
O Ministério da Saúde na Faixa de Gaza anunciou nesta terça-feira que o número de palestinos mortos nesta região ultrapassou 18.400 desde a eclosão do conflito Hamas-Israel em 7 de outubro. O porta-voz do ministério, Ashraf al-Qedra, disse durante uma coletiva de imprensa que, até terça-feira, 18.412 palestinos foram mortos e outros 50.100 ficaram feridos nos ataques militares israelenses em Gaza.
Nas últimas horas, os corpos de 207 palestinos foram transferidos para hospitais na Faixa de Gaza, enquanto outros 450 ficaram feridos nos ataques israelenses, disse al-Qedra. Israel vem lançando ataques implacáveis e uma ofensiva terrestre em Gaza desde 7 de outubro em retaliação ao ataque surpresa do Hamas ao sul de Israel, que matou cerca de 1.200 pessoas. Um cessar-fogo de 10 dias foi implementado no final de novembro para liberar 105 reféns israelenses pelo Hamas em troca da liberação de 240 prisioneiros palestinos das prisões israelenses.
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Egito aumentará volume de combustível enviado para Gaza sitiada, diz oficial
O Egito aumentará o volume de combustível enviado diariamente para a Faixa de Gaza de 129 mil para 189 mil litros, conforme acordado com o lado israelense, disse o presidente do Serviço de Informação do Estado do Egito na quarta-feira. Diaa Rashwan disse em um comunicado que desde 21 de Outubro, 4.057 camiões de ajuda humanitária foram enviados do Egito para o enclave palestiniano sitiado através da passagem fronteiriça de Rafah.
Isto inclui 3.866 toneladas de suprimentos médicos, 22.799 toneladas de alimentos, 13.936 toneladas de água, 5.073 toneladas de outros materiais de socorro, 2.678 toneladas de combustível, além de 48 ambulâncias e 222 tendas e peças de lonas. “O Egito continua os seus esforços intensos para garantir a entrada constante de ajuda humanitária em Gaza”, disse o responsável egípcio.

A passagem de Rafah, entre o Egito e Gaza, tem sido a única tábua de salvação para fornecer suprimentos de socorro ao enclave, doados pelo Egito e outros países, bem como por organizações locais e internacionais. Gaza está sob massivo cerco e bombardeio israelense desde 7 de outubro, que já matou mais de 18.600 palestinos e feriu outros 50.594, afirmou o Ministério da Saúde de Gaza na quarta-feira.
A escalada israelense ocorreu em retaliação a um ataque do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), no poder em Gaza, que matou cerca de 1.200 pessoas em Israel, com o Hamas tomando mais de 200 como reféns, segundo relatórios israelenses. O Egito trabalhou com o Catar e os Estados Unidos para mediar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas que durou uma semana, de 24 a 30 de novembro, durante o qual os dois lados trocaram detidos. Os combates recomeçaram logo após o colapso da trégua.
Fontes: Copyright Xinhua. Proibida a reprodução.
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Tradução – Alessandra Scangarelli Brites – Intertelas

Austrália, Canadá e Nova Zelândia passam a defender cessar-fogo em Gaza
Os primeiros-ministros da Austrália, Canadá e Nova Zelândia Anthony Albanese, Justin Trudeau e Christopher Luxon, respectivamente, afirmaram, na quarta-feira, 13 de dezembro de 2023, que estão profundamente preocupados com a dimensão da crise humanitária e com os riscos contínuos para todos os civis palestinos, pedindo um cessar-fogo duradouro nas hostilidades em Gaza e esforços internacionais nesse sentido.
Eles advertiram que “estamos alarmados com a diminuição do espaço seguro para os civis em Gaza. O preço para derrotar o Hamas não pode ser o sofrimento contínuo de todos os civis palestinos”. “Reconhecemos o direito de Israel de existir. Porém, ao se defender, Israel deve respeitar a lei humanitária internacional”, opinaram os premiês.
“Israel deve respeitar a lei humanitária internacional, os civis e a infraestrutura civil, inclusive os hospitais, devem ser protegidos”, assinalou Penny Wong, ministra das Relações Exteriores da Austrália. “A resolução que apoiamos é consistente com a posição que definimos anteriormente sobre essas questões”, registrou.

Assembleia Geral da ONU já aprovou cessar-fogo
A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou com larga margem, nesta terça-feira, 12 de dezembro, em caráter de urgência, uma resolução exigindo um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza, a libertação imediata e incondicional de todos os reféns, acesso à ajuda humanitária e respeito à proteção de civis e ao direito internacional.
Foram 153 votos a favor, incluindo o Brasil, mais de três quartos do total de países; o quorum de aprovação era de dois terços. EUA, Israel e mais oito votaram contra; as abstenções foram 23. O número de vítimas da agressão israelense subiu para 18.412 mortos e 50.100 feridos desde 7 de outubro, comunicou o Ministério de Saúde da Palestina, nesta quarta-feira. Nas últimas horas, “as forças de ocupação cometeram 17 massacres sistemáticos e crimes genocidas em todas as áreas da Faixa de Gaza, incluindo a cidade de Rafah, que falsamente alegaram ser segura”, informou.
Fonte: Texto originalmente publicado no site do Jornal Hora do Povo.
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