
Se existem diversos problemas que são originados com o processo de globalização, existem também diversas soluções que o contato com outras culturas e países acabam proporcionando ao conhecimento humano. Por muitos anos, em países que se localizam na esfera de influência do chamado ocidente, a medicina assim como o conceito de saúde seguiu uma forma bastante imediata de pensar. Tal forma de raciocinar ainda permanece na equação simples: se fico doente, procuro um médico para indicar um tratamento com fármacos. No entanto, aos poucos, formas alternativas de tratamento e de cuidados com a saúde vem sendo pesquisadas em centros de estudos e universidades e implementadas no setor privado e público desta área.
A Revista Intertelas teve a oportunidade única de conhecer a Unidade Básica de Saúde (UBS) Nair Borges Fernandes, em Duque de Caxias, no bairro Figueira e realizar uma entrevista detalhada sobre o assunto. Segundo matéria publicada ano passado no site da Prefeitura, as Práticas Integrativas e Complementares (PICS) são uma realidade desde o ano de 2018 por lá, com a implantação do Programa Municipal de Práticas Integrativas e Complementares. No ano de 2024, Caxias avançou mais e abriu o Centro de Referência de Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e Práticas Integrativas Complementares (PICS), instalado na UBS Nair Borges Fernandes.
Durante a inauguração foi ainda firmado um convênio com representantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para implantação do projeto Farmácia Viva, voltado para o processamento de plantas medicinais e fitoterápicos. Conforme ainda informado, o projeto de criação do Centro de Referência de Medicina Tradicional Chinesa e Práticas Integrativas Complementares contou com o reforço da parceria firmada com representantes da Universidade de Gansu de Medicina Chinesa, proporcionando intercâmbios nas áreas de pesquisa, desenvolvimento farmacêutico, médico e na educação internacional da medicina tradicional chinesa.
Saiba mais sobre esta trajetória e os benefícios da MTC e das PICS na entrevista exclusiva concedida à Intertelas por Antônio Carlos Pereira Jr., diretor de relações institucionais e internacional da Prefeitura de Duque de Caxias; Flávia Ferreira Nascimento, coordenadora das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde da cidade, cirurgiã-dentista, especialista em terapia floral e acupuntura; e Maria do Socorro Batista, integrante da equipe de coordenação de práticas integrativas na Divisão de Vigilância em Saúde (DVS) das PICS, especialista em medicina chinesa, acupuntura, auriculoterapia, terapia de florais, cromoterapia e reiki. Confira esta conversa na íntegra abaixo.

Como avaliam a implementação dessas práticas no sistema único de saúde do município de Duque de Caxias?
Flávia Ferreira Nascimento: As práticas integrativas e complementares (PICS) vêm sendo estimuladas desde a década de 1970 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, no Brasil, não existia uma política voltada para esta questão. Tínhamos profissionais com formação, que aplicavam, mas não tinham um respaldo. Com a Política Nacional de Práticas Integrativas de 2006, isso começou a ser estruturado. No início, o sistema oferecia apenas cinco práticas, mas hoje temos 29 disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é que cada município, dentro da sua realidade, faça alguma delas, não é obrigatório fazer as 29. O resultado é de grande aceitação por parte do púbico atendido. É importante salientar que as práticas integrativas não vêm competir, ou substituir a medicina ocidental. Para além de uma forma alternativa de tratamento, elas possibilitam que possamos atuar de forma preventiva e, por exemplo, diminuir a hospitalização e até a necessidade, às vezes, do paciente ficar mais tempo com o especialista.
Maria do Socorro Batista: Exato, por exemplo, em pacientes com problemas ortopédicos, a acupuntura acelera a recuperação. Outra boa ocasião são as pessoas que fazem algum acompanhamento psiquiátrico ou psicológico. Normalmente a terapia floral traz um bem-estar e uma recuperação mais rápida para o paciente que passa também a ter mais confiança no tratamento.
Flávia Ferreira Nascimento: A expansão das PICS é grande na atenção primária, justamente por conta da prevenção. Em Duque de Caxias temos um projeto vanguarda porque atuamos também na atenção especializada, levando em conta a necessidade do paciente que já adoeceu. Por sabermos dos benefícios das PICS, buscamos que elas estivessem acessíveis a todos, inclusive aos nossos colegas, trabalhadores da saúde. Vamos salientar que muitos provavelmente não teriam acesso a essas formas de tratamento, se não fosse o SUS. As práticas você encontra com facilidade na rede privada, mas o custo é alto para muita gente. Então, oficialmente, o programa existe no município, desde 2018, com toda a regulamentação necessária.

