1º Festival de Cultura em Direitos Humanos reúne filmes, performances musicais e debates

Crédito: divulgação.

Diversas temáticas ligadas aos Direitos Humanos entram em cartaz em um novo festival que reúne filmes, performances musicais e debates. Agendado para o período de 7 a 14 de março, o 1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos acontece de forma online e gratuita, via plataformas e redes sociais. O acesso ao conteúdo de toda a programação dá-se através do site do 1º dh fest (clique aqui para acessar). Informações sobre o evento podem ser acompanhadas através de suas redes sociais: Instagram, Twitter e Facebook.

No cardápio, estão apresentações musicais exclusivas de nomes como Chico César, Tássia Reis, coletivo Baile em Chernobyl e Kunumi MC. Um ciclo de debates reúne personalidades como o fotógrafo Sebastião Salgado, a romancista Conceição Evaristo, o escritor Ailton Krenak, a cineasta Tata Amaral e o documentarista chileno Patrício Guzmán. Estão programados 11 longas-metragens recentes, com destaque para “Kunhangue Arandu – A Sabedoria das Mulheres”, de Alberto Alvares e Cristina Flória. Em estreia no evento, o filme foi realizado na Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo, e focaliza o universo das mulheres Guarani. Uma realização do SescTV, o documentário entra na programação do canal no dia 19 de abril.

Também fazem parte da grade títulos inéditos comercialmente no Brasil, como “A Cordilheira dos Sonhos”, de Patrício Guzmán, vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cannes“Meu Nome é Bagdá”, de Caru Alves de Souza, melhor filme na mostra Generation 14Plus do Festival de Berlim; “Para Onde Voam as Feiticeiras”, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, melhor filme no Festival Queer Porto 6, em Portugal; e “Selvagem” de Diego da Costa, vencedor do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.

As exibições cinematográficas trazem ainda 26 curtas-metragens, um deles em pré-estreia mundial: “Finado Taquari”, de Frico Guimarães, que acompanha uma viagem por um rio do Mato Grosso do Sul, ameaçado por assoreamento. Outros filmes curtos destacaram-se por premiações e elogios no circuito de festivais. É o caso de “Perifericu”, sobre as adversidades de ser LGBT nas periferias paulistanas, premiado como melhor filme no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum.

“A Morte Branca do Feiticeiro Negro” foi selecionado para o Doclisboa – Festival Internacional de Cinema, Olhar de CinemaFestival Internacional de Curitiba, Entretodos – Filmes Curtos e Direitos Humanos, FestCurtas Fundaj e pelo CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto. Está presente ainda o fenômeno “Carne”, uma animação que conquistou mais de 70 premiações e integrou a shortlist para o Oscar 2021. A atriz, pesquisadora, produtora cultural e poeta Roberta Estrela D’Alva atua como mestre de cerimônias e apresentadora dos encontros. Nas performances musicais, ela conversa com os artistas, contextualizando as respectivas carreiras com suas lutas sociais.

Para esta primeira edição do dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos, quatro performances musicais foram desenvolvidas com o objetivo de valorizar artistas engajados e representantes de discursos que inspiram transformações sociais e simbólicas na sociedade.  Para a noite de abertura, 7/03, às 19h00, está escalado o músico Chico César. Com nove álbuns gravados a partir de 1995, o paraibano é autor de sucessos consagrados pelo público, como “Mama África” e “À Primeira Vista”.

Chico César (Show Online). Crédito: divulgação.

Sua obra condensa o infinito cordão umbilical que o une às suas raízes, sendo seu mais recente álbum “O Amor é um Ato Revolucionário” (2019). Chico César já conquistou diversas premiações, como o de melhor compositor pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), melhor música no Troféu Imprensa (por “À Primeira Vista”) e melhor videoclipe de MPB no MTV Video Music Brasil (por “Mama África”), entre outros. Em 2016, foi indicado ao prêmio de melhor livro de poesia no Prêmio Jabuti por “Versos Pornográficos”.

No Dia Internacional da Mulher, 8/03, também às 19h00, é a vez da cantora e compositora Tássia Reis, uma das artistas de maior destaque no atual mercado brasileiro da música independente. Sua carreira soma três álbuns lançados: “Tássia Reis”, “Outra Esfera” e o recente “Próspera”. Ela já se apresentou nos melhores e maiores palco do país, como o Festival Lollapalooza Brasil (em participação do show de Liniker e os Caramelows), Museu da Imagem e do Som (SP), Auditório Ibirapuera, em mais de 20 unidades Sesc do interior paulista e na capital do estado, Circo Voador e Itaú Cultural, entre outros. Em sua primeira turnê internacional, apresentando-se em seis países, nos principais festivais de verão europeus.

Já na sexta-feira, 12/03, às 19h00, o 1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos celebra uma festa junto com o coletivo LGBTQIA+ Baile em Chernobyl, no qual o funk é o ritmo e a cultura que emana empoderamento da juventude das periferias. Chernobyl é um coletivo formado e pensado para e por pessoas queer e racializadas, com o intuito de confraternização em um espaço seguro para corpos marginalizados, LGBTQIA+ e pretos.

Baile em Chernoby (Show Online). Crédito: divulgação.

