideológicos alienantes. Para Guevara , o socialismo naqueles países estava ameaçado e era possível um retrocesso. É como crítico dessa realidade que protagonizou as discussões em Cuba sobre o modelo econômico a seguir, defendendo um maior centralização, com todas as  empresas  tendo suas faturas em uma conta única, a predominância do estimulo moral como gatilho para uma maior eficiência produtiva socialista, o sistema denominado orçamentário.

O estimulo material era necessário, mas nunca deveria ser o principal. A defesa do sistema de autogestão financeira,  também chamado de Cálculo Econômico, era feita por Carlos Rafael Rodriguez, quadro destacado do Partido Socialista Popular, tendo muita semelhança com o modelo soviético reformado após 1956. O debate foi livre, profundo, contou com marxistas de grande estatura como Charles Betelheim e Ernest Mandel, e todos os dois sistemas foram aplicados em Cuba, sendo o orçamentário predominando nas cidades e o cálculo econômico no campo.

Fidel, que acompanhava o debate, foi pendendo para as posições do Che, porque também via a possibilidade de avanço da consciência e das próprias relações de produção em relação às forças produtivas. Ou seja, a construção de práticas comunistas ainda nessa fase inicial da transição. A partir de 1967, foi estabelecida em Cuba o Sistema de Registro Econômico, uma radicalização, sem os devidos cuidados estabelecidos pelo Che, do sistema orçamentário, que se combinou com a ofensiva revolucionária no ano seguinte, onde houve uma quase total presença da propriedade estatal em todos os setores, até no pequeno comércio, com forte retração do mercado. O estímulo moral e a consciência seriam os únicos vetores da produtividade. Foi estabelecido um igualitarismo grosseiro e a extinção das relações mercantis, provocando desequilíbrios produtivos na ilha e falhas administrativas graves que contribuíram para o fracasso da safra recorde de cana em 1970.

No campo da discussão da esfera política do socialismo, Che esteve sempre preocupado em manter a chama revolucionária sempre acessa, a necessidade da discussão política e ideológica nos CDRS para que essa instituição de base fosse algo vivo, alimentando  a revolução sem trazer desgaste com questões secundárias. Defendeu a incorporação dos sindicatos e trabalhadores à discussão da produção com a politização dos técnicos e diretores, mas sem aprovar seleção por critérios políticos para esses cargos. O partido revolucionário deveria ser ligado ao povo, formado por militantes escolhidos no centro de trabalho que lhe dessem vida. Por isso seu combate, junto com Fidel, ao sectarismo que tomava conta das Organizações Revolucionárias Integradas (ORI), onde parecia só priorizar revolucionários e doutos em marxismo, os  antigos comunistas do Partido Socialista Popular (PSP).

Os comitês de defesa … que são uma instituição que nasceu no próprio fogo da vigilância popular , que representa o desejo do povo em defender uma revolução tronaram-se num deixar andar, numa coisa imposta, num jogo de mero oportunismo . Tornou-se realmente numa organização que é antipática ao povo“.

Guevara, Che. A Influência da Revolução Cubana na América Latina, in Revolução Cubana, Edições Populares, p 91

Em que pese algumas diferenças importantes, nesse aspecto Che defendia o modelo hegemônico soviético, onde o partido dirigente e de vanguarda acaba na prática ligado ao Estado e às organizações de massa no sentido da construção do socialismo. A pouca elaboração sistemática do funcionamento da esfera política dessas sociedades socialistas foram realmente um dos nós dessas experiências do século XX, não ocorrendo a construção de uma Teoria do Estado Socialista capaz de, compreendendo a luta de classes presente nessa transição, contribuir para esse salto de qualidade na construção dessas novas relações de produção

Quais seriam, portanto, dentro dos limites concretos da ilha e de sua própria formação teórica e política naquele contexto histórico as soluções de Che para o avanço do socialismo em todos os campos da sociedade, superando a importante, mas inicial fase de estatização socialista para uma gestão cada vez mais coletiva, desenvolvendo novas relações de produção? Che parecia apontar que o acesso à formação e à cultura, com um crescente desenvolvimento da consciência revolucionária, seria o ponto central.

