Lampião ressurge nas telas em documentário que estreia em São Paulo, Rio de Janeiro, Maceió, Porto Alegre, Salvador e Recife

Crédito: Divulgação.

Um dos personagens mais emblemáticos da história brasileira ganha novo fôlego no cinema. “Lampião, Governador do Sertão“, documentário dirigido por Wolney Oliveira, investiga a trajetória, os mitos e os paradoxos de Virgulino Ferreira da Silva, figura central do cangaço, a partir de 5 de junho, no circuito nacional, com sessões em São Paulo, Rio de Janeiro, Maceió, Porto Alegre, Salvador e Recife.

O filme foi viabilizado com recurso do Fundo Setorial do Audiovisual da Ancine e do Mecenato Estadual do Ceará através da Enel Ceará. Em abril de 2024 o filme estreou na 29ª edição do Festival É Tudo Verdade, participando da Competição Brasileira de Longas-Metragens. Em novembro, teve exibição especial no 34º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. Em dezembro, ganhou quatro prêmios no 19º Fest Aruanda: Troféu Aruanda/EPC Vladimir Carvalho de Melhor Documentário, além de Melhor Roteiro, Melhor Som e Melhor Edição.

Mais do que traçar a biografia de Lampião, o longa propõe um mergulho profundo na complexidade desse personagem, contrapondo a imagem do temido líder cangaceiro à potência simbólica que ele ainda exerce na cultura popular. O filme vai além da dicotomia “bandido ou herói” e busca revelar as múltiplas camadas de um homem que, mesmo quase um século após sua morte, segue fascinando gerações e alimentando representações no imaginário coletivo.

Minha paixão pela história de Lampião e do cangaço começou cedo, quando vi o filme ‘Memórias do Cangaço’, de Paulo Gil Soares. Daí até fazer o filme, foi um caminho natural. Foram anos dedicados ao tema. ‘Lampião, Governador do Sertão’ é meu segundo filme sobre o cangaço. ‘Os Últimos Cangaceiros’ foi o primeiro. Nesta obra, conto a sua história e mostro seu legado cultural no cinema, na literatura, no artesanato e na literatura de cordel”, afirma Wolney Oliveira.

Com uma abordagem que alia pesquisa histórica e sensibilidade estética, o documentário revisita documentos, registros visuais raros e narrativas orais para reconstituir a jornada de Virgulino. Ao mesmo tempo, destaca como sua figura atravessou gerações e se consolidou como um dos grandes ícones da identidade nordestina e brasileira.

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