Finalizando o evento, no domingo, 14/03, igualmente às 19h00, acontece performance de Kunumi MC, rapper indígena que vem aguçando a elaboração das pautas indígenas na arte. Junto com o DJ Tupan, ele é precursor do Rap Nativo, novo segmento do Hip Hop, que nada mais é que a criação musical a partir da visão de um indígena nativo sobre a sua própria cultura. No seu caso, a etnia Mbyá-Guarani. Conhecido mundialmente por ter levantado a faixa “Demarcação Já” na abertura da Copa do Mundo FIFA de 2014, Kunumi MC tem 19 anos e dois álbuns e dois livros lançados. Destaque no site da White Feather Foundation, que apoia comunidades indígenas pelo mundo todo, o artista representou o Brasil – ao lado de Daniela Mercury – no evento de celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, em dezembro de 2010, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos é uma realização do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Pardieiro Cultural, Instituto Vladimir Herzog e do Sesc São Paulo. Correalizado pela Criatura Audiovisual, conta com parcerias com os Jornalistas Livres, Mundo Pensante, Projetemos e com a Ação de Rua – SP.

O evento é viabilizado através do Edital ProAC Expresso / Lei Aldir Blanc nº 40/2020. As plataformas digitais parceiras são o Sesc Digital e a Innsaei.TV. A curadoria do 1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos é assinada por Leandro Pardí (música), Francisco Cesar Filho (cinema) e pelo Instituto Vladimir Herzog em parceria com o Sesc São Paulo (debates). Sobre o festival, o diretor regional do Sesc São Paulo, professor Danilo Santos de Miranda, comenta: “Ao propiciar e difundir ações, sejam artísticas ou socioeducativas, que contribuam para a efetivação dos Direitos Humanos em diferentes âmbitos a instituição reafirma seu compromisso na construção de uma sociedade cujos valores da solidariedade e da igualdade estejam presentes nas variadas formas de convivência.

Kunumi MC (Show Online). Crédito: divulgação.

Rogério Sottili, diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog, afirma que o festival pretende contribuir para a construção de um país mais justo e democrático. “O Instituto Vladimir Herzog, desde sua fundação, aposta na cultura e acredita que a arte pode sensibilizar para o exercício da cidadania. Esta iniciativa reafirma a importância dos Direitos Humanos e responde ao contexto desolador de desmonte das políticas públicas de cultura no Brasil. Vamos seguir na luta por direitos valorizando por meio do diálogo o que temos de melhor: nossa diversidade e nossa cultura“.

Para Leandro Pardí, o evento pretende “desde sua primeira edição valorizar a música enquanto elemento engajador e representante de discursos plurais que inspiram transformações a favor da diversidade”. Ele ressalta que o objetivo do festival é “criar um hub para a cultura cidadã, abordar as temáticas de Direitos Humanos pertinentes ao desenvolvimento cultural e social.” Segundo Francisco Cesar Filho, o festival pretende “estimular a reflexão sobre as diversas temáticas ligadas aos Direitos Humanos, reunindo obras cinematográficas, apresentações musicais e mesas de discussão que dialoguem com esses temas. Assim, enriquece um debate que se mostra extremamente necessário na atualidade em nosso país“.

Dia Internacional da Mulher 

Destacando o Dia Internacional da Mulher, o festival agrupou uma série de atrações em 8/03, segunda-feira. A programação especial tem início às 15h00, quando são disponibilizados os filmes “À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente “, “A Felicidade Delas“, “Acende a Luz “, “Além de Tudo, Ela”, “Carne”, “Cor de Pele”, “Entre Nós e o Mundo”, “Filhas de Lavadeiras”, “Kunhangue Arandu – A Sabedoria das Mulheres “, “Lora”, “Marimbás”, “Mãtãnãg, a Encantada”, “Meu Nome é Bagdá”, “Minha História é Outra” e “Torre das Donzelas”.

Às 17h00, acontece a mesa de debate “Mulheres e resistência: narrativas para romper silêncios”, com participação da escritora Conceição Evaristo, da pedagoga Maria Clara Araújo e da jornalista Semayat Oliveira (mediação). A cantora Tássia Reis apresenta sua performance musical às 19h00. A partir das 20h00, o coletivo Projetemos realiza projeções em empena de prédio na rua da Consolação (São Paulo), a partir das fotografias do livro “Heroínas desta História – Mulheres em busca de justiça por familiares mortos pela ditadura”, que apresenta histórias de vida e de luta de 15 mulheres impactadas pela violência de Estado durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985). Trata-se de publicação do Instituto Vladimir Herzog e da Autêntica Editorana qual são retratadas camponesas, operárias, indígenas, mulheres de classe média e da periferia, do Sudeste ao Nordeste brasileiro.

ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O festival está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) lançados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015. Trata-se de uma agenda com 17 objetivos para serem implementados até 2030 por todos os países do mundo: erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem-estar; educação de qualidade; igualdade de gênero; água limpa e saneamento; energia limpa e acessível; trabalho decente e crescimento econômico; inovação e infraestrutura resiliente; redução das desigualdades; cidades e comunidades sustentáveis; consumo e produção responsáveis; ação contra a mudança global do clima; conservação e uso sustentável da água; proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres; paz, justiça e instituições eficazes; e fortalecimento dos meios de implementação e revitalização de parcerias globais para o desenvolvimento sustentável.

Programação

7/03, domingo

18h00: cerimônia de abertura.

19h00: Chico César (performance musical).

