O intercâmbio geográfico e artístico do audiovisual, em debate entre estudantes do Paraná

Fachada do Colégio Estadual do Paraná (CEP), em Curitiba. Crédito: Kauany Dias/divulgação CEP.

O curso de Técnico em Produção de Áudio e Vídeo (PAV) do Colégio Estadual do Paraná [do qual este articulista é docente] promoveu em outubro a segunda edição do ‘FestPAV’ – mostra e rodas de conversa envolvendo estudantes, egressos e profissionais da área. Desta vez, a ênfase foi dada a intercâmbios – geográficos e artísticos. Explica-se. Na primeira das três noites, em 13 de outubro, por meio da plataforma Jitsi, os professores e estudantes do curso conversaram com profissionais de regiões para além dos limites do Paraná.

O bate-papo foi com o realizador Rodrigo Ribeyro, que é estudante de cinema na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), e tem também experiência com audiovisual na Grande São Paulo; e com a produtora Kamilli Semenov, do Instituto Querô, de Santos. Rodrigo Ribeyro, entre outros trabalhos, é autor de “Cantareira”, curta-metragem que conquistou o terceiro lugar da mostra competitiva reservada a estudantes no Festival de Cannes deste ano (a mostra Cinéfoundation). Ele fez roteiro, direção e montagem do curta.

Já Kamilli Semenov, além de realizadora, atua na formação de turmas das oficinas do Querô. O instituto completa 15 anos em 2021, e promove a formação em audiovisual de jovens em vulnerabilidade social, no litoral de São Paulo. Ambos expuseram um pouco de sua trajetória, e depois dialogaram com os estudantes. Valorizar o cinema nacional (buscando assistir, prestigiar, estudar e obter referenciais) e a importância de reconhecer os diferentes polos de produção no país, com suas peculiaridades, estiveram entre os pontos abordados pelos debatedores.

Na segunda noite, 14 de outubro, a integração foi com estudantes e professores do Curso de Técnico em Teatro, do mesmo Colégio Estadual do Paraná. Identificar pontos de convergência entre as duas artes (teatro e cinema), e ao mesmo tempo limites para diferenciar cada uma, esteve entre as reflexões – motivadas pela mediação da tela que o fazer teatral tem precisado, por causa da pandemia de covid-19.

Na terceira e última noite, em 15 de outubro, os atuais estudantes do Curso de Áudio e Vídeo “encontraram-se” (pela videochamada) com egressos. Os formados no curso técnico do Colégio Estadual do Paraná relembraram aprendizados e passagens do curso, e relataram o quanto os conhecimentos adquiridos foram importantes para suas vidas pessoal e profissional. Nas três noites, foram exibidas produções audiovisuais de autoria dos estudantes.

Tratou-se, como dito, da segunda edição do evento. A primeira foi realizada ano passado, em setembro. Assim como a anterior, esta foi 100% online, como prevenção à covid-19. Isso viabilizou, também, a participação dos convidados externos.

Sobre o Curso 

O curso de Técnico em Produção de Áudio e Vídeo do Colégio Estadual do Paraná (clique aqui) teve a sua primeira turma aberta em 2007. A iniciativa, na modalidade subsequente (isto é, a quem tem o ensino médio completo), tem duração de um ano, e são abertas turmas no primeiro e no segundo semestre letivos, todas no período noturno.

Nestes 14 anos de funcionamento ininterrupto, o curso já atendeu mais de 500 estudantes, das mais variadas idades e perfis, moradores tanto de Curitiba como de municípios da região metropolitana. Público e gratuito, o curso de Técnico em Produção de Áudio e Vídeo do Colégio Estadual do Paraná abre oportunidade emprego e renda em uma área cuja formação é cara, pouco acessível à maioria da população.

 

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por Anders Noren

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