O Brasil como joguete da estratégia americana

Crédito: Com dinheiro sempre.

A diplomacia norte-americana se desdobra em duas direções. O eixo geopolítico mira a conservação do poderio militar do país e sua expansão permanente mediante o desenvolvimento de novas tecnologias. O eixo econômico visa sobretudo a abrir espaço no exterior para as grandes corporações de base nacional. Essas duas vertentes convergem no terreno prático, não obstante descompassos eventuais. Entretanto, em termos de prioridade, a vertente geopolítica, ancorada nos sistemas de informação e comunicação, tem domínio quase absoluto, o que se reflete no orçamento do governo.

A síntese das proposições geopolíticas norte-americanas atuais encontra-se estampada claramente em sua doutrina estratégica: os Estados Unidos devem impedir, a qualquer custo, que alguma potência estrangeira venha a representar uma ameaça similar à que foi a União Soviética na Guerra Fria. É um princípio dirigido obviamente contra a Rússia. Claro que isso é um objetivo irrealista na era nuclear, dado que o poderio atômico da Rússia sobreviveu mais ou menos intacto à derrocada soviética e mantém um elevado grau de potencial dissuasório.

O braço operacional da geopolítica em tempo de paz é e sempre foi o sistema de informações e de comunicação, agora reforçado pelas ONGs. Os Estados Unidos mantem uma pletora de agências com mandato para atuar no exterior, das quais as principais são a Agência Central de Inteligência (CIA, em inglês) e a Agência Nacional de Segurança (NSA, em inglês). É natural que os integrantes dessas agências atuem competitivamente produzindo informações primárias, relatórios e sugestões na base de uma espécie de terapia ocupacional. É isso que explica, por exemplo, a obsessão com supostos fatos triviais como a interferência russa na eleição de Donald Trump.

A vertente de informação e comunicação dos Estados Unidos está profundamente interconectada com as redes bancárias mundiais. Qualquer país que tenha em seu território um banco global, mesmo que não tenha base norte-americana, tem o equivalente a um braço do sistema de informações do país. Isso explica a facilidade com que, nos últimos tempos, os Estados Unidos encontraram para denunciar eventos de corrupção em diferentes países, essencialmente quando isso lhes interessa em termos geopolíticos ou econômicos, ou ambos (pré-sal, Brasil).

A rede de ingerência dos Estados Unidos conta com a atuação de Organizações Não-Governamentais (ONGs) que trabalham em conjunto com a Agência Central de Inteligência (CIA). Aqui, eis alguns exemplos de ONGs que acabaram por influir nas chamadas Revoluções Coloridas em várias partes do mundo. Crédito: The Millennium Report.

O sistema de informações e de comunicação norte-americano ganhou proeminência máxima, depois do fim da Guerra Fria, com George Bush na Vice-Presidência de Ronald Reagan e depois na Presidência da República. Bush havia sido diretor da CIA em meados dos anos 70. Fundou com cerca de 60 proeminentes figuras do estabelecimento dominante norte-americano uma entidade chamada (em português) Comitê para o Perigo Presente (CPD), em cujos estatutos se colocava explicitamente como objetivo principal levar a URSS  à rendição, se necessário por meios militares.

Reagan se associou ao CPD no ano anterior a sua posse. Uma vez assumindo a Presidência, implementou o programa Guerra nas Estrelas, uma paranoia militarista que presumia a capacidade tecnológica norte-americana de proteger o próprio território de um eventual ataque de mísseis nucleares soviéticos. O propósito era sobretudo propagandístico, na medida em que o escudo, se viesse a funcionar, funcionaria apenas contra mísseis balísticos intercontinentais, não contra a invulnerável força de mais de 80 submarinos nucleares soviéticos.

Crédito: apushcanvas – PBworks.

Estive na Alemanha em 1985 para cobrir uma reunião dos sete grandes. Reagan estava sendo recebido como superstar pela mídia e grande parte da elite dominante alemã por sua posição de confronto direto com a União Soviética. Contudo, havia um certo ar incomodado entre intelectuais e economistas com quem conversei  em visita a alguns centros de pesquisa do país. É que o escudo da Guerra das Estrelas, se viesse a funcionar na cobertura do território norte-americano, certamente não funcionaria para barrar mísseis soviéticos em proteção ao território da Alemanha ou do resto da Europa.

Não obstante, os russos se intimidaram com a possiblidade de um primeiro ataque atômico dos Estados Unidos – os quais, diga-se de passagem, ao contrário dos soviéticos, jamais sinalizaram com um compromisso de não usar armas nucleares em primeiro lugar. Rejeitaram também, como cínica, a proposta de Reagan de partilhar com eles o desenvolvimento tecnológico do Guerra nas Estrelas. Já Mikhail Gorbachev, o líder soviético, fez uma série de concessões nas negociações de mísseis de alcance médio em 1985, talvez por compreender, com seus estrategistas, que era impossível acompanhar o desenvolvimento tecnológico norte-americano. Não houve contrapartidas.