19h00 disponibilização dos filmes: “A Cordilheira dos Sonhos”, “A Morte Branca do Feiticeiro Negro”, “Alice Júnior”, “Bonde”, “Egum”, “Entre Imagens (Intervalos)”, “Finado Taquari”, “Gilson”, “Inabitáveis”, “Negrum3”, “Marimbás”, “Nós”, “O Verbo Se Fez Carne “, “O Que Pode um Corpo?”, “Para Onde Voam as Feiticeiras”, “Paradoxos”, “Perifericu”, “Ruivaldo, O Homem Que Salvou a Terra”, “Selvagem’, “Tranças”, “Tuã Ingugu (Olhos D’Água)” e “Vlado – 30 Anos Depois”.

8/03, segunda-feira programação especial Dia Internacional da Mulher

15h00 disponibilização dos filmes: “À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente”, “A Felicidade Delas“, “Acende a Luz “, “Além de Tudo, Ela”, “Carne”, “Cor de Pele”, “Entre Nós e o Mundo”, “Filhas de Lavadeiras”, “Kunhangue Arandu – A Sabedoria das Mulheres”, “Lora”, “Mãtãnãg, a Encantada”, “Meu Nome é Bagdá”, “Minha História é Outra” e “Torre das Donzelas”.

17h00 mesa: “Mulheres e resistência: narrativas para romper silêncios”, com Conceição Evaristo, Maria Clara Araújo e Semayat Oliveira (mediação).

19h00: Tássia Reis (performance musical).

20h00: “Heroínas desta História” – projeções em empenas de prédios pelo coletivo Projetemos.

9/03, terça-feira

17h00: mesa “Aldeias, quilombos e periferias: o poder das palavras na luta por direitos”, com Catarina Guarani, Nêgo Bispo e Bianca Santana (mediação).

20h00: “Vladimir Herzog: memória e justiça” – projeção em empenas de prédios de imagens do filme “Marimbás” pelo coletivo Projetemos (seguida de conversa, com acesso pelo www.dhfest.com.br).

10/03, quarta-feira

17h00: mesa “Vladimir Herzog e o documentário social: memória e justiça”, com João Batista de Andrade, Tata Amaral e Paula Sacchetta (mediação).

11/03, quinta-feira

17h00: entrevista “Meu norte é o sul: retratos latino-americanos no cinema”, com Patrício Guzmán e Luiz Carlos Merten.

12/03, sexta-feira

19h00: Baile em Chernobyl (performance musical).

13/03, sábado

15h00: disponibilização do filme “Atravessa a Vida”. 

17h00: mesa “Somos a terra: os direitos da natureza e o futuro da humanidade”, com Ailton Krenak, Sebastião Salgado, e Ana Toni (mediação).

14/03, domingo

19h00: Kunumi MC (performance musical).

Sinopses debates

“Mulheres e resistência: narrativas para romper silêncios”

8/03, segunda-feira, às 17h00

com Conceição Evaristo, Maria Clara Araújo e Semayat Oliveira (mediação)

Narrar e criar trajetórias de resistência, para si e como inspiração, são maneiras potentes para romper os muitos silenciamentos vividos pelas mulheres. Silenciamentos esses que se originam no patriarcado, mas também no colonialismo, no etarismo, na pobreza, entre outros recortes das desigualdades. As muitas identidades, resistências e formas de se sentir mulher, compõem movimentos pela ampliação e ocupação de espaços públicos, culturais, institucionais e políticos. É a partir deste cenário e no contexto do Dia Internacional da Mulher que se dá a conversa entre a romancista, contista e poeta Conceição Evaristo, e Maria Clara Araújo, pedagoga e afrotransfeminista. Com mediação da jornalista e escritora Semayat Oliveira, do coletivo “Nós, Mulheres da Periferia”.

“Aldeias, quilombos e periferias: o poder das palavras na luta por direitos”

9/03, terça-feira, às 17h00

com Catarina Guarani, Nêgo Bispo e Bianca Santana (mediação)

Ouvir aqueles que resistem há décadas contra a perseguição de seus territórios, línguas e identidades é imprescindível para ampliar os sentidos das lutas por direitos do tempo presente. A professora indígena Catarina Guarani, do litoral de São Paulo, e o pensador quilombola Nêgo Bispo, do interior do Piauí, se unem em uma conversa sobre o uso das palavras como instrumento de luta para manter viva a cultura de seus ancestrais. A partir de suas diversas cosmologias, como as tradições orais e as linguagens escritas podem atuar em defesa da vida? Com mediação da jornalista e escritora Bianca Santana, autora do livro “Quando me descobri negra”.

“Vladimir Herzog e o documentário social: memória e justiça”

10/03, quarta-feira, às 17h00

com João Batista de Andrade, Tata Amaral e Paula Sacchetta (mediação)

O jornalista Vladimir Herzog tornou-se símbolo dos horrores cometidos pela violência da ditadura militar no Brasil com seu assassinato em outubro de 1975. No entanto, pouco se conhece o papel fundamental que Herzog teve no cenário cinematográfico brasileiro nas décadas de 1960 e 1970. Ele defendia, sobretudo, uma prática audiovisual que tomasse posição diante das desigualdades do país – seja em sua relação com a Cinemateca Brasileira; seja na direção e escrita de seu único filme, o curta-metragem “Marimbás”. João Batista de Andrade, amigo pessoal de Vlado, e Tata Amaral, renomados nomes do cinema nacional e cuja trajetória é pautada pelo respeito aos Direitos Humanos, prestam homenagem à memória do jornalista e ao seu legado para o documentário social. Com mediação da documentarista Paula Sacchetta, especializada em temas ligados aos Direitos Humanos.

