Galeria de Arte Solar apresenta exposição, “GAME: brincar com a arte”, de Herberth Sobral

A Galeria de Arte Solar, no Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro, apresenta a mostra “GAME: brincar com a arte”, de Heberth Sobral. Crédito: Divulgação.

A Galeria de Arte Solar, no Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro, apresenta a mostra “GAME: brincar com a arte”, de Heberth Sobral. Articulando signos do universo lúdico e infantil com referências do mundo adulto e urbano, a mostra, com curadoria de Adriana Nakamuta, utiliza o imaginário dos jogos como eixo conceitual. Entre cerâmicas, fotografias e esculturas, as obras em exibição brincam com deslocamentos de escala, função e suporte, em uma abordagem lúdica e bem-humorada que convida à reflexão.

Em destaque está a figura do boneco Playmobil, elemento central na pesquisa de Heberth Sobral. A exposição abre no dia 24 de fevereiro, terça-feira, das 11h às 14h, na primeira semana de aula do Solar Meninos de Luz, onde está instalada a galeria. A entrada é franca. A Galeria de Arte Solar é uma instituição sem fins lucrativos, com patrocínio do Belmond Copacabana Palace e Instituto Yduqs, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (ISS RJ).

A exposição de Heberth Sobral foi pensada de modo que o público possa interagir com as obras. O destaque é “Papá Golfe”, de 300 x 70 cm, uma estrutura que simula um pequeno campo de golfe, com referências de jogos e brinquedos. “O golfe é um esporte inacessível para a maioria dos brasileiros, por isso estará no centro da galeria, para todos jogarem. É o lúdico em várias camadas. A arte brincando com o jogo, com a criança, com as estruturas sociais”, explica o artista, de 41 anos.

Outra obra com a simbologia do brinquedo é o conjunto de cerca de 30 azulejos em alto-relevo, apresentado como um mural. Há também a série de fotografias que recria, em formato de álbum de figurinhas, a seleção brasileira da Copa do Mundo de 1970 Pelé, Rivellino, Gérson, Jairzinho… — por meio de montagens, impressas sobre papel, na dimensão de 100 x 70 cm. Outro destaque é “Dominó azul” da série “Sala de Jogos’, composto por 28 tijolos, pintados de azul, dispostos em forma de jogo na parede. “Na obra de Heberth, o lúdico sai da escala de tabuleiro e ganha a dimensão do urbano; é um brincar com a arte que ressignifica a memória do coletivo e movimenta a curiosidade do cotidiano escolar”, explica a curadora.

Junto com a exposição na galeria, o Solar Meninos de Luz inaugura um segundo espaço expositivo na escola, aberto a rodas de conversas e encontros com artistas. O ambiente, ao ar livre, em área de circulação de alunos, recebe um mural de Heberth Sobral, de 240 x 120 cm, ilustrado com bonecos de Playmobil vestidos com o uniforme da instituição.

Com essas iniciativas, buscamos ativar um diálogo entre a arte contemporânea e a educação formal, dentro do cotidiano e da vivência escolar. Queremos ampliar o acesso, aproximar o público local da produção artística, gerar identificação e promover debates, ampliando a audiência e reduzindo distâncias. A obra lúdica e afetiva do Herberth Sobral se encaixa sob medida nessa proposta de encontro entre o fazer artístico e o processo pedagógico”, encerra a curadora.

Heberth Sobral 

Nascido em Muriaé (MG), em 1984, Heberth Sobral sempre se interessou por artes plásticas e hoje se tornou um artista que coloca temas polêmicos do cotidiano em discussão. Cursou Desenho Industrial pela Universidade Estácio de Sá e começou sua trajetória artística quando fez um curso de fotografia que o levou a ser convidado por Vik Muniz para trabalhar como seu assistente. Utilizando suportes como xilogravuras, pinturas, desenhos, cédulas e bonecos, constrói a sua própria linguagem, sempre voltada para a representação das memórias do cotidiano, abordando temas de comportamento, pensamento e cultura. A ideia do artista é levar o expectador para dentro da sua obra por meio de uma lembrança.

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