Dava a entender que a eficiência socialista tinha que conter elementos e objetivos diferentes da eficiência capitalista, pois era impossível estabelecer uma competição em termos de produtividade e acesso aos bens de consumo com os EUA. Essa eficiência socialista, portanto, deveria ser diferenciada, caracterizando-se acima de tudo pela conscientização do povo e a igualdade social. Por isso, sua crítica à lei do valor na transição com a certeza que o socialismo não pode ser construído com as armas meladas capitalismo. A educação, o trabalho voluntário, com a sociedade tornando-se uma grande escola na formação do homem novo seriam os caminhos para essa consciência revolucionária, motor da eficiência socialista.

A meta maior era combater a burocratização com o acesso a essa cultura, com a mudança de consciência e também com o exemplo a ser dado por todos os revolucionário no cotidiano, através de atitudes coerentes e sendo os primeiros no trabalho voluntário. Manter o pulsar, a efervescência revolucionária era algo fundamental para Che. Guevara vivia o apogeu de seu prestígio na ilha e Cuba tornou-se uma referência de luta para os povos. Suas reflexões já o tornavam também um teórico da revolução e da construção do socialismo- seu modelo de sistema orçamentário estava sendo aplicado- e certamente ainda tinha muito que contribuir nesse campo.

Era um marxista-leninista vivo, o que causava certa tensão em função de uma nefasta tradição existente na esquerda em sempre buscar enquadrar-se em uma de suas diversas tendências de pensamento qualquer revolucionário, e isso era ainda mais agravado pelo ambiente envolvendo a disputa entre China e União Soviética. Acusado de alinhar-se com a China, rotulado tanto de Stalinista, como Trotskista, Guevara procurava mostrar que era necessário “pensar com cabeça própria”, disposto então a aproveitar o que de melhor foi desenvolvido por todos os revolucionários marxistas. As divergências eram legítimas, existiam e deveriam ser tratadas no debate livre e plural sem qualquer tipo de contenção, mas tinha a clara convicção que a prática tendo como objetivo a revolução era capaz de unira as vanguardas e estabelecer a discussão dessas diferenças, por vezes não tão grandes, como pareciam, em outro patamar.

Por outra parte ( flutuava) no ar a acusação de Trotskismo. A proposito disso creio que, ou nós somos capazes de destruir com argumentos as opiniões contrárias ou devemos deixar que se expressem(…). Não é possível destruir opiniões pela força porque isso bloqueia qualquer desenvolvimento livre da inteligência” Guevara, Che. O Plano e o Homem in Textos Econômicos, Edições Populares, p 68

Vivia, porém, a angústia daquele revolucionário que, como ele mesmo apontou, “dá a pele para mostrar as suas verdades”. Sentia-se angustiado pelas primeiras investidas de grupos guerrilheiros pelo continente não terem tido sucesso. Abateu-se muito com a morte de Jorge Masseti, argentino que ajudou a fundar a Prensa Latina, ainda na preparação de um foco guerrilheiro na Argentina. O pulsar do revolucionário que fez Fidel prometer, muitos anos antes da vitória em Cuba,  liberá-lo de qualquer cargo para lutar na Argentina voltou à tona. Cobrou enfaticamente dos países socialistas mais avançados relações comerciais mais justas e maior apoio econômico, uma crítica dura de um revolucionário que estava ministro.

Era  hora de livrar-se das funções de Estado, que podem ser orientadas por princípios, mas requerem muito mais cuidados e é nesse sentido que se dirige a Fidel, seu velho camarada que sempre o compreendeu, concordava com suas reflexões e apoiava suas iniciativas. Era o momento de participar ativamente como guerrilheiro das armas nas lutas pela libertação, fazendo valer a bandeira de luta “criar um, dois, ou três Vietnãs”, porque a vitória de outras revoluções era fundamental para o reforço da luta contra o imperialismo, o avanço  da causa socialista e o rompimento do isolamento de Cuba, dando até mais margem de manobra à Ilha  frente a uma dependência econômica da URSS. Uma dependência qualitativamente diferente daquela estabelecida com os EUA, mas algo que incomodava os revolucionários cubanos.