Entrevista “Meu norte é o sul: retratos latino-americanos no cinema”

11/03, quinta-feira, às 17h00

com Patricio Guzmán e Luiz Carlos Merten (mediador)

A carreira do cineasta chileno Patricio Guzmán se desdobra ao longo das últimas cinco décadas sobre o trauma coletivo produzido pela ditadura militar de Pinochet em seu país, e sobre memórias e vestígios de prisioneiros e desaparecidos políticos. Seu filme mais recente, “A Cordilheira dos Sonhos”, e o empenho em trabalhar o passado do Chile e por consequência da América Latina, são temas da conversa entre Guzmán e o jornalista e crítico de cinema Luiz Carlos Merten. Este encontro se propõe a pensar como o cinema e a cultura podem produzir uma poesia marcada por discussões do Sul global sobre os Direitos Humanos.

“Somos a terra: os direitos da natureza e o futuro da humanidade”

13/03, sábado, às 17h00

com Ailton Krenak, Sebastião Salgado e Ana Toni (mediação)

É preciso pensar o futuro do planeta e da humanidade como questões profundamente conectadas. Garantir a justiça climática é proteger a dignidade humana, especialmente para as populações mais vulneráveis. Em diálogo inédito, o escritor Ailton Krenak e o fotógrafo Sebastião Salgado, os dois nascidos em Minas Gerais e vizinhos no Vale do Rio Doce, região conhecida pela intensa atividade agropecuária e extrativista, refletem os desafios e a urgência de pensarmos os direitos da natureza como direitos humanos. Com mediação de Ana Toni, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade.

Sinopses e informações sobre os Longas-Metragens

“A Cordilheira dos Sonhos” – Patrício Guzmán (“La Cordillera de Los Sueños” / “La Cordillère des Songes”, Chile/França 2019, 104 min, 14 anos) – disponível a partir de 7/03, às 19h00, até 9/03, às 18h59, ou até atingir o limite de 200 visionamentos

No Chile, quando o Sol nasce, precisa escalar muros, colinas e cumes até atingir a última rocha no topo dos Andes. A cordilheira está em todo lugar, mas, para os chilenos, é muitas vezes um território desconhecido. Depois de explorar o norte e o sul do país em outros documentários, o diretor Patrício Guzmán se viu tentado a filmar essa imensa construção para explorar seus mistérios, poderosos segredos do passado e do presente chilenos. O filme encerra a trilogia de ensaios memorialísticos e políticos assinados pelo cineasta, formada ainda pelos premiados longas-metragens “Nostalgia da Luz” (2012) e “O Botão de Pérola” (2015). Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cannes

“Alice Júnior” – Gil Baroni (Brasil-PR, 2019, 87 min, 14 anos) – disponível a partir de 7/03, às 19h00, com limite de 300 visualizações

Alice é uma adolescente trans cheia de carisma que investe seu tempo fazendo vídeos para o Youtube. Um dia, seu pai é transferido pela sua empresa no Recife, capital de Pernambuco, para uma cidade no interior do Paraná, e eles precisam se mudar. Na nova escola, Alice enfrenta preconceitos ao se deparar com uma sociedade mais retrógrada do que estava acostumada. O desejo da menina é dar seu primeiro beijo – mas, antes de tudo, quer o direito de ser quem ela é. Com Anne Mota, Emmanuel Rosset e Surya Amitrano. Selecionado para a mostra Generation 14Plus do Festival de Berlim, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival, Frameline San Francisco LGBTQ Film Festival e para o Festival de San Sebastián; melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor montagem e melhor trilha sonora no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; prêmio do público na Mostra Geração e Prêmio Feliz no Festival do Rio; prêmio do público para longa-metragem brasileiro, melhor interpretação e menção honrosa no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; indicado ao Annual GLAAD Media Awards (da Gay & Lesbian Alliance Against Defamation)

“Atravessa a Vida” – João Jardim (Brasil-RJ, 2020, 84 min, 12 anos) – disponível em sessões em 13/03, das 18h00 às 19h25, e em 14/03, das 18h00 às 19h25, com limite de 750 visualizações em cada uma

Enquanto alunos do 3º ano do ensino público no interior do Sergipe se preparam para a prova que pode determinar o resto de suas vidas, o documentário retrata as angústias e os prazeres da adolescência através de seus gestos, inquietações e conquistas. Selecionado para o É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

“Kunhangue Arandu – A Sabedoria das Mulheres” – Alberto Alvares e Cristina Flória (Brasil-SP, 2021, 73 min, livre) produção: A 2.0 Produções Artísticas; realização: SescTV – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Na programação do SescTV a partir de 19 de abril: sesctv.org.br.

As nuances do universo feminino das mulheres Guarani para manter a transmissão e perpetuação de sua cultura, e as formas de resistência para manter o nhandereko, o modo de ser da etnia. Documentário realizado na Terra Indígena Jaraguá, no município de São Paulo, nas aldeias Tekoa Ytu, Tekoa Pyau, Tekoa Itakupe, Tekoa Yvy Porã e Tekoa Ita Endy.

