Circulação em VOD: uma análise do ambiente europeu e da regulamentação francesa

Resumo:
Este artigo analisa a circulação das obras audiovisuais, especialmente filmes de longa-metragem, em serviços de vídeo sob demanda (VOD) na Europa, com foco principal na França. Nesse sentido, examina a regulamentação francesa que determina um intervalo mínimo de 36 meses entre a estreia no circuito de salas comerciais de cinema e a exibição em plataformas por assinatura. A partir dos dados de mercado compilados pelo Observatório Europeu do Audiovisual, também discute os impactos no setor de forma comparativa.

Palavras-chave: Vídeo sob demanda (VOD); indústria audiovisual; França; circulação; distribuição.

 

INTRODUÇÃO

O consumo de obras audiovisuais sempre esteve atrelado às tecnologias que proporcionavam não apenas a distribuição e a exibição, mas inclusive a própria produção de séries de TV ou filmes de curtas, médias e longas-metragens, nos mais distintos formatos e telas. Se inicialmente o espetáculo cinematográfico se dava somente de forma coletiva e em salas majestosas para um grande público, hoje o visionamento também está disponível em pequenos dispositivos móveis para uma apreciação individual.

A circulação das obras, da mesma forma, está mais complexa e já não depende unicamente dos distribuidores tradicionais, aqueles que adquirem os direitos de exibição para determinados territórios. A partir do acesso aos vídeos sob demanda (VOD) via internet, o espaço de transmissão desses novos conteúdos se reconfigurou, levando à (re)formulação de políticas públicas capazes de regulamentar esse fluxo para garantir até mesmo a sua própria diversidade cultural, a exemplo da França – país que tradicionalmente impõe barreiras aos produtos audiovisuais estrangeiros para evitar um desequilíbrio interno e garantir uma cota considerável para a circulação e a exibição de suas obras nacionais.

Os novos agentes da cadeia produtiva, em igual medida, se confundem com os próprios distribuidores. Se pensarmos na trajetória da Netflix – principal player de VOD no atual mercado internacional, que começou as suas atividades como uma locadora de DVDs e, aos poucos, foi sofisticando o seu plano de negócios para oferecer o serviço de streaming aos seus novos assinantes ao ponto de produzir obras próprias –, veremos que o difusor de conteúdos agora também é o seu próprio produtor.

Com isso, a necessidade de adentrar outros espaços além-mar e abrir fronteiras para novos adeptos se tornou determinante para a sustentabilidade do empreendimento. Contudo, a velocidade com que os conteúdos em VOD invadiram as telas das Américas não foi a mesma daquela registrada na Europa, conforme analisaremos ao longo deste estudo.

Leia o artigo completo, publicado na revista GEMInIS, em junho de 2017:
http://www.revistageminis.ufscar.br/index.php/geminis/article/view/279

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