E sabendo do custo financeiro, abrimos uma Central de Florais. Eu não sei outro caso no Brasil que o próprio município forneça o floral. Conhecemos trabalhos voluntários que ocorrem em outras cidades, mas estamos à frente nesta questão aqui. E os nossos profissionais fazem parte da rede e já têm as suas atribuições. São enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas que estão habilitados para fazer uso de uma ferramenta integrativa. Por exemplo, no pré-natal. Seguimos o padrão: medir a barriga, pesar, ver a pressão arterial, examinar etc. Então, durante o procedimento, a paciente comenta que está com dificuldade para dormir, que anda nervosa. Estas são queixas que o profissional vai ajudar com alguma PICS.
Muitos ainda se perguntam qual o diferencial prático das PICS. Para além de ser uma alternativa de tratamento com técnicas e remédios naturais, é de extrema importância explicar que o paciente é acolhido. As pessoas chegam para uma consulta e o profissional de saúde vai ouvir a história delas. Ele quer saber como a vida do paciente está em geral, entender como anda o emocional, pois essas questões acabam interferindo na saúde física.
Como observam os resultados efetivos destas práticas no tratamento e prevenção de doenças?
Maria do Socorro Batista: Tive um caso de endometriose, em que a paciente já estava em tratamento médico. Ela iniciou a acupuntura comigo e na quinta sessão ela já estava zerada de sangramento e dor. Nós temos a oportunidade única de ver a pessoa toda semana e saber como anda o tratamento. Durante nossas sessões, a paciente acabou mencionando que sofreu violência na infância. Então, prescrevi um floral para ela. E depois de um tempo, ela parou de fazer demanda. Fiquei pensando o que poderia ter ocorrido… Um dia, tive a sorte de encontrá-la e perguntar como estava. A resposta dela foi que estava bem ao ponto de não sentir mais vontade de ir às sessões.

Ela disse: “Estou ótima, estou dormindo, estou mais aberta… Tinha trauma até para usar biquini e agora me permito ir à cachoeira e ser fotografada”. Ou seja, foi um resultado incrível. É por essas que percebemos o quão a medicina tradicional chinesa, que integra o programa de práticas integrativas e complementares, é rica. Ela entende que as emoções podem causar doenças, bem como uma alimentação inadequada. Práticas como a acupuntura ajudam a produzir serotonina, mas outras como floral dão uma contribuição com sua química natural, que trabalha a parte emocional do cérebro.
Flávia Ferreira Nascimento: Na medicina tradicional chinesa, entendemos que o nosso corpo tem canais de energia. E quando existe um estresse emocional, há um bloqueio desse canal, que pode ter até contratura muscular e dor forte. Significa que a energia ali parou de circular. Assim, ao usar uma agulha nesse ponto, você está induzindo que esse canal desbloqueie e faça a energia volta a circular. O nosso corpo precisa ter um fluxo suave do sangue, por isso tudo é importante nessa linha de tratamento, desde a respiração à alimentação, ao controle corporal. Por isso, os que almejam estudar medicina tradicional chinesa, não precisam ser médicos. Trata-se de outra visão, onde outros profissionais da área da saúde podem atuar. O que requer é muito estudo e aperfeiçoamento.
É preciso aprender como eles entendem o corpo humano. Por exemplo, cada órgão está relacionado a uma emoção. Quando uma pessoa está com gastrite, para a medicina tradicional chinesa, provavelmente ela é muito preocupada. E práticas como o trabalho com ervas, acupuntura e muitas outras que podemos citar aqui ajudam com que a química do corpo funcione melhor. Há casos de gastrite que não são causados por uma bactéria, que são de origem emocional e aí as PICS entram para ajudar.