 “Meu Nome é Bagdá” – Caru Alves de Souza (Brasil-SP, 2020, 99 min, 14 anos) – disponível a partir de 8/03, às 15h00, até 9/03, às 14h59

Brutalidade policial, violência sexual, homofobia e direito das mulheres vistos no cotidiano de uma skatista de 17 anos que vive em um bairro da periferia da cidade de São Paulo. Ela anda de skate com um grupo de meninos e passa boa parte de seu tempo com sua família e as amigas de sua mãe. Juntas elas formam um grupo de mulheres pouco convencionais. Porém, ela finalmente encontra um grupo de meninas skatistas, e a sua vida muda completamente. Com Grace Orsato, Karina Buhr, Marie Maymone, Helena Luz, Gilda Nomacce e Paulette Pink. Vencedor do prêmio de melhor filme da mostra Generation 14plus do Festival de Berlim; melhor filme e direção no Nordic Film Festival, de Nova York; melhor filme pelo júri jovem do Gender Bender Festival, de Bolonha (Itália); melhor filme latino-americano no Festival de Cine Latinoamericano de La Plata (Argentina); prêmio do público no Cormorán Film Fest (Corunha, Espanha); melhor atriz e menção honrosa para o elenco feminino no Festival de Cine de Lima PucP (Peru); prêmio do júri de estudantes no Ciné Junior – Festival de Cinéma Jeunes Publics de Val-de-Marne (França)

 “Nós” – Pedro Arantes (Brasil-SP, 2018, 79 min, 14 anos) – disponível a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Felipe saiu de casa para visitar um amigo tarde da noite quando sumiu sem deixar rastros. Paulinho estava aproveitando sua liberdade condicional, até que deixou sua residência e nunca mais foi visto. Lula era um guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional que, de um dia para o outro, desapareceu. Rolindo lutava para retomar sua Terra Original Guarani no Mato Grosso do Sul antes de desvanecer. São pessoas que não estão vivas e nem mortas: estão desaparecidas. Com Franciele Gomes, Maria José Araújo, Lucineide Damasceno e Amparo Araújo.

 “Para Onde Voam as Feiticeiras” – Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral (Brasil-SP, 2020, 89 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

As encenações e improvisos de sete artistas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo em uma experiência que torna visível a persistência de preconceitos arcaicos de gênero e raça no imaginário comum. No centro desta narrativa polifônica está a importância da resistência política através das alianças de luta comum entre coletivos LGBTQIA+, negritude, indígenas e trabalhadores sem teto. Vencedor do prêmio de melhor filme no festival Queer Porto 6 (Portugal); melhor filme e melhor direção no Festival de Vitória; filme de abertura do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba 

“Selvagem” – Diego da Costa (Brasil-SP, 2019, 95 min, 12 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Sofia tem um objetivo muito claro: passar no vestibular, achar um emprego e sair de casa. Porém, quando a escola onde estuda é ocupada pelos seus amigos e colegas de classe, ela se vê em um dilema entre continuar estudando sozinha ou compartilhar seu conhecimento na transformação da escola. Com Fran Santos, Kelson Succi, Paulo Pinheiro, Juliana Gerais, Erica Ribeiro, Lucélia Santos e Rincon Sapiência. Vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Cinema Latino-Americano

 “Torre de Donzelas” – Susanna Lira (Brasil-RJ, 2018, 97 min, 12 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Há desejos que nem a prisão e nem a tortura inibem: liberdade e justiça. Há razões que nos mantêm íntegros mesmo em situações extremas de dor e humilhação: a amizade e a solidariedade. O filme traz relatos inéditos da ex-presidente Dilma Rousseff e de suas ex-companheiras de cela do Presídio Tiradentes, em São Paulo, e remonta, como um exercício lúdico de memória, os dias no cárcere durante a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985). Vencedor dos prêmios de melhor documentário brasileiro, melhor direção de documentário, prêmio do público para longa-metragem documentário e Prêmio Canal Curta no Festival do Rio; prêmio do público para documentário brasileiro na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; prêmio especial do júri no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; melhor documentário no ATLANTIDOC – Festival de Documentários do Uruguai; menção honrosa no Festival de Santiago del Estero (Argentina)

 “Tranças” – Livia Sampaio (Brasil-BA, 2019, 75 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, a alienação parental atinge cerca de 17 milhões de jovens e adolescentes no Brasil. Eles são impedidos por pais, mães e, via de regra, por toda a família do alienador de ter contato com o outro genitor e seus familiares. O filme questiona a efetividade das legislações e do próprio Poder Judiciário, nem sempre preparados para lidar com as particularidades dos casos. Vencedor de menção honrosa para filme de caráter humanitário no Santos Film Fest; troféu Cacto de Prata de melhor roteiro no Festival de Cinema dos Sertões de Floriano (PI); melhor filme de família/crianças no Festival Tagore (Índia)

 “Vlado – 30 Anos Depois” – João Batista de Andrade (Brasil-SP, 2005, 85 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

