Festival Internacional de Cinema de Arquitetura chega a sua 5ª edição consecutiva

“Favela é Moda”, de Emílio Domingos. Crédito: 5º ARCHcine.

Começou hoje a quinta edição do Festival Internacional de Cinema de Arquitetura (ARCHcine). Serão apresentados 56 filmes gratuitamente e on-line para todo o Brasil na plataforma Looke, entre 01 e 11 de dezembro de 2020. Dentre as sessões programadas, estão mantidas as tradicionais mostras competitivas, onde serão oferecidos os prêmios aos melhores curta e longa metragens na escolha do Júri Popular. Os curtas brasileiros concorrem ainda ao Prêmio Arquiteturas, oferecido pelo Arquiteturas Film Festival Lisboa e que garante a exibição do vencedor na próxima edição do festival português, na escolha do mesmo evento, além do prêmio em serviços de distribuição audiovisual oferecido pela Tarrafa Produtora, empresa parceira do ARCHcine 2020.

Nesta edição, os filmes da mostra competitiva estão destacados em sessões temáticas, que aprofundam os mais diversos atravessamentos da arquitetura e do urbanismo, sempre buscando uma ampla reflexão sobre o ambiente urbano. Desta maneira, as obras estão distribuídas nas sessões: Eco do Invisível (Sustentabilidade); Territórios Sensíveis (Direito à cidade); Patrimônio Revelado (Patrimônio Material e Imaterial); Limites do Desenho (Ofícios do urbanismo); Cidades de Mulheres (Destaques femininos); Novas Espacialidades (Experimentações).

Além das diversas sessões competitivas, o 5º ARCHcine 2020 terá mostras-homenagem e sessões de abertura e encerramento. A abertura do festival, no dia 01/12 (terça), apresentou o longa “Uma Máquina para Habitar”, de Yoni Goldstein e Meredith Zielke (EUA), e o curta-metragem experimental “Revolução dos Afetos”, de Ingrid Gerolimich (RJ). Enquanto a produção norte-americana relaciona e aproxima as construções icônicas de Oscar Niemeyer em Brasília com o misticismo, o curta nacional reflete em uma narrativa experimental os impactos da pandemia no afastamento dos corpos.

Já o encerramento do ARCHcine, no dia 11/12 (sexta), abre espaço para o curta “Conte Isso Àqueles que Dizem que Fomos Derrotados”, fruto de um mergulho criativo sobre os arquivos de três invasões em Belo Horizonte, realizadas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas. A sessão será concluída pelo longa “Favela é Moda”, de Emílio Domingos, onde o destaque são jovens modelos de uma agência localizada na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro. A narrativa reafirma direitos e a diversidade, enquanto contesta os padrões estéticos no Brasil.

O diretor do longa-metragem de encerramento do ARCHcine 2020, Emílio Domingos, é o grande homenageado nesta edição do festival. Com uma cinematografia singular na reflexão e expressão de territórios urbanos, o cineasta completa 20 anos de carreira em 2020. Neste período, Domingos acumula a direção de quatro longas e dez curtas-metragens. No 5º ARCHcine, o público poderá conferir todos os seus longas, são eles: “Favela É Moda” (2019),“Deixa na Régua” (2016), “A Batalha do Passinho” (2013), e “L.A.P.A.” (2008).

Além do cineasta Emílio Domingos, o 5º ARCHcine 2020 passeia em tom de homenagem por Rio de Janeiro e Brasília. Enquanto a Mostra Rio Capital Mundial da Arquitetura promove o título concedido à cidade do Rio de Janeiro pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em parceria com a União Internacional de Arquitetos (UIA), a Mostra Brasília 60 Anos celebra o aniversário da capital federal. No total, 14 filmes participam nas duas mostras, entre curtas e longas metragens.

Um dos destaques da programação é o filme “Brasília: Contradições de uma Cidade Nova”, de Joaquim Pedro de Andrade. Realizado em 1967 por este icônico cineasta brasileiro, o filme recebeu a Menção Honrosa no Festival de Brasília daquele ano e apresenta reflexões sobre o sexto aniversário da capital federal através de um questionamento primordial: “Uma cidade inteiramente planejada, criada em nome do desenvolvimento nacional e da democratização da sociedade, poderia reproduzir as desigualdades e a opressão existentes em outras regiões do país?

O ARCHcine já apresentou mais de 250 filmes do Brasil e do exterior, consolidando-se como uma importante plataforma de difusão audiovisual sobre arquitetura e urbanismo no país. Além de sua realização permanente no Rio de Janeiro, o festival já teve edições realizadas em São Paulo e em Brasília, nos anos de 2019 e 2018, respectivamente.

Pioneiro no Brasil na abordagem da arquitetura e do urbanismo através do cinema, o ARCHcine apresenta anualmente a mais recente safra de filmes sobre o tema. São destacadas produções com temáticas sobre arquitetura, urbanismo e seus mais diversos atravessamentos, como a formação das cidades, mobilidade, ocupação de territórios, patrimônio material e imaterial, direito à cidade, sustentabilidade, arte urbana, homenagens, movimentos paisagísticos, dentre outros.

O ARCHcine mantém parcerias internacionais, com o Arquiteturas Film Festival Lisboa, Cinetekton! – Festival Internacional de Cinema e Arquitetura (México), com o movimento Filmessay (Itália), além da parceria nacional do Move Cine Arte e da Tarrafa Produções. Tais parceiros garantem anualmente a presença de grandes filmes no ARCHcine, além de fomentar o diálogo entre produtores e realizadores. Somado a isso, o evento é chancelado como parte integrante da programação oficial que celebra o título de primeira Capital Mundial da Arquitetura, concedido à cidade do Rio de Janeiro pela UNESCO em parceria com a União Internacional de Arquitetos (UIA).

O festival conta com os seguintes apoios institucionais: Instituto de Arquitetos do Brasil-IAB/RJ, Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro – CAU/RJ, Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA) e Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM). O festival é associado ao Fórum Nacional dos Organizadores de Eventos Audiovisuais BrasileirosFórum dos Festivais e uma realização do IBEFEST Instituto Brasileiro de Estudos de Festivais Audiovisuais.

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