Maria do Socorro Batista: Isso tem um histórico evolutivo importante. Partimos de uma forma de entender a medicina, de um olhar bastante influenciado pelos acontecimentos e progressos dos séculos passados, e chegamos no Pacto pela Vida, de 2006: uma iniciativa nacional de humanização que introduz as práticas integrativas.
Flávia Ferreira Nascimento: Vale enfatizar que a melhora com as PICS não significa que o paciente que está usando um medicamento, possa, de repente, parar de tomá-lo. Nós sempre explicamos que é preciso voltar ao médico e relatar a melhora para ver o que fazer futuramente. O acompanhamento com os médicos continua sempre e para interromper o uso de um remédio é necessário o consentimento deles.
Como analisam a forma que o público em geral percebe as práticas integrativas?
Flávia Ferreira Nascimento: Há muito preconceito com as PICS ainda, muita falta de informação. Mas, para além de saber e entender o que são, as pessoas precisam experimentar e não adianta forçá-las a nada. Eu sempre digo que a experiência da melhora alheia é a melhor forma de mostrar o quão eficientes e benéficas as PICS são. A prática integrativa é uma coisa amorosa e assim que deve ser sempre.

O Brasil é referência na área de práticas integrativas e complementares na atenção básica. Existem terapias integrativas que têm origem no Brasil? Se sim, quais são e como estão auxiliando no processo de tratamento e prevenção de doenças?
Flávia Ferreira Nascimento: Como a China, muitos outros países desenvolveram as suas práticas. No caso do Brasil, temos a Terapia Comunitária Integrativa, que foi desenvolvida por um psiquiatra brasileiro. Nada mais é, de forma resumida, que um acolhimento e uma escuta em uma roda de conversa, onde os integrantes sofrem do mesmo problema, ou do mesmo trauma. É a busca pela cura coletiva, onde saber do exemplo, da história de vida do outro, o que ele ou ela fez para superar o problema, ajuda a fortalecer o indivíduo. Há momento até onde é possível buscar uma solução conjunta, à medida que as questões vão sendo mencionadas e refletidas em conjunto. Nós tínhamos vontade de aplicar essa prática com mulheres vítimas de violência doméstica.
Junto a isso, podemos introduzir a terapia floral, que auxilia no autoconhecimento. Os florais são uma terapia diferente da convencional, onde o psicólogo conduz o paciente. Na terapia floral, quem conduz é o próprio floral. O terapeuta precisa é ter a capacidade de entender quais essências a pessoa necessita. É um trabalho que necessita de muita sutilidade e autoconhecimento. Se você observar um vidro de floral no laboratório, só vai ver água e conservante. Você não enxerga a composição química da flor. Mas se você tomar um floral de uma flor e tomar um floral de outra, o efeito é completamente diferente. Muitos que não conhecem essas formas de tratamento, dizem que não passam de placebos, mas como explicam então o resultado positivo que temos com crianças, animais e pessoas com doenças como a de Alzheimer, por exemplo? É um processo biológico e é física quântica pura.
Maria do Socorro Batista: E podemos ir para a parte teórica também, no intuito de buscar respostas. Edward Bach, médico britânico, com um estudo detalhado de anos, descobriu que cada rosa tinha uma resposta única relacionada ao sentimento específico do ser humano. Então ele elencou uma rosa para cada emoção.