No dia 25 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog acorda de manhã e se despede da mulher, Clarice: ele deve se apresentar ao DOI-Codi, órgão de repressão política do regime militar brasileiro, para prestar depoimento. Clarice questiona se ele deve se apresentar: vários amigos estão presos e sabe-se que são torturados. Mas Vlado se recusa a fugir; pondera que é um homem transparente, alheio à clandestinidade. No fim da tarde do mesmo dia, sua família e amigos recebem a terrível notícia: o jornalista está morto e, segundo fonte oficial, suicidou-se na prisão. O filme revela a trajetória de Herzog, desde a infância na Iugoslávia até sua posse como diretor de jornalismo da TV Cultura de São Paulo. A reação de Clarice, dos amigos e da sociedade, recusando a farsa montada para justificar a morte do jornalista, tornou o fato um marco na luta pela redemocratização do país. Selecionado para o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

Sinopses e informações dos Curtas-Metragens

“À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente” – Bruna Barros e Bruna Castro – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Através de imagens de arquivo pessoal e reflexões sobre as ambivalências que às vezes
se imprimem em relações cheias de amor, o filme apresenta recortes de afeto entre duas sapatonas e suas mães. Selecionado para o Fest Tabatinga – Festival Tabatinga de Cinema e para o Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

 “A Felicidade Delas” – Carol Rodrigues (Brasil-SP, 2019, 14 min, 14 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Ivy e Tamirys fogem juntas da polícia depois da Marcha Mundial das Mulheres do 8 de março. Durante a fuga, vão parar em um prédio abandonado, onde amadurecem o desejo que sentem uma pela outra desde o primeiro momento em que se viram na manifestação. A polícia chega e elas se escondem. O espaço daquele aquário de concreto é muito apertado e seus corpos ficam muito próximos. A tensão da violência que se aproxima, anunciada pelo barulho que aumenta cada vez mais no cômodo ao lado, prenuncia a explosão. Vencedor do prêmio de melhor filme brasileiro e menção honrosa do Prêmio ABD/APECI no Recifest – Festival de Cinema de Diversidade Sexual e de Gênero; prêmio de melhor fotografia e prêmio da crítica no For Raimbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade sexual (Recife); selecionado para a Mostra de Tiradentes, Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e para o FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte

“A Morte Branca do Feiticeiro Negro” – Rodrigo Ribeiro (Brasil-SC, 2020, 10 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Memórias do passado escravista brasileiro transbordam em paisagens etéreas e ruídos angustiantes. Através de um poético ensaio visual, uma reflexão sobre o silenciamento e invisibilização do povo preto em diáspora, numa jornada íntima e sensorial. Vencedor do prêmio de melhor direção e Prêmio Canal Brasil no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; Prêmio Revelação no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; selecionado para o Doclisboa – Festival Internacional de Cinema, Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, Entretodos – Filmes Curtos e Direitos Humanos, FestCurtas Fundaj e CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto

 “Acende a Luz” – Paula Sacchetta e Renan Flumian (Brasil-SP, 2020, 11 min, 12 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

A gente vem com prazo de validade? O sexo na terceira idade, através da história de Isabel Dias, de 64 anos. Ela foi casada por 32 anos e decidiu se separar quando soube que foi traída. Após o divórcio, ela vive uma jornada de redescoberta do sexo e do próprio corpo.

“Além de Tudo, Ela” – Mickaelle Lima Souza, Pâmela Kath, Lívia Zanuni e Pedro Vilo (Brasil-PR, 2020, 10 min, 10 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Estamos nos anos 1930 e Enedina Alves Marques se torna a primeira mulher negra a se formar em engenharia civil na Universidade Federal do Paraná. Trata-se não apenas de um ambiente extremamente machista e também essencialmente racista. A partir de três depoimentos, conhecemos um pouco sobre sua trajetória e como ela se torna uma referência para várias outras mulheres negras. Selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

 Bonde” – Asaph Luccas / coletivo Gleba do Pêssego (Brasil-SP, 2019, 18 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Três jovens amigos negros da favela de Heliópolis partiram em busca de refúgio na vida noturna LGBT + do centro da cidade de São Paulo. Vencedor do prêmio de melhor curta-metragem no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; selecionado para o Festival do Rio; Prêmio Canal Brasil e Troféu “Borboleta de Ouro” no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum

 “Carne” – Camila Kater (Brasil-SP/Espanha, 2019, 12 min, 12 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Documentário animado sobre as transformações do corpo feminino, cujo título faz alusão à objetificação vivenciada pelas mulheres ao longo da vida. E entre os depoimentos presentes há relatos da atriz e cineasta Helena Ignez e da cantora Raquel Virgínia (da banda As Baías). Vencedor do prêmio do público para curta-metragem no Festival do Rio; melhor curta-metragem e melhor roteiro no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; Destaque ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Prêmio para melhor animador(a) / Troféu O Kaiser no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; Prêmio ABCA de melhor animação e Prêmio Canal Brasil na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; melhor documentário internacional em animação no Festival de Animação de Londres; melhor filme dirigido por mulher no Festival de Curtas-Metragens Aguilar de Campoo (Espanha); menção honrosa do júri jovem no Festival de Locarno; selecionados para o, Festival de Toronto, Festival de Animação de Annecy, D’A – Festival de Cinema de Barcelona, Festival de Curtas-Metragens de Tampere e para o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

