Sugestão Intertelas da Semana: “Duas revoluções Rússia e China”, lançamento da Boitempo

Crédito: Boitempo.

O mais novo lançamento da Boitempo, “Duas revoluções Rússia e China”, escrita pelo historiador britânico Perry Anderson, enfoca e  analisa as duas experiências socialistas precursoras da história. O livro, que já está disponível para venda, faz uma comparação detalhada entre os dois modelos, contando ainda com a contribuição da pesquisadora Wang Chaohua. A seguir reproduzimos o trecho do texto de Luis Fernandes, disponibilizado pela editora em seu site, e que consta na orelha desta publicação, para uma maior apreciação dos leitores. 

“Em chave histórico-comparativa, o autor coteja as vias por elas trilhadas desde seus triunfos originais, destrinchando as orientações estratégicas distintas que presidiram seus processos de reforma sistêmica, culminando em desfechos opostos e contrastantes. Como a Revolução Chinesa, partindo de e operando em condições bem mais desfavoráveis e precárias, conseguiu alcançar, no século XXI, impacto muito mais amplo e duradouro que o de sua precursora russa?

Crédito: Boitempo.

O historiador britânico explora e articula algumas chaves para responder a essa indagação, entre as quais: as bases sociais distintas preservadas pelos respectivos regimes revolucionários em função das características das suas vias de acesso ao poder; o progresso diferenciado na consolidação de um estrato burocrático-conservador dominante; e a disparidade na abrangência das propostas de reforma sistêmica, à luz da “legitimidade e autoridade revolucionárias” de seus dirigentes-proponentes.

Nesta edição da Boitempo, o texto de Anderson é acompanhado por uma crítica inteligente e minuciosa da pesquisadora Wang Chaohua, que discorda de sua proposição de que os processos de reforma na Rússia e na China tenham trilhado caminhos tão diferentes. Na visão de Wang, as transformações vividas pela China na década de 1980 teriam, na realidade, antecipado – sob direção estatal – o traumático processo de restauração capitalista vivido pela Rússia uma década depois. Esta obra oferece ferramentas para decifrar o novo tipo de formação híbrida que emerge da transformação colossal e contraditória ocorrida na China”.

Para adquirir o livro e obter outras informações acesse a página da Boitempo na internet. 

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