Festival Visões Periféricas chega à sua 14ª edição de forma gratuita e on-line para todo o Brasil

“Segue o Baile”, dirigido por Iury Santos e Gabriel Ribeiro. Crédito: divulgação.

Festival Visões Periféricas é uma plataforma de difusão de filmes de curta, média e longa-metragem e desenvolvimento de projetos audiovisuais produzidos nas múltiplas periferias brasileiras. A 14ª edição do festival irá acontecer entre os dias 24 e 31 de março de 2021 de forma gratuita e pela primeira vez de forma on-line para todo o Brasil. O festival esse ano exibirá, ao todo, 50 filmes de longas-metragens, médias e de curtas-metragens exibidos em 6 sessões. A idealização do festival é de Marcio Blanco. Ele também assina a curadoria junto com Kamilla Medeiros e Janaína Damaceno. A iniciativa tem patrocínio da Lei Aldir Blanc, Governo Federal e Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Na sessão de abertura do festival, no dia 24, às 19h30, será exibido o longa-metragem inédito “Anastácias”, de Thatiane Almeida (SP, 78 min, 2020), com tradução em libras. A programação deste ano exibirá  4 Mostras Competitivas: “Panorâmica”, com 5 filmes de filmes de longa-metragem e de média-metragem com duração de, pelo menos, 40 minutos; “Fronteiras Imaginárias” com programação de 20 filmes de curta-metragem produzidos por realizadores independentes e coletivos de audiovisual; “Cinema da Gema” com 10 filmes de curta-metragem produzidos no Rio de Janeiro e “Visorama” com 8 curtas de até 15 minutos produzidos em cursos de formação audiovisual no Ensino Básico e em projetos do terceiro setor. Todas as sessões da mostra competitiva serão exibidas no site do Festival Visões Periféricas.

Os filmes avaliados pelo júri técnico serão premiados com prestação de serviços na área de produção e pós-produção e bolsas de estudos em cursos de audiovisual. Além disso, os filmes das mostras Fronteiras Imaginárias, Cinema da Gema e Panorâmica serão avaliados por um representante de licenciamento do Canal Brasil. O filme com mais votação on-line por parte do público em cada mostra competitiva vai receber um troféu do festival.

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 O festival apresenta, também, uma Mostra não-competitiva que exibirá os filmes: “A Profundidade da Areia”, de Hugo Reis (ES, 17 min, 2019); “Atordoado, Eu Permaneço Atento”, de Lucas H Rossi dos Santos e Henrique Amud (RJ,15 min, 2020); “Bonde”, de Asaph Luccas (SP, 18min, 2020); “Morte Branca do Feiticeiro Negro”, de Rodrigo Ribeiro (SC, 10 min, 2020); e “Perifericu”, de Nay Mendi, Rosa Caldeira e Stheffany Fern (SP, 20 min, 2019). São filmes premiados e que foram selecionados por representarem uma forte tendência no cinema periférico de experimentação estética e discussão de temas como raça, gênero e diversidade. Todos os filmes presentes na Mostra não-competitiva contarão com legenda descritiva e audiodescrição. Os realizadores da mostra também participam de um bate-papo no dia 27 de março, às 17h, e que será exibido no site.

Além das mostras, o festival este ano apresenta três mesas de debate que vão tratar de temas como os caminhos do audiovisual periférico pós-pandemia e a inserção de jovens da periferia no mercado audiovisual. Os debates acontecem nos dias 25, 29 e 30 de março, sempre às 19h30, com tradução em libras e que serão exibidos no Canal do Youtube e na Página do Facebook do festival. No dia 25/3, quinta-feira, às 19h30, o ator, Babu Santana, participa de uma conversa sobre o festival e a transmissão será exibida no Instagram do Visões Periféricas. O 14º Festival Visões Periféricas oferecerá também duas oficinas de produção audiovisual destinados ao público jovem e que serão ministradas de forma on-line através da plataforma Zoom.

O objetivo geral do festival é exibir um painel diversificado de expressões culturais brasileiras através da produção audiovisual. A curadoria privilegia filmes que expressem esteticamente uma visão crítica e inovadora sobre as periferias. São filmes que trazem uma relação íntima entre temas, personagens e vivência dos realizadores nos territórios onde os filmes são produzidos.

No encerramento do festival, no dia 31 de março, às 19h, será exibido o longa-metragem inédito “Trem do Soul”, de Clementino Junior (RJ, 82 min, 2021). “Em 14 anos de realização, o Festival Visões Periféricas consolidou-se como projeto único e inovador de difusão audiovisual no país, formação de rede e inserção do jovem realizador de periferia no circuito nacional de festivais. O Visões tem o mérito de ser o único festival no Brasil a assumir a missão de revelar uma geração de jovens realizadores com origem nas periferias brasileiras. O conceito de periferia no festival é abrangente, incluindo filmes de realizadores de comunidades quilombolas, aldeias indígenas, favelas, negros e mulheres. Além disso, estamos sempre discutindo a periferia a partir dos filmes, selecionando aqueles que trazem um olhar inovador e esteticamente potente. Nos últimos anos vários realizadores iniciaram voos mais ambiciosos em formatos de maior duração”, afirma o idealizador do festival e um dos curadores, Marcio Blanco.

 

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