Mikhail Gorbachev (esquerda) e Ronald Reagan (direita). Crédito: Político.

Em termos estratégicos, era uma situação com saídas estreitas para Gorbachev. Ou ele tentava empreender uma corrida tecnológica que a debilitada economia de seu país não poderia ganhar, ou ele se rendia, ou, num passo absurdo, partia para um primeiro ataque escatológico antes que os americanos tivessem condições de concluir seu escudo nuclear. No interesse da sobrevivência de si próprio e da humanidade, tomou o caminho da rendição, passando o conflito geopolítico para um segundo estágio de caráter menos ideológico e mais nacional.

O discurso de Ronald Reagan anunciando o plano da Guerra das Estrelas e sua política nacional de segurança em 23 de março de 1983. 

Supôs-se, na época do desmoronamento da União Soviética, que a humanidade viria a gozar dos famosos dividendos da paz. Ledo engano. É que os Estados Unidos, como dito acima, não são de forma algum um país pacifista. O caráter de sua geopolítica é sobretudo expansionista, o que se expressou quase imediatamente, na época, com o avanço sobre o Leste. Enquanto os antigos Estados soviéticos se desagregavam, aproveitando a fraqueza relativa inicial de Moscou, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) incorporava nada menos que 12 deles, progressivamente.

O fato realmente novo não foi a paz derivada do fim da Guerra Fria, mas a ressurgência da geopolítica como processo dominante nas relações internacionais. Isso, como mencionado, foi devido exclusivamente à militância belicista dos Estados Unidos. Apesar de todas as concessões feitas pela Rússia aos ocidentais e do abandono cabal da ideologia comunista como ameaça atual ou no futuro visível, Washington manteve seus orçamentos de guerra e elegeu a Rússia, único potencial rival de primeira linha, como seu principal inimigo.

Paralelamente, a China evoluiu para se tornar a segunda maior potência econômica do mundo e uma potência militar  respeitável. Isso representou um passo adiante nos desafios estratégicos dos Estados Unidos. Agora, as duas correntes de sua política externa confluem numa dimensão complexa na figura de Trump. Eleito com uma retórica desenvolvimentista, industrialista e nacionalista, subliminarmente contra Wall Street, acabou cedendo ao mercado financeiro e afetando interesses econômicos reais na relação com China e Europa.

O ambíguo Presidente também entrou em conflito com seu núcleo geopolítico, a saber, o sistema de informação e comunicação. A reação foi fulminante. Sem provas relevantes, membros desse sistema de informação mantêm desde o início de seu mandato uma atmosfera de intrigas objetivamente irrelevantes sobre eventual influência dos russos na vitória eleitoral de Trump – o que não tem consequência concretas, mas toma tempo do Presidente e o mantêm na defensiva, inclusive para evitar uma possível reaproximação com a Rússia de Vladimir Putin.

Isso expõe a evidência do absoluto controle da geopolítica sobre as relações internacionais norte-americanas, sem que se impeça um processo paralelo de domínio econômico imperial igualmente quase absoluto em favor das corporações do país. Porém, como se tem visto desde 1991, encerrando uma era histórica em que a ideologia dominava a geopolítica e a Guerra Fria bloqueava uma guerra aberta, o processo histórico que se iniciou desde então trouxe um novo tipo de guerra, as guerras pela mudança de regime dos outros quando isso interessa ao poder americano.

Nesse processo, enquanto a Rússia tratava com dificuldade de seus problemas internos, o lado norte-americano inventou crises em favor da democracia em várias partes do mundo, derrubando governantes tradicionais e promovendo uma democracia que, objetivamente, enfraquecia as alianças reais ou potenciais do país com os russos e, ao mesmo tempo, abria um espaço econômico de pilhagem a seu favor. Para isso mobilizou ONGs vinculadas ao Departamento de Estado e financiadas por bilionários, como é o caso notório de George Soros, patrocinador da Open Society.

O ponto extremo da destruição “democrática” foi a Líbia. País com laços históricos com Moscou, foi literalmente destruído por hordas beligerantes teleguiadas pelo Departamento de Estado, que assassinaram Muammar al-Gaddafi, sendo entregue a mais de 200 milícias armadas, cada uma com o controle de um ou de um punhado de poços de petróleo. Os diversos protestos no Egito tiveram em vista o receio israelense com a total desestruturação do governo egípcio e com a instabilidade geopolítica que isso poderia produzir no Oriente Médio.

