Série de TV revisita quatro décadas de Porto Alegre por meio de 20 filmes locais

Bastidores – Giba Assis Brasil e equipe. Crédito: Isidoro B. Guggiana.

Do distanciamento social à diversidade de gênero: a série “O Cinema e As Cidades” revisita quatro décadas de Porto Alegre, por meio de 20 produções locais, entre curta e longas-metragens e documentários. Dirigido por Eduardo Wannmacher e produzido por Frederico Mendina, o seriado vai ao ar por meio de quatro episódios semanais, exibidos nas sextas-feiras, às 21h30, a partir de 4 de junho, em rede nacional no canal de TV por assinatura Prime Box Brazil.

Crédito: Leo Lage.

A geração oitentista inicia a produção de um novo cinema urbano em Porto Alegre, com a descoberta do super-8 no formato de ficção. Esse movimento é revisitado no episódio introdutório da série, por meio do depoimento de Carlos Gerbase, diretor de “Inverno” (1983). O distanciamento social por muros e grades é retratado no segundo episódio, com uma análise do curta “Ângelo Anda Sumido” (1997), de Jorge Furtado.

O cinema fantástico, com criaturas e lendas mágicas, chega ao terceiro episódio, com a animação “Reino Azul” (1989), de Otto Guerra. Ao longo do tempo, temas ligados ao cinema de gênero, como ficção-científica e terror, sempre estiveram presentes nas produções gaúchas, revelando um lado mais sombrio da capital. “Sob Águas Claras e Inocentes” (2016), de Emiliano Cunha, também integra o roteiro do seriado.

O último episódio explora temas urgentes, como a diversidade de gênero, o racismo, a ocupação de lugares públicos e as manifestações sociais. Esses temas são revisitados pelo documentário “O Caso do Homem Errado” (2017), de Camila de Moraes, entre outros títulos. Produzida pela Pironauta e coproduzida pela Firma Filmes, a série é estruturada em imagens originais das obras analisadas e depoimentos dos respectivos realizadores. A série tem financiamento do Edital Pró-cultura RS FAC de Produção Audiovisual, realizado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul/SEDAC, em parceria com a Ancine, através do Fundo Setorial do Audiovisual.

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