Consulado do Japão e ICBJ-RJ celebram a música japonesa com a apresentação de Kinzaburo Abe no Rio, maestro do Shamisen

O maestro do Shamisen Kinzaburo Abe tocando no ICBJ, em apresentação única no Rio. Crédito: Douglas M Almeida.

No início deste mês de agosto, o Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro e o Instituto Cultural Brasil-Japão (ICBJ) trouxeram mais uma atração para a capital carioca, em mais uma cooperação para celebrar e promover a cultura japonesa e os laços com o Brasil. No dia 8 de agosto, o maestro do Shamisen Kinzaburo Abe realizou um recital nas dependências do ICBJ, em conjunto com Bruno Silvestre que também se dedica ao estudo do instrumento musical, um dos mais tradicionais do Japão.

O evento contou com a participação de fãs, autoridades diplomáticas e de representantes de instituições japonesas e brasileiras. Entre eles, o presidente do ICBJ Sohaku Bastos, o cônsul geral do Japão Ken Hashiba, a cônsul cultural do Japão Rina Ishikawa, o novo vice cônsul cultural do Japão Usui Takaaki, o cônsul de Angola Mateus de Sá Miranda Neto, o cônsul dos Países Baixos Niels Veenis, Herbert Heim, também do consulado dos Países Baixos e o cônsul geral honorário da Finlândia Sérgio Chamone. 

Abe é hoje um dos maiores e mais jovens nomes a tocar o Shamisen, dando contornos únicos em suas performances com o grupo ABEYA, que fundou com o irmão Ginzaburo Abe, misturando elementos musicais tradicionais e modernos. Ele é ainda vencedor do VIII Campeonato Nacional de Tsugaru Shamisen, cujo grau de exigência para participar é muito alto, o que eleva o saldo de qualidade da carreira de um músico, conforme o próprio Kinzaburo. O grupo já realizou shows em mais de 20 países, demonstrando uma critividade energética não apenas para Shamisen, mas também para a performance de canções folclóricas, tocando tambores e flauta tradicionais japoneses.

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Durante o recital, Abe falou de sua trajetória musical e de sua família de instrumentistas dedicados ao Shamisem. Ele ressaltou a sensação boa de estar em um ambiente descontraído ao tocar no Rio, o que facilitou a sua apresentação que foi mais longa e com dois pedidos de bis. O maestro também elogiou a participação de Bruno Silvestre. O espaço do ICBJ também foi apreciado, tendo Abe classificado-o de intimista e que possibilita uma aproximação única com o público.

O Shamisen japonês tem origem no sanxian chinês e foi introduzido no Japão durante o século XVI. Trata-se de um instrumento muito versátil e que tanto homens, quanto mulheres tocavam e tocam individualmente, ou em conjunto. É um elemento musical importante em outras manifestações artísticas como o teatro kabuki e o teatro de bonecos bunrakuas.

Segundo o diretor artístico do ICBJ David Leal,  esta foi uma oportunidade única para os fãs do Shamisen: “Como já tinha comentado antes do show, esta é mais uma verdadeira conexão Brasil-Japão aqui no Rio, no mês de agosto tão especial para o ICBJ e para a história do Japão. Este evento mostra que, apesar da distância e das diferenças obviamente encontradas, brasileiros e japoneses sempre encontram um lugar em comum de integração e influência mútua“.

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por Anders Noren

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