Livro “Superar a pobreza” traz ao público brasileiro a política e a filosofia de Xi Jinping na luta pela modernização da China

Crédito: Agência Brasil China – Diário de Notícias.

Neste 12 de novembro, quando a cidade do Rio de Janeiro começa a receber delegações para a Cúpula de Líderes do G20, foi realizado o lançamento da edição em português do livro “Superar a pobreza”, além de um Seminário sobre a Governança da China e do Brasil. Essa obra une uma coleção de discursos e textos do presidente Xi Jinping que datam do final dos anos 1980 e início dos 1990, durante o seu trabalho de aproximadamente dois anos como secretário do Comitê Local do Partido Comunista da China na Prefeitura de Ningde, na província de Fujian.

A organização do evento contou com a iniciativa do Gabinete de Informação do Conselho de Estado da China, do Grupo de Comunicações Internacionais da China (CICG), da Embaixada da China no Brasil e do Consulado Geral da China no Rio de Janeiro. A realização ficou a cargo da Edições em Língua Estrangeira, do Centro das Américas do CICG, da Editora do Povo de Fujian, da Editora Contraponto e do Instituto Lula.

Conforme o editor-chefe do Grupo de Comunicações Internacionais da China, Gao Anming, o livro reuni a sabedoria política, o conteúdo filosófico e ideias de como aliviar a pobreza. “Nesta obra podemos perceber o inabalável compromisso com o povo e o espírito de forte responsabilidade. A publicação apresenta um estilo de linguagem bem simples e vívido. Seu lançamento em português vai trazer conhecimento aprofundado para os leitores brasileiros e impulsionar um intercâmbio de experiências na redução da pobreza entre os dois países”.

Crédito: Agência Brasil China – Diário de Notícias.

Para o secretário executivo do Departamento de Comunicação do Comitê Central da Partido Comunista da China, Hu Heping, esse é um livro fundamental para os que pretendem compreender a governança e o desenvolvimento econômico e social local. Ele enumerou quatro pontos essenciais que são estabelecidos por Xi Jinping: persistir no conceito de desenvolvimento centrado no povo; levar adiante o espírito da reforma e inovação; aderir a um caminho de desenvolvimento fundamentado na realidade do país; e demonstrar uma postura de abertura para cooperação e benefícios mútuos.

O secretário executivo do Departamento de Comunicação do Comitê Central da Partido Comunista da China, Hu Heping. Crédito: Agência Brasil China – Diário de Notícias.

De acordo com o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Osmar Júnior, o lançamento da obra no Brasil ocorre em um período que o mundo passa por crises graves. “E é neste ambiente que se reúne no Brasil o G20, grupo de governos que sempre estiveram preocupados em tratar das questões econômicas, financeiras, e que depois agregaram o tema do meio ambiente. Agora, com a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o apoio destacado do presidente Xi Jinping, se colocará na mesa dos debates mundiais, na mesa do G20, a discussão sobre a erradicação da fome e a superação da pobreza”.

A cônsul geral da China no Rio de Janeiro, Tian Min, explicou aos ouvintes que a civilização chinesa enfrentou calamidades sem precedentes ao longo de sua história milenar. Segundo ela, neste contexto, superar a pobreza tornou-se um sonho perseguido pelo povo chinês e desde 1921, o Partido Comunista da China atribui alta importância à questão. “O governo brasileiro também está altamente focado na erradicação da fome e na luta contra a pobreza, avançando com o programa Fome Zero e promovendo a modernização de agricultura familiar. A China também apoiará a iniciativa brasileira de criar uma aliança global de combate contra a fome e a pobreza”.

Crédito: Agência Brasil China – Diário de Notícias.

Em sua exposição, o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Márcio Pochmann, comentou que há uma diferença histórica de percepção sobre a pobreza entre o Norte e o Sul Global. O também professor recordou o relatório de Beveridge (1942), que procurou, de uma forma mais ampla, identificar os problemas da sociedade inglesa na época, como a escassez, a doença, a ignorância, a miséria, a ociosidade e o desemprego.

Para enfrentar estas dificuldades, foi estabelecido que era necessário o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas para grupos focalizados. “Já a experiência da China, e podemos também dizer a do Brasil, não trabalham com a focalização. São experiências universais no sentido de entender que a pobreza não é algo exclusivamente associado a segmentos das sociedades que tem problemas de convivência com a maioria. Pelo contrário, a pobreza resulta justamente da dificuldade de se produzir em grande escala e de se redistribuir os ganhos dessa grande escala para todos”.

Nas palavras do presidente da Associação de Amizade Sino-Brasileira, Henrique Nóbrega, esta publicação promove uma troca de experiências, assim como a reunião do G20. “É um momento de reflexão para tentar superar um problema que não é exclusivamente do Brasil, mas da humanidade. A fome atinge a dignidade das pessoas na sua essência. O indivíduo que não come, não consegue ter liberdade suficiente, não consegue fazer suas escolhas existenciais”. Nesta mesma linha, o tradutor de “Superar a pobreza” e professor da Fundação Getúlio Vargas, Evandro Menezes de Carvalho, contou ao público que no capítulo inaugural do livro, Xi Jinping propõe que Ningde, localizada na época entre as regiões mais pobres do país, fosse a primeira a se desenvolver.

O tradutor de “Superar a pobreza” e professor da Fundação Getúlio Vargas, Evandro Menezes de Carvalho.
Crédito: Agência Brasil China – Diário de Notícias.

Mas para tanto, seria preciso que tais regiões empobrecidas não tivessem ideais empobrecidos. Como explica Evandro Menezes, para o líder chinês, não se deve aceitar resignadamente a condição de pobreza, nem esperar por ajuda governamental, ou mesmo culpar os outros pela situação precária.

Xi Jinping estabelece que a redução da pobreza requer uma mudança de mentalidade e de atitude do governo e do povo conjuntamente. Para que isso aconteça, é necessário ter uma boa compreensão de sua própria terra, manter laços estreitos com o povo, exigir dos funcionários e autoridades estatais competências básicas que se adquire com a compreensão e o domínio das leis objetivas que estão inseridas na prática entre as pessoas. É ainda interessante destacar a preocupação de Xi Jinping com o formato e os métodos destas iniciativas. Para ele, elas precisam ser aceitáveis para a audiência, do contrário o conteúdo não poderá ser entregue e a atividade de conscientização pública não terá nenhum efeito”.

Deixe seu comentário

Acima ↑

Descubra mais sobre Revista Intertelas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading