Dica Intertelas: “A Ascensão” de Larissa Shepitko

Vladimir Gostiukhin e Boris Plotnikov em “A Ascensão” (1977) de Larissa Shepitko. Crédito: https://vilanovaonline.pt

A dica da Revista Intertelas deste final de semana indica o clássico soviético “A Ascensão” (1977) de Larissa Shepitko, lançado pela distribuidora CPC-Umes Filmes, que conta com o licenciamento direto do Mosfilm. O enredo conta a história de um grupo de guerrilheiros, que durante o rigoroso inverno que assola a URSS na 2ª Guerra Mundial, deixa seu acampamento na Bielorrússia à procura de alimentos para o grupo. A jornada é de provações e sofrimento. Capturados pelos nazistas, reagem diferentemente ao mesmo tratamento brutal. Trata-se de uma adaptação do romance ‘Sotnikov’, do escritor bielorrusso Vassil Bykov. O filme ganhou o Urso de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Berlim (1977).

Clique na foto para adquirir o filme. Crédito: CPC-Umes Filmes.

Larisa Efimovna Shepitko foi diretora de cinema, roteirista e atriz soviética, nascida em 1938 em Artemovsk, na Ucrânia. Estudou no Instituto Gerasimov de Cinematografia (VGIK), em Moscou, onde foi aluna do diretor Aleksandr Dovzhenko. Como estudante atuou em vários filmes, incluindo “O Poema do Mar” (1958), iniciado por Dovzhenko e concluído por sua esposa, Yulia Solntseva. Larisa graduou-se no VGIK em 1963, com um diploma de honra pelo seu filme “Calor”, realizado quando ela tinha apenas 22 anos.

Larissa Shepitko. Crédito: IMDb.

O filme conta a história de uma nova comunidade agrícola na Ásia Central em meados dos anos 50. Na montagem de “Calor” foi auxiliada por Elem Klimov, também estudante do VGIK, com quem se casou no mesmo ano. Dois de seus filmes seguintes foram “Asas” (1966) e “Você e Eu” (1971), este o único que realizou em cores. “A Ascensão” (1977) foi o último filme que concluiu. Em 1979, quando filmava “A Despedida”, sua vida foi abruptamente interrompida aos 41 anos, num desastre de automóvel junto a quatro membros de sua equipe técnica.

Agnes Varda e Larissa Shepitko. Crédito: https://twitter.com/markcousinsfilm

Vassil Vladimirovitch Bikov nasceu em 19 de junho de 1924 na Bielorrússia. Em 1939 entrou na Escola de Arte de Vitebsk, onde especializou-se em escultura. Em 1941 se formou na escola fabril da mesma cidade. No final de 1942 foi convocado para o Exército Vermelho. Em 1947-49, após a desmobilização, trabalhou nas oficinas de arte da cidade bielorrussa de Grodno, onde foi editor do jornal regional “A Verdade de Grodno“. No período entre 1949-55 voltou ao Exército, e também escreveu as histórias “A Morte de um Homem” e “Oboznik“, que considerou o início de seu trabalho criativo. Bykov ficou conhecido após o lançamento, em 1962, do romance “O Terceiro Foguete“. 

A Balada Alpina” (1963), “A Armadilha” (1964), “Os Mortos Não Sofrem” (1965), “Altura Maldita” (1968) e “A Ponte Kruglyansky” (1968) o colocaram entre os melhores mestres da prosa militar do século 20. Sua literatura foi traduzida para mais de 50 idiomas, e muitas de suas obras viraram filmes: “O Terceiro Foguete” (1963), “A Balada Alpina” (1965), “Manada de Lobos” (1975), “Viver até o Amanhecer” (1975), “A Ascensão” (1977) e “Seu Batalhão” (1989), entre outras. Foi nomeado Escritor do Povo da Bielorrússia (1980) e Herói do Trabalho Socialista (1984).

A trilha sonora foi composta por Alfred Garrievich Schnittke que nasceu na cidade de Engels, na beira do rio Volga. Durante a 2ª Guerra Mundial seu pai serviu no Exército Vermelho, e depois da guerra foi enviado a Viena. Foi na capital da Áustria que o futuro compositor iniciou sua educação musical. Aos 14 anos voltou para a URSS, se formou em piano e regência coral. Graduou-se no Conservatório de Moscou, onde concluiu sua pós-graduação e trabalhou como professor até os 38 anos.

Alfred Garrievich Schnittke. Crédito: http://pt.nextews.com

A partir de 1972 dedicou-se ao cinema e compôs mais de 60 trilhas musicais. Paralelamente, passou a reger suas obras em apresentações. Seu trabalho com a diretora Larisa Shepitko, no filme “A Ascensão” (1977), teve ampla repercussão. Em 1989, Alfred Schnittke recebeu um prêmio “Nika“, pela música composta para o filme “Comissário“.

Trabalhou com outros importantes diretores, entre eles Andrei Smirnov (“Outono“, 1974), Aleksandr Mitta (“A Tripulação“, 1980) e Elem Klimov (“Agonia“, 1981). Essas informações foram retiradas da página da CPC-Umes filmes, para mais detalhes sobre a obra e adquirir o filme, acesse o site da distribuidora. 

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