“  … Outras serras do mundo requerem meus modestos esforços. Eu posso fazer aquilo que lhe é vedado devido à sua responsabilidade à frente de Cuba, e chegou a hora de nos separarmos“. Carta de Despedida de Che a Fidel

Certamente esse ímpeto revolucionário, somada ao nível de desorganização das forças rebeldes no caso do Congo e a falta de um exame mais detido das condições na Bolívia, sem contar com o racha do partido comunista do país, comandado por Mario Monje Molina, contribuíram para a derrota das lutas comandadas por Che. Seu exemplo de desprendimento e entrega por uma causa continuou vivo, entre revolucionários e humanistas de todo o mundo. Em Cuba, o guerrilheiro heroico e internacionalista continuou inspirando o povo, suas palavras permanecem vivas, cobrando exemplo dos dirigentes e a formação permanente de uma consciência revolucionária e socialista.

Essa consciência socialista igualitária transformou-se em importante base política e ideológica quando o governo cubano aprovou, na metade da década de 80 o Processo de Retificação dos Erros e Tendências Negativas, pelo qual realizou uma dura autocrítica da adoção do modelo soviético, criticando corajosamente a Perestroika de Gorbatchiov e as reformas dos países do Leste, que estariam dando mais espaços ao mercado,  relativizando o planejamento econômico e minando os valores socialistas.

As preocupações do Che, em que pese os limites de suas alternativas, mostravam-se corretas e o socialismo estava ameaçado por ter, como disse nos anos 60, lançado mão das armas meladas do capitalismo. Era um projeto muito interessante e autóctone, mostrando como era viva e profunda a Revolução Cubana, mas interrompida abruptamente com o fim da URSS, com a ilha entrando em uma dura etapa de resistência chamada Período Especial em Tempos de Paz.

A sobrevivência da revolução cubana frente a essa dura crise e aumento do bloqueio por parte dos EUA sempre esteve intimamente associada ao Che. Suas reflexões e práticas contribuíram decisivamente para a formação desse socialismo cubano que manteve sua vigência, mesmo durante o tempo de maior presença do modelo soviético nos anos 70, dando provas de vitalidade, forjando essa consciência revolucionária e patriótica que mostrou sua presença popular,  quando dela fez-se mais necessária no Período Especial.

Visando sua sobrevivência, Cuba adotou mudanças importantes, buscando salvar as conquistas do socialismo em um mundo globalizado. Maior espaço ao mercado e empresas privadas, investimentos estrangeiros e circulação do dólar, mas mantendo o predomínio da propriedade Estatal, o planejamento econômico e uma democracia socialista. Essas medidas hoje contribuíram para a construção de um novo modelo econômico sintetizado nos chamados Lineamientos, que vale observar, foram amplamente discutidos pela população, mostrando a força da democracia socialista cubana participativa e protagonista, em que pese a sua condição de país agredido, com uma base militar indesejada dos EUA em seu território.

Diante de tantas mudanças vividas pelo mundo, e particularmente por Cuba, qual seria a importância do pensamento de Che? Dentre tantos pontos, temos a construção permanente dessa unidade anti-imperialista em torno do socialismo, em que pese todos os recuos táticos que sejamos obrigados a adotar. Para além da luta cotidiana, voraz e ativa nos planos político, cultural e ideológico,  em Cuba e em todos países do mundo, em torno dos valores e princípios socialistas,  no combate àqueles advindos do crescimento da maior presença do mercado . É neste sentido que devemos ser como Che, criadores, coerentes e intransigentes em relação aos os princípios, atuando como guerrilheiros das ideias na condução de práticas revolucionárias.

Luis Eduardo Mergulhão Ruas
Doutor em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Membro do Conselho Diretor da Associação Cultural José Martí – Rio de Janeiro

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