“Cor de Pele” – Larissa Barbosa (Brasil-MG, 2020, 3 min, 10 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Um filme-poema-manifesto-performance que reflete sobre o passado, presente e futuro de mulheres negras, que mesmo com diferentes identidades, historicamente são marginalizadas dentro da estrutura social brasileira. Em meio a imagens que convocam alegorias e metáforas, o filme fala sobre o cotidiano de violência, repressão e exploração para com essas milhões de mulheres, que também levam consigo marcas de dores que não viveram, como aponta um dos versos do poema narrado. Selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba e para a Mostra Ecofalante de Cinema

“Egum” – Yuri Costa (Brasil-RJ, 2020, 23 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Após anos afastado devido à violenta morte do irmão, um renomado jornalista retorna para a casa de sua família para cuidar de sua mãe, que sofre uma grave e desconhecida doença. Numa noite, ele recebe a visita de dois estranhos, que têm negócios desconhecidos com seu pai. Esse encontro, juntamente com acontecimentos que o levam a desconfiar que algo sobrenatural se abateu sobre sua mãe, fazem-no temer uma nova tragédia. Vencedor do prêmio de melhor filme na mostra Foco da Mostra de Cinema de Tiradentes; selecionado para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum

“Entre Imagens (Intervalos)” – Andre Fratti Costa e Reinaldo Cardenuto (Brasil-SP, 2016, 22 min, livre) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

A vida de um artista em intervalos. A história de um país entre imagens. Antonio Benetazzo foi assassinado pela ditadura militar no Brasil e deixou suas obras espalhadas pelas casas de amigos.

“Entre Nós e o Mundo” – Fabio Rodrigo (Brasil-SP, 2019, 17 min, 12 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Erika teve um de seus dois filhos, Theylor, de 16 anos, recentemente assassinado em uma abordagem policial e está preocupada com o outro, Nicolas, de 17. Ela está grávida. Medo, dor e felicidade se misturam demais na periferia da cidade de São Paulo. Selecionado para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum e para a Mostra de Cinema de Tiradentes

“Filhas de Lavadeiras” – Edileuza Penha de Souza (Brasil-DF, 2019, 22 min, 14 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Histórias de mulheres negras que, graças ao trabalho árduo de suas mães, puderam ir para a escola e refazer os caminhos trilhados por suas antecessoras. Suas memórias, alegrias e tristezas se fazem presentes como possibilidade de um novo destino, transformando o duro trabalho das lavadeiras em um espetáculo de vida e plenitude. Vencedor do prêmio de melhor curta-metragem brasileiro no É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

“Finado Taquari” – Frico Guimarães (Brasil-SP, 2021, 23 min, 12 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

O assoreamento do rio Taquari, no Mato Grosso do Sul, dificulta a navegação e circulação de famílias moradoras de uma região onde o rio é estrada. Everton e os tripulantes do “20 de Janeiro” são um dos poucos que se atrevem a subir o rio até o limite para entregar suplementos e proporcionar transporte na área afetada. A equipe do filme acompanhou a tripulação numa viagem pelo rio por dez dias vivenciando toda essa saga.

  “Gilson” – Vitória Di Bonesso (Brasil-SP, 2020, 5 min, livre) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

A desigualdade social e concentração de renda são vistos através da trajetória de um entregador de aplicativo de delivery que precisa trabalhar durante a pandemia da covid-19. Vencedor do Prêmio Rede Sina de melhor curta-metragem com temática social no ROTA Festival de Roteiro Audiovisual; premiado na categoria Estética de Curta Internacional no Festival de Cinema em Balneário Camboriú; selecionado para o Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades e para a Mostra de Curtas-Metragens San Rafael en Corto (Ilhas Canárias)

“Inabitáveis” – Anderson Bardot (Brasil-ES, 2019, 25 min, 16 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Uma companhia contemporânea de dança está prestes a estrear seu mais novo espetáculo, que aborda como tema a homoafetividade negra. Paralelamente aos ensaios, o Coreógrafo constrói uma amizade com Pedro, um jovem menino negro que não se identifica como menino. Vencedor dos prêmios de melhor curta-metragem e melhor fotografia no For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero; melhor roteiro, melhor interpretação, menção honrosa e Prêmio Canal Brasil no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; melhor direção de fotografia e melhor trilha sonora no Festival Santa Cruz de Cinema; selecionado para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum e para a Mostra de Cinema de Tiradentes

“Lora” – Mari Moraga (Brasil-SP/Portugal, 2020, 17 min, 14 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Na maior cidade do Brasil, Lora é uma mulher livre e plena de presença, que apresenta outra forma de pensar sobre pessoas em situação de rua. Vencedor do Prêmio TV Cultura no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; prêmio do público para curta-metragem documental no Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões; selecionado para o É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

“Marimbás” – Vladimir Herzog (Brasil-RJ, 1962, 12 min, livre) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Produzido no estilo do “cinéma vérité” (cinema verdade), o filme mostra a presença dos marimbás, intermediários entre a pesca e as sobras do produto, em oposição aos pescadores e aos banhistas cariocas do Posto 6, na praia de Copacabana. Único filme do jornalista Vladimir Herzog (1937-1975), a obra é resultado do curso de cinema ministrado pelo documentarista sueco Arne Sucksdorf no Brasil, em 1962.