Flávia Ferreira Nascimento: Ele criou vacina, era um excelente cirurgião e trabalhava em um hospital tradicional. Com a sua vivência e experiência, ele observava seus pacientes. Bach viveu entre o fim do século XIX e primeira metade do século XX. Antes de exercer a medicina, trabalhou em uma fábrica e ali percebeu que as pessoas viviam doentes. Naquele tempo, não existia seguro trabalhista, nem leis trabalhistas como íamos desenvolver posteriormente. Ou seja, ficou doente, a família perecia.
Por isso, além das estruturas precárias de trabalho da época, as pessoas trabalhavam com a preocupação e o estresse constante de não adoecer, de nunca faltar em suas jornadas excessivas de trabalho. Bach percebeu que muitas dessas doenças para além de físicas, eram também emocionais. Outra questão foi a saúde frágil dele e a sua intensa ligação com a natureza. Todo este contexto levou com que estudasse as flores e as suas essências. Com o tempo percebeu que cada flor tem uma “assinatura”, tem um vínculo com uma emoção e comportamento do ser humano.
Como a relação da Prefeitura com outros países e culturas está auxiliando no avanço desta área no Rio?
Antônio Carlos Pereira Jr.: Tanto este Centro de Referência de Medicina Tradicional Chinesa e Práticas Integrativas Complementares, quanto o programa de PICS foram instituídos pela nossa paradiplomacia municipal, durante a gestão do ex-prefeito Wilson Reis. Começamos intensificando as nossas relações bilaterais e multilaterais. Com a China, avançamos em várias frentes. Os chineses estão dispostos a compartilhar conhecimento com o Brasil. Essa relação estratégica tem permitido uma série de investimentos.

As parcerias que tivemos com o Consulado Geral da China no Rio e com o Ministério do Comércio da China foram essenciais. O Ministério tem ofertado um programa de seminários de curta duração em várias áreas, através de seus consulados, mundo afora. Uma dessas áreas é a da saúde. A própria coordenadora aqui das PICS já esteve na China para participar de um desses seminários. Depois, posteriormente, mandamos mais outros profissionais da saúde na área de medicina tradicional chinesa que, ao retornarem, trabalharam conosco em um projeto que envolveu a Secretaria Municipal de Saúde, o Consulado da China no Rio e a Agência de Notícias Xinhua.
Desta forma, recebemos o pessoal da Universidade de Gansu de Medicina Chinesa no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, onde demonstraram e fizeram palestras sobre as suas práticas. Da mesma maneira, aprenderam sobre as nossas práticas integrativas, sobre as nossas ervas. Foi uma troca de aprendizado muito interessante. Por mais que a medicina ocidental, às vezes, seja resistente, hoje nós temos material científico comprobatório. Não é à toa que as práticas integrativas, a medicina chinesa, o estilo de ervas e outras práticas já estão sendo contemplados pelo SUS.
Por essa razão, criamos esse projeto grandioso, que é o primeiro dentro do estado do Rio de Janeiro: o Centro de Referência de Medicina Chinesa e Práticas Integrativas de Saúde Complementares, lançado em 2018. Após todos esses acontecimentos, chamamos parceiros importantes, como a UFRJ, que tem um campus aqui perto, além de pesquisadores que trabalham na área de nanotecnologia, biotecnologia, biofísica e tem um projeto bacana da farmácia viva, que é um dos tripés para a medicina chinesa.

Flávia Ferreira Nascimento: Vamos lembrar que na Medicina Tradicional Chinesa você faz prevenção com dietoterapia, se alimentando adequadamente, práticas corporais, como Tai Chi Chuan, que é onde você entende o movimento do seu corpo, e a meditação, que serve para acalmar a mente. Então, mantém-se o equilíbrio da saúde com essas três coisas. No entanto, quando é preciso tratamento, aí que práticas como a acupuntura, a auriculoterapia, os florais e tantas outras entram para ajudar a restabelecer o equilíbrio, a saúde do indivíduo.
Antônio Carlos Pereira Jr.: Aproveitando o que a Flávia disse, lembro que vamos começar a trabalhar a questão das ervas medicinais aqui também e pretendemos incluí-las no nosso projeto da Fazenda Paraíso, o maior centro de recuperação de dependentes químicos que nós temos aqui em Xerém. Trata-se de um local onde as pessoas recebem um tratamento multidisciplinar, com vários especialistas acompanhando e onde diversas atividades fazem parte do programa.
Nós temos uma horta hidropônica, uma fábrica de vassouras e uma fábrica de livros. Os pacientes aprendem ofícios através de cursos oferecidos pela Fundação de Apoio à Escola Técnica, Ciência, Tecnologia, Esporte, Lazer, Cultura e Políticas Sociais de Duque de Caxias – RJ (Fundec), para que após saírem da dependência, também possam serem integrados ao mercado de trabalho. No momento, temos uma fazenda voltada para o público masculino, mas logo vamos abrir uma para o feminino, em uma outra localidade. Portanto, a ideia é trazer para o projeto todo o conhecimento científico da UFRJ sobre as ervas medicinais brasileiras e, futuramente, buscar parcerias com universidades de outros países na pesquisa sobre o tratamento com ervas medicinais.

