"Roma" (2018) de Alfonso Cuarón, é o filme mais belo e contundente que eu assisti em 2018, produzido pela Netflix. É um projeto muito pessoal do afamado diretor, que dirige, assina a fotografia e o roteiro. A obra é um resgate da memória de Cuarón, onde ele nos apresenta o México do anos 70 e sua... Continuar Lendo →
“Ensaio de Orquestra” é o lisérgico necessário para sobreviver ao caos brasileiro
O filme começa: Os créditos são apresentados ao som de ruidosas buzinas, sirenes e outros sons típicos da urbe caótica. Um tema de Nino Rota ameaça ganhar vida... “Ensaio de Orquestra”, realizado em 1978 para a TV Italiana, foi a mensagem política do mestre, num momento de catarse na sociedade Italiana após o sequestro e conseguinte... Continuar Lendo →
A Redenção vem quando humanizamos o Inimigo, em “Terras de Minas” (2015)
O tema da Segunda Guerra continua ocupando lugar relevante na psique mundial, sobretudo europeia. A memória do conflito resiste. Em especial na Europa, onde novas fronteiras foram desenhadas, povos foram deslocados, ódios foram deflagrados e depois contidos. E é nesse contexto que o drama de guerra dinamarquês “Terra de Minas” (Under sandet), de 2015, foi... Continuar Lendo →
Três documentários investigam as obsessões dos EUA: Raça, Rússia e Vietnã
Se a produção ficcional estadunidense está dominada pela infantilização dos ‘filmes-produto”, onde estúdios como a Marvel definem limites estéticos e narrativos para seus filmes, sua produção documental não pode ser acusada de flertar com a mediocridade. Nos últimos anos, vários e bons documentários vem sendo lançados, discutindo e refletindo a complexidade do país para além... Continuar Lendo →
“Montanhas da Lua”: o prenúncio da tragédia imperial
Passados quase 30 anos do lançamento do filme de Bob Rafelson, “Montanhas da Lua” (Mountains of the Moon) / 1990, importante (ainda que irregular) diretor dos idos da “nova hollywood”, fica mais claro os encantos e os defeitos do filme. Lançado numa época que se vislumbrava como o início de uma hegemonia global do império estadunidense... Continuar Lendo →
Em “Z…”, o retrato trágico dos homens vitorianos
O belo filme “Z: A cidade proibida” (2017), de James Gray, fez pouco barulho quando estreou, vítima provável da infantilização crônica do público e da ditadura dos filmes de super-heróis, que atualmente monopolizam o circuito comercial de exibição. Uma pena, já que o filme é um drama histórico dos melhores, retratando a vida extraordinária do coronel... Continuar Lendo →