Os períodos presidenciais de George W. Bush, filho, e de Barack Obama foram caracterizados como tempo de guerra, tanto no interesse geopolítico norte-americano,, como no interesse econômico das suas corporações. Com ambos, entretanto, houve a predominância absoluta da comunidade de informações e de comunicação, que, no período de Obama, gerou ou viu a continuidade de nada menos que cinco guerras de Washington, a maioria delas, no âmbito da chamada Primavera Árabe, promovida pela belicosa chefe do Departamento de Estado e seus sócios políticos bilionários, Hillary Clinton. Daí que, de forma alguma, se poderia lamentar sua derrota para Trump nas eleições.

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A primeira manifestação do renascimento do poderio militar russo se deu na Geórgia, para proteção dos russófilos locais, debelando uma guerra civil que ameaçava diretamente o território russo se houvesse ali um governo hostil. Mas o grande teste foi a Ucrânia. Nesse caso, a Rússia exibia pleno vigor militar. Diante da rebelião contra um presidente eleito, simpático à Rússia, e forjada claramente pelas ONGs manipuladas pelo Departamento de Estado, a secessão do Leste com ajuda russa foi a preliminar de uma das grandes jogadas estratégicas de nosso tempo, a reincorporação da Criméia ao território da Rússia.

A propósito, Putin já havia anotado que a Rússia, sob o vacilante Boris Ieltsin, aceitou sem disputa o avanço da OTAN para Leste, contrariando acordos formais. Mas eram Estados distantes de suas fronteiras. Com a Ucrânia seria diferente, pois está colada na Rússia. A tentativa de incorporação da Ucrânia à OTAN, em que os Estados Unidos insistem, é, portanto, um casus belli na visão russa. Nesse caso parece ter falhado, pelo menos por enquanto, a estratégia norte-americana de atrair a Rússia, que não pode ser desafiada ou atacada como um poder total (nuclear), para uma guerra convencional esgotante em terceiro país.

Em 1999, após implementar políticas ultraneoliberais e levar à Rússia à guerra civil, Iéltsin passa o poder a um ex-agente da KGB, um desconhecido na época, que retomaria o poder de atuação russo no cenário internacional, após o fim do Bloco Soviético: Vladimir Putin. 

O mais próximo que se tem disso é a Síria. Ali os russos detém uma importante base aeronaval de caráter estratégico no Oriente Médio. Todas as tentativas americanas de derrubar Bashar al-Assad, sempre sob a bandeira da guerra “democrática”, falharam, a despeito de ser um dos conflitos civis mais sangrentos da região, responsável por um trágico fluxo de refugiados. Para melhor proteger a Síria, a Rússia, com apoio iraniano e chinês, instalou-se dentro do território sírio, fazendo valer o peso de sua intervenção direta na conduta da guerra. Os Estados Unidos, até o momento, não ousaram atacar as forças russas ali instaladas e acabam de anunciar a saída de suas tropas do país sob o argumento de que o Estado Islâmico está derrotado.

Uma das consequências mais visíveis das guerras de ONGs ou de guerras “democráticas” na África e no Oriente Médio é a desarticulação de governos, eventualmente descambando para guerras civis, gerando imensos fluxos de refugiados para a Europa através do Mediterrâneo. A imprensa ocidental, inclusive a brasileira, também ela cooptada pelo estamento dominante norte-americano e europeu, é cúmplice dessa tragédia humanitária, pois trata cada barco de migrante como fato isolado,  praticamente desconhecendo as causas desse processo que são nada mais nada menos que guerras “democráticas” promovidas pelas potências ocidentais.

Quais são as perspectivas mundiais diante desse cenário geopolítico, nos quais os Estados Unidos aparentemente não se conformam em ter dois opositores de peso, um militar, a Rússia, e outro econômico, a China – ambos entrelaçados numa aliança estratégica de evidente interesse mútuo e fonte de preocupação para os norte-americanos? Uma análise realista nos indica que eles não tem alternativa a não ser aceitar as regras do jogo estabelecidas dinamicamente nesse triângulo, pois é uma situação que não pode ser resolvida pela força, na medida em que competem nesse terreno potências nucleares.

A Ásia não é mais um território em disputa como foi antes da Segunda Guerra e, em parte, em plena Guerra Fria. É um território sob influência direta da China e da Rússia, para o qual derivará certamente o Japão e a Coréia do Sul. É uma grande zona de prosperidade que representa cerca de dois terços da população mundial e grande pare da economia do planeta. O oposto disso é a Europa, que está envolvida em plena decadência neoliberal. Os Estados Unidos mantem um ritmo econômico positivo, mas não tem instituições que possam transferir seu sucesso para sua zona de influência, seja na Europa, seja na América Latina ou na África.

O que interessa não é tanto a situação atual, mas as tendências. Dinamicamente, a Ásia tende a expandir-se sob o controle de governos fortes, democráticos ou não, enquanto o Ocidente paga o preço de uma democracia anárquica comandada pelo sistema bancário predador sob a  bandeira do neoliberalismo. A China está oferecendo para dentro e fora da Ásia fantásticas formas de desenvolvimento comum, sob seu financiamento, como é o caso da Nova Rota da Seda que tende a se tornar um cinturão de prosperidade em meio mundo. Já o líder do Ocidente, os Estado Unidos, oferece a seus aliados tradicionais nada além de financeirização de suas economias mediante a virtual escravização de seus povos através do neoliberalismo.

Note-se que não se trata de uma tendência desta ou daquela administração norte-americana. Está nas entranhas do Estado norte-americano seu caráter privatista. Se algum presidente dos Estados Unidos decidir fazer investimentos estratégicos no mundo que não sejam pela via do setor privado próprio, será certamente impedido pelo Congresso. Jamais faria, por exemplo, uma Rota da Seda, pois isso implicaria substituir o setor privado no investimento e na operação; como o setor privado não faz, exceto se houver grande lucratividade, jamais será feito.

O Acordo de Livre Comércio (TLC) que a China assinou em maio de 2018 com a União Econômica Eurasiática vai se desenvolver para mudar o jogo no comércio eurasiano. Crédito: Silk Road Briefing.

O fato é que os Estados Unidos não tem instituições financeiras governamentais para promover o desenvolvimento. Tudo fica com o setor privado. O Plano Marshall foi uma meia exceção em face da situação peculiar do pós-guerra. A parte externa do financiamento ele finge entregar ao Banco Mundial, que atua sob seu estrito controle, em geral abrindo espaço para empresas privadas norte-americanas.

De uns tempos para cá, seu papel, junto com o Fundo Monetário Internacional (FMI), comandando pela decadente Europa, é aprofundar critérios e ideologia neoliberais no mundo. Enquanto prevalecer essa situação o Ocidente estará condenado à estagnação permanente, como já se encontra desde a crise de 2008, com o progressivo processo de vampirização dos setores produtivos e da classe trabalhadora em favor dos bancos.

Nesse contexto apareceu no Brasil um presidente fascinado pelos Estados Unidos e destacado como grande inimigo do comunismo e dos comunistas. O pior é que está cercado por alguns militares da reserva de alta patente que comungam um tipo de ideologia semelhante. Por pouco Jair Bolsonaro não faz naufragarem nossas relações econômicas absolutamente vitais com a China, no plano do comércio, assim como nossas relações comerciais e diplomáticas com o mundo árabe, este último indignado por sua intenção de mudar a Embaixada brasileira para Jerusalém – o que aparentemente ninguém havia pedido.

O presidente eleito Jair Bolsonaro, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, almoçam no Forte de Copacabana Crédito: Globo.

Essas questões, contudo, aparecerão no futuro como simplesmente folclóricas. O que importa é qual estratégia terá o Brasil numa perspectiva de longo alcance. Vamos reforçar nossos laços com os nossos colonizadores ocidentais, em plena decadência econômica? Ou vamos buscar uma estratégia de prosperidade na trilha da Ásia, unindo Rússia a Portugal, e que tem muito mais a nos oferecer, não apenas mercados comerciais, mas sobretudo alianças produtivas que não passam pelo crivo do vampirismo bancário ocidental? Teremos de escolher, hoje ou algum dia, numa direção que atenda à demanda de milhões de trabalhadores brasileiros, hoje mergulhados na estagnação econômica e do emprego.

Nossa cunha de entrada no mundo de prosperidade da Ásia é o Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), cuja fundação teve forte oposição norte-americana. O retardamento do pleno funcionamento do banco se deve à postura pusilânime da Índia, sob inspiração neoliberal, por certo atendendo às manobras dos Estados Unidos para embaralhar o processo. O Brasil, contrariando seus próprios interesses objetivos, tem-se comportado, no governo Temer, como um quinta-coluna nessa que foi a mais importante iniciativa econômica dos BRICS.

Obviamente, mesmo que reduzido à participação de Rússia e China, o Banco dos BRICS avançará de qualquer forma sob liderança chinesa. Para o Brasil, mesmo que, por enquanto, nele representa pouco mais que um peso morto, será sempre uma porta aberta para o financiamento progressista da expansão de sua infraestrutura, escapando ao papel de simples joguete no contexto geopolítico dos Estados Unidos.

J. Carlos de Assis

Economista, jornalista, professor de Economia Política, doutor em Engenharia de Produção, autor de mais de 25 livros sobre Economia Política brasileira.

Série documental sobre a Nova Rota da Seda Chinesa “One Belt One Road”, produzida pela China Central Television.

The Real News: Is the New BRICS Bank a Challenge to US Global Financial Power?

Democracy Now: Nobel Economist Joseph Stiglitz Hails New BRICS Bank Challenging U.S.-Dominated World Bank & IMF

Pepe Escobar para Russia Today: BRICS bank on its way to beat casino financial system

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