A trágica vida da cientista que revolucionou o mundo Marie Sklodowska-Curie em “Radioatividade”

Que filme triste, este “Radioatividade” (2019) de Marjane Satrapi… Da fotografia dessaturada à trilha sonora minimalista…tudo leva para a ambientação melancólica, apropriada para narrar a história trágica da cientista Marie Sklodowska-Curie, descobridora dos elementos químicos Rádio e Polônio…e da própria Radioatividade… O roteiro é pontuado de passagens de eventos históricos que são influenciados pela descoberta... Continuar Lendo →

A série “Borgen” e um ensaio sobre a política para adultos

Não venho assistindo muita coisa…mas, recentemente, maratonei a série dinamarquesa “Borgen” (2010-2013), disponível no catálogo do Netflix. Criada por Adam Price, o enredo acompanha a personagem Birgitte Nyborg (fantasticamente interpretada por Sidse Babett Knudsen), líder do partido moderado e que, pelas circunstâncias do cenário político, assume o posto de primeira ministra do pequeno país escandinavo.... Continuar Lendo →

“Killer Joe” (2012), de William Friedkin: a violenta decadência moral e social do EUA

O diretor William Friedkin, realizador dos inesquecíveis “Operação França” (1971) e “ O Exorcista” (1973), foi dos autores mais interessantes e viscerais do cinema estadunidense no começo dos anos 1970. Sua obra, centrada no universo opressivo de seus protagonistas, não economizava na violência de sua narrativa e no uso intenso dos recursos clássicos da edição... Continuar Lendo →

“Margin Call – o dia antes do fim”: a melancolia existencial na era do capitalismo financeiro

O mundo desenvolvido, em especial o Anglo-saxão, passou por um terremoto moral em 2008, que precede, sobretudo, à crise financeira que se seguiu. Na verdade, a brutal crise de liquidez que engoliu bancos centenários e debilitou (ferindo de morte outras tantas) grandes empresas globais foi o resultado, o produto da escandalosa indústria de derivativos e... Continuar Lendo →

“Robocop” (1987), de Paul Verhoeven: capitalismo neoliberal e a busca pela humanidade perdida

Existem filmes que não envelhecem. Existem filmes que ficam melhores com o tempo. O jovem clássico “Robocop” de 1987, dirigido com fúria por Paul Verhoeven, enquadra-se nesta categoria. Lembrei-me do filme ao ler a curiosa notícia da “falência” da cidade de Detroit. Parece-nos bizarro a falência de uma cidade, mas a crença americana nas leis do... Continuar Lendo →

por Anders Noren

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