
Em 29 de janeiro de 2025, a China comemorou o Ano Novo da Serpente. Tal festividade é uma das mais importante do calendário cultural da nação e serve como fonte de intercâmbio cultural entre o país asiático e o mundo. Pelo Brasil, as celebrações ainda continuam. Em 10 de fevereiro de 2025, segunda-feira, no Teatro Multiplan do Shopping Village Mall, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o público brasileiro, em conjunto com a comunidade chinesa residente na capital carioca, pode desfrutar de apresentações artísticas da turnê “Laços da China, celebração do Ano Novo Chinês pelo mundo”. A iniciativa foi organizada pela Federação Nacional de Chineses Ultramarino Retornados, pelo Consulado Geral da China no Rio e realizada pela Câmara de Intercâmbio Cultural Brasil China. O evento contou com a presença de autoridades do governo brasileiro e chinês.
A programação artística incluiu desde música folclórica de diferentes regiões da China a apresentações de ópera chinesa e do universo circense chinês. Como explicado pelos organizadores do evento, trata-se de uma plataforma importante para promover a disseminação da cultura chinesa, além de contatar e atender aos chineses que moram no exterior. A turnê cultural visa, de acordo com o informado pelos organizadores da iniciativa, estar “em conexão com a cooperação multilateral, além de se concentrar nos dias de estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e outros países, nos festivais tradicionais chineses e no ano da cultura chinesa. Em 2024, a Trupe de Arte esteve em quase 300 cidades e mais de 80 países e regiões do mundo, realizando mais de 1000 apresentações”.
Abrindo a série de discursos, o presidente da Câmara de Intercâmbio Cultural Brasil China, Shangguan Jianfeng, afirmou que esse espetáculo cultural carrega profundos laços afetivos do povo chinês, além de trazer os votos e carinho da pátria asiática aos seus compatriotas ao redor do mundo. “Este evento serve como ponte para o intercâmbio cultural entre a China e os demais países. Tenho certeza de que este espetáculo mostra a essência das festividades do Ano Novo Chinês, o carinho dos nossos conterrâneos e a forte conexão com as nossas raízes. O Rio de Janeiro é uma das cidades mais vibrantes do Brasil e da América do Sul. Aqui reside uma comunidade chinesa diversificada, oriunda de várias províncias e regiões da China, incluindo Hong Kong, Macau e Taiwan. A transmissão e a promoção da cultura chinesa são responsabilidades e missões que compartilhamos. Esta apresentação não é apenas um conforto espiritual para nós, chineses residentes no exterior, mas também uma sincera homenagem à cultura chinesa”.

Já para a vice-diretora do Departamento de Intercâmbio Cultural da Federação Nacional de Chineses Ultramarinos Retornados, Che Zhuanling, os chineses residentes no Brasil têm honrado as tradições de perseverança, empreendedorismo, pacifismo e solidariedade do povo chinês, convivendo harmoniosamente com a população local e contribuindo para a divulgação da cultura chinesa, o desenvolvimento econômico e social do Brasil e o fortalecimento dos laços entre os dois países. “O ano que passou foi repleto de desafios e transformações para China e o Mundo. A China tem demonstrado resiliência e determinação, com sua economia recuperando-se e crescendo, com o desenvolvimento de alta qualidade progredindo de forma constante e com a Iniciativa Cinturão e Rota colhendo frutos para a construção de um país socialista moderno avançado”.

Ainda conforme ela, a Federação Nacional do Chineses Ultramarinos Retornados deseja continuar trabalhando no intuito de promover a amizade sino-brasileira, fomentar o intercâmbio entre civilizações e contribuir para a construção de uma comunidade de um futuro compartilhado para a humanidade. “Recentemente, o ‘Festival da Primavera foi incluído na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, trazendo mais um importante marco na disseminação da civilização chinesa pelo mundo”.
A cônsul geral da China no Rio, Tian Min, lembrou que, em outubro de 2016, a Assembleia Legislativa do Rio aprovou a Lei 7.471, de autoria da deputada Tia Ju, que inclui o Festival da Primavera no calendário oficial do estado. “Desde então, o povo chinês e o povo fluminense começaram a compartilhar esta festividade. Na semana passada, a Alerj, realizou uma sessão solene para celebrar o Ano Novo Chinês que contou com ampla participação de amigos brasileiros de diferentes setores. Esse intercâmbio não apenas reflete a amizade sincera entre os povos chinês e brasileiro, como também é uma expressão do aprofundamento dos laços culturais entre os nossos países e a demonstração do avanço das relações bilaterais”.

De acordo com a diplomata, a vinda do presidente Xi Jinping ao Rio para participar da Cúpula do G20 e realizar uma visita de Estado ao Brasil, no ano passado, gerou resultados frutíferos. Ela ainda fez questão de lembrar aos presentes que em 2024 foi celebrado o 50º Aniversário do Estabelecimento das Relações Diplomáticas entre a China e o Brasil. “A visita do líder chinês foi um marco na história das relações sino-brasileiras e aprofundou a união dos esforços para construir uma comunidade de futuro compartilhado Brasil e China, um mundo mais justo e um planeta mais sustentável”.
Para a vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Tia Ju, o Ano Novo Chinês transcende fronteiras e conecta culturas. Da mesma forma, conforme ela, a Lei 7.471, vai além de reconhecer uma data festiva, simbolizando também o respeito e a valorização da rica cultura chinesa, além de destacar o papel que a China tem desempenhado no cenário global.

“O Ano Novo Chinês é uma celebração milenar que carrega valores universais: reuniões familiares, harmonia, paz e prosperidade. Estes princípios ecoam profundamente na nossa cultura brasileira, onde a importância da família e o desejo de viver em uma sociedade justa e harmoniosa são igualmente essenciais. O Rio e a China compartilham valores que fortalecem nossa amizade. O intercâmbio cultural e educacional são uma via de mão dupla, temos muito a aprender e compartilhar uns com os outros. Em especial, o Brasil tem muito a compartilhar sobre a sua diversidade, criatividade e história. Este evento é uma representação do compromisso contínuo com o diálogo, respeito e construção de pontes duradouras entre os nossos povos”.

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