Outra questão importante é ressaltar que o Centro tem sido uma referência para a política de práticas integrativas dentro do próprio governo. Acabamos de realizar um seminário, que teve uma adesão enorme, não só interna, mas também externa. Recebemos pessoas do governo do estado, da própria academia, falando exatamente da importância desse tipo de tratamento que, conforme a doutora falou, não é novo, pelo contrário, é tradicional, é muito antigo, é milenar, não só dos povos originários aqui do Brasil, que sempre usaram a farmácia deles, a floresta, como de outros povos em países como a China.
Caxias é a segunda maior economia do estado, vigésima primeira do Brasil, faz parte da região metropolitana, e é um hub logístico. Caxias é um centro muito importante na Baixada Fluminense, onde todos vem procurar assistência. Temos 47 unidades de saúde, sem falar das várias equipes de saúde da família. Temos grandes hospitais de especialização, como o Hospital do Olho, que atende toda a região. Acabamos de inaugurar o Hospital do Coração, que vai ser referência dentro do Estado. Lembre-se que, por conta da nossa posição estratégica, atendemos municípios menores que não conseguem se autossustentar e dependem de recursos estatais. Temos um programa que entrega remédio em casa e vamos inaugurar a Casa do Autista. Enfim, Duque de Caxias está aos poucos se tornando um hub de saúde também e várias outras questões contribuem para isso, em especial a cultura do Rio.
Tanto aqui, como em outras partes do país, gostamos de praticar exercício, de consumir alimentos naturais, de cuidar da saúde e da estética. Apesar do mundo estar sendo cada vez mais prático, industrializado, nós ainda valorizamos a nossa alimentação saudável. Gostamos de saladas diversas, de legumes, de verduras. O brasileiro gosta de uma refeição farta, diversificada e natural. Há quem pague mais por produtos de qualidade, naturais, orgânicos, sem agrotóxico. E quanto mais informação nós temos, mais percebemos que produtos industrializados podem provocar problemas de saúde sérios. Consequentemente, o trabalho que estamos realizando aqui é pioneiro e revolucionário, pois desde as relações institucionais que estão sendo estabelecidas aos projetos que estão sendo desenvolvidos, estamos oferecendo ao público alternativas de tratamento e de cuidados com a saúde.
Confira no vídeo abaixo o depoimento da paciente Eliane Silva de Oliveria sobre como as Práticas Integrativas e Complementares de Saúde ajudaram em seu tratamento
Quais as iniciativas futuras da prefeitura na área e o que é preciso melhorar?
Antônio Carlos Pereira Jr.: As relações estabelecidas até o momento com a China possibilitam, através de programas como o do Ministério do Comércio chinês, que são disponibilizados através dos consulados, que representantes dos governos e profissionais das instituições de ensino, assim como dos setores público e privado, tenham a oportunidade de vivenciar o país e trocar conhecimento. Elas possibilitam a formação em programas específicos, com certificação, teoria, prática e visitas técnicas. São oportunidades extraordinárias, que gostaríamos que fossem maximizadas, porque hoje as vagas estão muito cobiçadas. São só 25 vagas para todo o Brasil. Gostaríamos de ver a ampliação desse número.
Acho que Duque de Caxias deveria ter uma cota maior, porque temos uma relação com a China bem densa e ampla e temos muitos projetos para trabalhar em parceria. Gostaríamos de oferecer seminários aos chineses aqui, pois da mesma forma que eles organizam seminários em português lá, nós podemos realizar eventos em áreas que interessam aos chineses. Para tanto, o intercâmbio em diversos níveis é fundamental. Queremos mandar servidores nossos para ter experiências na nova China e vice-versa. Estamos aprendendo e ensinando, tanto a nível de governo, quanto a nível de pessoas. Ao adquirirmos um conhecimento melhor sobre outras culturas e países, vamos ampliando nossa capacidade de encontrar soluções inovadoras para a nossa sociedade.

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