Grupo Pandora de Teatro seleciona artistas e coletivos para o 6º Ato Artístico Coletivo Perus

Crédito: Thumbnail -Registros 5º Ato Artístico.

Até dia 04 de Fevereiro de 2021 o Grupo Pandora de Teatro recebe propostas de artistas e coletivos do Brasil inteiro para integrar a programação do 6º Ato Artístico Coletivo Perus através de um Edital de Chamamento (clique aqui para realizar sua inscrição) que está também disponibilizado no Facebook da Ocupação Artística Canhoba e Facebook do Grupo Pandora de Teatro. Em sua 6ª edição, o Ato Artístico Coletivo Perus promove um grande festival de inventividades virtuais, já que o evento foi adaptado para o formato online em razão da pandemia da COVID-19, e pretende contar com artistas de diversas regiões do Brasil em sua grade de programação.

Com atividades culturais gratuitas, o evento acontece entre os dias 04 e 07 de Março de 2021, com ações de formação e fruição artísticas realizadas nas redes sociais e canais no YouTube do Grupo Pandora de Teatro e da Ocupação Artística Canhoba. Um festival de múltiplas linguagens que busca valorizar e fomentar as criações artísticas desenvolvidas em tempos de pandemia e isolamento social, além de celebrar o aniversário de cinco anos da Ocupação Artística Canhoba, espaço público cultural e atual sede do Grupo Pandora de Teatro.

Podem realizar inscrições artistas e coletivos de qualquer linguagem, preferencialmente sediados em regiões periféricas de qualquer lugar do Brasil. A lista de selecionados será divulgada no dia 11 de fevereiro e os projetos contemplados receberão o valor de R$ 5.000,00 por apresentação.

A programação será composta por 04 (quatro) oficinas formativas envolvendo temáticas como teatro, dança, dramaturgia e cinema, e 13 (treze) apresentações artísticas envolvendo teatro, dança, música, circo e audiovisual. As atividades de formação serão realizadas com artistas educadores convidados pelo coletivo. Já as atividades de fruição (apresentações online) serão selecionadas por meio do edital de chamamento.

A ação faz parte do projeto aprovado pelo Edital 40/2020 – Produção e realização de festival de cultura e economia criativa com apresentação Online – Programa de Ação Cultural (ProAC Expresso LAB) | Governo do Estado de São Paulo | Governo Federal | Lei Aldir Blanc. A primeira edição do Ato Artístico Coletivo Cimento Perus, foi realizada em 2012, com o apoio da 24ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro, e tinha o objetivo de impulsionar o Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento Portland Perus, composto por ex-trabalhadores, moradores de Perus e região, que há mais de 30 anos lutam pela desapropriação da antiga Fábrica e transformação do local em um Centro de Lazer, Cultura e Memória do Trabalhador.

Crédito: Thumbnail -Registros 5º Ato Artístico.

Desde então, foram quatro edições do “Ato Artístico Coletivo Perus” (2014, 2015, 2018 e 2019) organizadas de forma coletiva, com participação de grupos, artistas, agentes culturais, professores, pesquisadores, ativistas, moradores de bairro de Perus, fomentando a realização de debates, aulas abertas, oficinas, exposições, apresentações e intervenções de diversas linguagens como literatura, teatro, dança, performance, música, entre outras.

Um festival cuja premissa é fortalecer a criação artística na região, apoiando polos culturais e ocupações artísticas do bairro de Perus, tecendo um território de desenvolvimento mediado pela arte, pela cultura, pelo meio ambiente e pela educação, expandiu-se nesta edição para abarcar artistas de outros estados e cidades brasileiras, enaltecendo a importância de criar redes de fortalecimento entre artistas diante do cenário complexo enfrentado pelo setor cultural diante da crise da COVID-19.

O Grupo Pandora de Teatro, responsável pela organização do evento, é formado por Caroline Alves, Filipe Pereira, Lucas Vitorino, Rodolfo Vetore, Thalita Duarte e Wellington Candido. Em 2021, o grupo comemora 17 anos de pesquisa continuada no bairro de Perus e 05 anos de ocupação do Cine Teatro Pandora – Ocupação Artística Canhoba, um espaço público ocioso, que estava abandonado há seis anos sem cumprir qualquer função social, que foi transformado em um importante polo cultural, aberto ao público, visando o fazer artístico como um ato social e político dentro do bairro.

Em parceria com coletivos, artistas e moradores do bairro o espaço foi revitalizado, tornando-se um ambiente favorável para todas as formas de expressão e propício ao desenvolvimento artístico-cultural, principalmente entre jovens e crianças, por meio de oficinas, ensaios, debates, palestras, saraus, apresentações de teatro, música, dança, exibições de cinema, entre outros. Trabalhando a representatividade e pluralidade, numa busca coletiva construindo um espaço cultural diversificado para o desenvolvimento dos artistas locais, que além de exercer a função social da propriedade, reduz a escassez de espaços culturais públicos nesta região periférica da cidade, tendo a cultura como um exercício duradouro e um direito à cidadania.

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