Dica Intertelas: séries documentais “Street Food” (Comida de Rua) Ásia e América Latina da Netflix

“Street Food – Latin America” (Comida de Rua – América Latina/2020), da Netflix. Crédito: https://www.agazeta.com.br/

Criadas pelos produtores David GelbBrian McGinn as séries documentais da NetflixStreet Food – Asia” (Comida de Rua – Ásia/2019) e “Street Food – Latin America” (Comida de Rua – América Latina/2020), exploram a rica cultura dos pratos e alimentos feitos fora de restaurantes, em diversas metrópoles do mundo. Envolvente, divertido e profundo, as séries vão além de apresentarem pratos que se tornaram típicos de cada cidade. Elas mergulham um pouco nas histórias dos cozinheiros, apresentando “personagens” intrigantes, com histórias que carregam não apenas a cultura de cada local, mas as trajetórias repletas de desafios vencidos por quem ama cozinhar e decidiu fazer desta tarefa tanto uma forma de sustento, quanto uma razão à existência humana e à busca pela felicidade.

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Os cozinheiros das séries “Street Food” estão longe daquela figura de chef da gastronomia elitista, que só uma parte bastante pequena da população mundial pode ter acesso. Mesmo que alguns tenham chegado ao status de receber estrelas de publicações como a Michelin, eles permanecem pessoas comuns, trabalhando no local onde começaram suas jornadas, atendendo a todos que venham experimentar seus pratos. Afinal, a comida antes de ser essencial para a vida e ser um traço cultural, carrega outros tantos significados como aliviar o estresse, promover relações amistosa e de amor, trazer significados para o cotidiano.

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E, apesar dos cozinheiros da série pertencerem e viverem em continentes diferentes, eles compartilham algo em comum: a luta por um ideal, pelo fim de preconceitos e pela liberdade. Todos estão sobrevivendo às suas tragédias pessoais, tentando esquecer quem um dia os prejudicou, e, mesmo com todas dificuldades, mantêm um carinho enorme pelo que fazem. Eles estão longe de terem conforto, ou a estabilidade financeira que muitos almejam.

Em seus relatos, abordam que precisam enfrentar as adversidades que parte da elite de suas sociedades impõe, contemplando-os muitas vezes como grupos primitivos, não bem-sucedidos, ou até parte ultrapassada da história local que precisa ser eliminada. Contudo, eles seguem com suas vidas. Para eles cozinhar não é um trabalho, mas uma parte do que são e a força que os faz não se importar se vão precisar estar à frente de um fogão até o fim da vida.

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