“Mãtãnãg, a Encantada” – Shawara Maxakali e Charles Bicalho (Brasil-MG, 2019, 14 min, livre) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

A índia Mãtãnãg segue o espírito de seu marido, morto picado por uma cobra, até a aldeia dos mortos. Juntos eles superam os obstáculos que separam o mundo terreno do mundo espiritual. Falado em língua Maxakali e legendado, o filme se baseia em uma história tradicional do povo Maxakali. Vencedor de menção honrosa no Destaque ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação para melhor animador(a) / Troféu O Kaiser no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; melhor animação no FestCurtas Fundaj; selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

 “Minha História é Outra” – Mariana Campos (Brasil-RJ, 2019, 22 min, 16 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 10/03, às 14h59

O amor entre mulheres negras é mais que uma história de amor? Niázia, moradora do Morro da Otto, em Niterói (RJ), abre a sua casa para compartilhar as camadas mais importantes na busca por essa resposta. Já a estudante de direito Leilane nos apresenta os desafios e possibilidades de construir uma jornada de afeto com Camila. Selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba e para a Mostra de Cinema de Tiradentes

“Negrum3” – Diego Paulino (Brasil-SP, 2018, 22 min, 12 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Entre melanina e planetas longínquos, o filme propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo. Um ensaio sobre negritude, viadagem e aspirações espaciais dos filhos da diáspora. Vencedor do Shortcup World Film Festival; prêmio do público e Prêmio Canal Brasil na Mostra de Cinema de Tiradentes; prêmio da crítica no FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte; melhor curta-metragem documentário e melhor fotografia no Encontro de Cinema e Vídeo do Sertões; selecionado para o Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e Festival Taquatinga de Cinema

“O Que Pode Um Corpo?” – Victor Di Marco e Márcio Picoli (Brasil-RS, 2020, 14 min, livre) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Um bebê nasce, mas não chora. Um corpo grita e não é ouvido. As tintas que escorrem em um futuro prometido, não chegam em uma pessoa com deficiência. Victor faz de si a própria tela em um universo de pintores ausentes. Vencedor do prêmio de melhor direção e Prêmio SescTV no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; melhor direção no Festival Santa Cruz de Cinema; prêmio especial do Troféu “Borboleta de Ouro” no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; selecionado para o Festival de Gramado

“O Verbo Se Fez Carne” – Ziel Karapotó (Brasil-PE/Colômbia, 2019, 7 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

A invasão dos europeus em Abya Yala (sinônimo de América na língua do povo Kuna) nos deixou cicatrizes. Ziel Karapotó utiliza seu corpo para denunciar a imposição da língua do colonizador aos povos indígenas, uma face do projeto colonialista. Vencedor do Concurso Curta Ecofalante da Mostra Ecofalante de Cinema; selecionado para a Mostra de Cinema de Tiradentes e para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

“Paradoxos” – Vitor Blotta e Fabrício Bonni (Brasil-SP, 2020, 27 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Documentário sobre os 30 anos do Núcleo de Estudos da Violência na trajetória da redemocratização. Trata-se de um centro de apoio à pesquisa científica voltada para a discussão de temas relacionados à violência, democracia e Direitos Humanos fundado em 1987 e situado na Universidade de São Paulo.

“Perifericu” – Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (Brasil-SP, 2020, 20 min, 16 anos) – a partir de 7/03, às 19h00 – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Luz e Denise cresceram em meio às adversidades de ser LGBT no extremo sul da cidade de São Paulo. Entre o vogue e as poesias, do louvor ao acesso à cidade. Os sonhos e as incertezas da juventude inundam suas existências. Vencedor do prêmio de melhor filme da mostra competitiva brasileira e menção honrosa do Troféu “Borboleta de Ouro” no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; melhor curta-metragem no ARCHcine – Festival Internacional de Cinema de Arquitetura; melhor curta-metragem de ficção no Festival de San José (Costa Rica); prêmio João Neri (para produções que abordam essencialmente a militância LGBT e o reflexo dessa atuação na vida das pessoas) no For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero; melhor filme no Festival Santa Cruz de Cinema

“Ruivaldo, O Homem Que Salvou a Terra” – Jorge Bodansky e João Farkas (Brasil-MS, 2019, 45 min, 12 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Fazendeiro no Pantanal do Mato Grosso, Ruivaldo Nery de Andrade ganhou destaque como um soldado na linha de frente da batalha pela proteção do meio ambiente. Acompanhando o dia a dia de esforços para sobreviver de Ruivaldo, o documentário aborda as consequências do assoreamento do rio Taquari. Selecionado para a Mostra Ecofalante de Cinema

“Tuã Ingugu (Olhos D’Água)” – Daniela Thomas (Brasil-RJ/Itália/Suíça, 2019, 11 min, livre) Produção: Syndrome Films, coprodução: Sesc São Paulo; o curta integra o Projeto Interdependence (uma iniciativa da ONG – Art For The World) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Na cosmogonia dos Kalapalo, etnia que vive no parque indígena do Xingú, a água é tão antiga quanto os humanos e é a fonte da vida. É dali que vem todo o sustento dos originários, seu alimento, sua bebida, seu banho, sua alegria. A ideia de usar a água como lixeira, de envenenar a água é uma distopia. No filme, o cacique Faremá – da aldeia Caramujo, nas margens do rio Kuluene – conta sobre o nascimento da água e nos adverte sobre as consequências de desrespeitá-la. Selecionado para o Festival do Rio, Mostra Ecofalante de Cinema e para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum

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